Schubert (1797-1828): Sonatas para Piano D. 537 & D. 664– Alfred Brendel

Schubert

Sonatas para Piano D 664 & D 537

Alfred Brendel

 

Alfred Brendel é um pianista (agora aposentado das gravações e concertos) especialista em Beethoven, Schubert e Liszt, entre alguns outros compositores. Sua gravação dos Concertos para Piano de Mozart, com a Academy of St. Martin-in-the-Fields, regida por Neville Marriner, é uma referência para este repertório e com o devido mérito.

Eu ouvi muitas vezes um de seus discos tocando Schubert, da Coleção Silver Line Classics, com a Fantasia Wanderer e a Grande Sonata D. 960. Mas o que me chamava a atenção para seus discos era algo do visual. Os retratos com sua proeminente e enrugada testa, os óculos de míope com aros escuros e pesados e um eventual sorriso torto. Mas havia ainda umas estranhas máscaras, que em minha crassa ignorância acreditava serem vagamente ‘africanas’. Assim, quando este disco apareceu eu tratei de investiga-lo com mais atenção. A máscara é arte primitiva de Nova Guiné e o interesse por esse objeto revela como é abrangente o interesse de Brendel por arte. Ele escreveu sobre arte Dada, sobre poesia e muito sobre música.

Neste disco adorável ele apresenta duas sonatas de juventude de Schubert, mas que revelam já o excelente compositor. Eu gosto demais destas duas sonatas. O livreto que acompanha os arquivos conta que estas sonatas são a primeira e a última das sonatas de juventude e que foram completadas. Isto por que Schubert era ousado e aventureiro nestas suas descobertas de composição.

A Sonata em lá maior, D. 664, já está a meio caminho do modelo das sonatas de Mozart e do próprio estilo que Schubert desenvolveria depois – do ‘comprimento celeste’. O Andante da Sonata em lá menor, D, 534, reaparece como o movimento final da Sonata em lá maior, D. 959, Rondo – Allegretto. Quem nos diz isto tudo é o próprio Brendel, que escreveu os comentários do libreto. Ele menciona uma observação de Schnabel dizendo que Schubert, além de lírico e melodioso, é capaz de produzir drama. Schnabel e Kempff que eram modelos de pianistas para Alfred Brendel. Você tem aqui a oportunidade de comparar a interpretação destas sonatas por Brendel com as deixadas pelo grande Wilhelm Kempff, uma vez que Ammiratore postou as gravações feitas por Kempff.

Franz Schubert (1797 – 18282)

Sonata para piano em lá maior, D. 664

  1. Allegro moderato
  2. Andante
  3. Allegro

Sonata para piano em lá menor, D. 537

  1. Allegro, ma non tropo
  2. Allegretto quasi andantino
  3. Allegro vivace

Alfred Brendel, piano

Gravado em Londres, 1982

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MP3 | 320 KBPS | 135 MB

Não se impressione com as máscaras e baixe o disco. Aproveite que é ‘papa-fina’!!

René Denon

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