Brahms / Debussy / Schumann / Shostakovich: Duo (Gabetta e Grimaud)

O coro de elogios — alguns deles histéricos — que este CD vem recebendo dá até vontade de destoar, mas tal intenção morre à audição dos primeiros acordes. A argentina Gabetta e a francesa Grimaud fizeram um disco de indiscutível musicalidade, perfeito, irretocável. O repertório ajuda muito, claro, mas leiam abaixo o tom dos elogios:

“Put on your headphones, close the door and soak in these direct-connection performances of Schumann, Brahms, Debussy and Shostakovich by pianist Grimaud and cellist Gabetta. This is terrific.” –Mercury News, September 2012

e assim:

An inspiring, enjoyable, powerhouse meeting between two award-winning highly-individualistic classical music superstars who consider their initial meeting as fateful, not coincidence. Hélène Grimaud (who is called “the earth” in their interview), one of the greatest interpretative classical pianists who experiences sound as colors, and star cello virtuoso Sol Gabetta (“the air”), famed for the nuanced, singing quality of her instrumental interpretations and her highly emotional playing, meld their ‘earth and air’ talents and personae into a marvelous musical duo. It began in 2011 in a joyful, fateful musical encounter that ‘clicked’ immediately. In a wide spectrum of musical tastes, they cover the duo compositions of Robert Schumann, Johannes Brahms, Claude Debussy, and Dmitri Shostakovich, and this diverse program works wonderfully and has toured to great success. All performances are excellent and the ‘best of the best’ begins with the ‘storm to calm’ of the ‘Finale’ of Debussy’s Sonata for Violoncello and Piano in D Minor; the awesome beauty and virtuosity of the spellbinding 12 minute Shostakovich Allegro non troppo from the Sonata for Violoncello and Piano in D minor, Opus 40; the fiery third movement of Schumann’s ‘Drei Fantasiestücke’ (Three Fantasies), Opus 73 and the overpowering beauty of the familiar 14 minute Allegro non troppo and the 6 minute Allegro-Più presto movements of Brahms Sonata for Piano and Violoncello No 1 in E minor, Opus 38. Awesome performances by two great artists who form a dynamic duo of singular musical purpose. My Highest Recommendation! Five OUTSTANDING Stars! Independent, October 2012

Duo, com Sol Gabetta e Helene Grimaud

Drei Fantasiestücke op. 73
Composed By – Robert Schumann
1 I. Zart Und Mit Ausdruck 3:13
2 II. Lebhaft, Leicht 3:13
3 III. Rasch Und Mit Feuer 3:53

Sonata For Piano And Violoncello No. 1 in E minor op. 38
Composed By – Johannes Brahms
4 I. Allegro Non Troppo 14:27
5 II. Allegretto Quasi Minuetto – Trio 5:26
6 III. Allegro – Più Presto 6:22

Sonata For Violoncello And Piano In D Minor
Composed By – Claude Debussy
7 I. Prologue. Lent, Sostenuto E Molto Risoluto 4:36
8 II. Sérénade. Modérément Animé 3:13
9 III. Final. Animé, Léger Et Nerveux 3:40

Sonata For Violoncello And Piano In D Minor Op. 40
Composed By – Dmitri Shostakovich
10 I. Allegro Non Troppo 11:56
11 II. Allegro 2:50
12 III. Largo 8:21
13 IV. Allegro 3:58

Sol Gabetta, violoncelo
Helene Grimaud, piano

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PQP

P.S. —  Um pouquinho mais de Gabetta para os pequepianos. A música é Oblivion de Astor Piazzolla:

9 comments / Add your comment below

  1. Fiquei com a impressão que Heléne fica superposta na maoir parte do cd (não só na capa). Consultei os cds da casa (Rostropovitch/Richter, Piatigorsky Rubinstein, Maisky/Gililov) e a impressão de que o cello ficou como acompanhante aumentou. Que vcs acham?

  2. Parece bom isso hein? Já estou baixando! Uma pergunta: As obras são peças “avulsas” ou são todas sonatas? Digo isso porque não achei indicação das obras aqui…

  3. Uma das melhores gravações que já ouvi da Sonata de Brahms: intensa, profunda e extremamente lírica. Um primor quando estas duas mocinhas se reunem. Candidato fácil para melhor disco do ano.

  4. Confesso que não gostei muito do último movimento da sonata de Debussy… Mas no geral, assim ouvindo por alto, é muito bom mesmo o cd! A gravação, principalmente.

  5. Confesso que o Schumann chegou a me entediar, e eu cheguei a perguntar pq o PQP tinha visto tantas virtudes no disco. A sonata de Brahms… gostei, mas… bem, é uma das sonatas de Brahms, com um enorme peso em si, como composição. Foi quando começou o Debussy que a coisa me arrancou da cadeira: uau! Um Debussy quase brutalista, muito além do preconceito que faz dele um mero vendedor de nuvens róseas e cheirinho de talco. Tenho para mim que Debussy está para o “moderno” em música como Beethoven para o romântico – ou seja: é uma pedra angular, uma esquina, um ponto de inflexão… mas com o rótulo “impressionista” muitos tentam empurrar o começo desse “moderno” para a famosa estreia da Sagração da Primavera de Stravinski, em 1913. Isso não me convence: pra mim trata-se de um campo nitidamente inaugurado por Debussy. E passo a ter um forte argumento com esta gravação!

    Além disso, também o Shostakóvitch está fascinante. O começo do disco é bom, mas pra mim é a segunda metade que realmente ACRESCENTA – e por isso é imperdível!

  6. Incrível! Até 3min antes de ouvir de assistir o vídeo, a gravação de Oblivion do Yo-Yo Ma era a melhor(Continua excelente),rs
    Tentei baixar inúmeras vezes o álbum…Sem sucesso 🙁
    PQP, atualizar o link?

    Parabéns pelo trabalho. Muito bom!

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