Ata Formal do 3º ou 5º Encontro Internacional e Intergaláctico do PQP Bach

Rapidamente, de memória e em ordem alfabética, digo que este blog é feito por:

Avicenna,
Blue Dog,
Carlinus,
CDF Bach,
CVL (Ciço Villa-Lobos),
FDP Bach,
itadakimasu,
Marcelo Stravinsky,
PQP Bach e
Ranulfus.

Esqueci alguém? Destes, eu, PQP Bach, conhecia pessoalmente apenas o Blue Dog – que mora em Porto Alegre como eu. Porém, no fim da semana passada estive em São Paulo e finalmente (re)conheci Avicenna e Ranulfus. Foi um encontro tão bom quanto educado, tão educado como informativo e tão informativo quanto maluco, pois é muito estranho, como disse Ranulfus, quando alguém, cuja existência foi por anos virtual, subitamente se materializa na nossa frente.

Não interessa a nenhum leitor-ouvinte do blog, mas faço questão de dizer quão feliz fiquei durante e após nosso jantar. O Avicenna é um ser humano finíssimo, modestíssimo e muito tranquilo ao lado de Lady White, sua mulher após um interregno de 31 anos.

.:interlúdio explicativo:.

Pois ele, como Florentino Ariza, namorou-a na adolescência e tomou um pé na bunda. Depois, os dois casaram-se com intrusos, separaram-se e se reencontraram agora. Aos 36 anos de idade… Não, o nome real dela não é Fermina Daza.

.:fim do interlúdio explicativo:.

Avicenna veio com uma parruda versão da São Mateus de Bach, gravada por Karl Richter em 1958. O vinil histórico é de propriedade do Ranulfus, o qual é totalmente diferente. Não que não seja fino e educado, é que outras características se sobrepõem. É agitado e sua inteligência está sempre ameaçando sair pelos olhos, tão presente se mostra. Apesar da origem mais ao norte, o Ranulfus fala e age como um italiano. Veio com sua filha, a bonita e crespa Eva Sideral de la Revolución.

.:novo interlúdio explicativo:.

Pois a mãe de Eva, uma venezuelana, teve seis filhos, dois com Ranulfus. O outro de Ranulfus chama-se Lênin Fidel Che Gramsci Chávez Mao da Silva.

.:fim do novo interlúdio explicativo:.

Como tenho outro blog e alguma experiência nesses encontros, garanto que são normalmente muito satisfatórios e eu saí eufórico e muito feliz de nossa reunião. Já vi casos de pessoas saírem perdidamente apaixonadas. Não foi nosso caso. Há outro encontro, mais numeroso, marcado para o feriadão de 12 de outubro e que seria o 4º ou 6º, mas acho que não poderei ir porque estarei desfalcado em casa e é quase certo que terei de dar cobertura. Mas veremos! Até lá muita coisa pode mudar.

PQP

22 comments / Add your comment below

  1. Adorei os pseudônimos para os filhos de Ranulfus Monacus.

    E a história de amor de Avicenna é a mais bonita que eu já tive o prazer de ouvir na vida – saída da boca de quem a viveu.

  2. Concordo, Avicenna! Isso devia ter ocasião para um banquete romano de três dias! 😀

    De resto, como o dia de ontem passou por cima de mim com a leveza de um paquiderme, não poderia ter sido mais oportuno esse relato do grão mestre PQP Bacchus, ops, Bach, que me fez estourar de gargalhar com uma força que fragmentou e expulsou qualquer resto de baixo-astral pro lado de lá da quinta galáxia à direita.

    Agora só falta convencer dessa minha imagem aquele trotskysta de outro espaço virtual que eu não posso abrir a boca nem citar nenhum autor que ele me olha e escarra com desdém: “pós-moderno! LIBERAL!!!”

  3. Concordo também superlativamente com o CVL, é um privilégio ter conhecido ao vivo uma história como a de Avicenna e Lady White – esta também uma das poucas pessoas que conheci que atingiu o estado de meta-finesse: uma fineza tão refinada que consegue deixar um ser como Ranulfus absolutamente à vontade na sua presença, como se nem tivesse percebido o contraste entre essa fineza natural e a sua condição de bárbaro das tribos das estepes!

  4. Ah, mas faltou falar do principal: a maestria de fazedor de atas do Grão Mestre PQP!! Não pode ter assembléia, reunião, encontro daqui pra frente que eu não queira ver relatada ASSIM! 😀

  5. Putz, tô morrendo de inveja… sim, sim, eu sei que a inveja é uma merda… e que venha Outubro… vou nem que tenha de ir sozinho, pois minha esposa tem aula naquele maldito dia 9.

  6. Saudações intrometidas à confraria tão especial. Que continue a reunir-se e a produzir nomes e títulos e mais alguns cds e lps e manter viva, em sacrifício de perfeita oferenda, a música nesse que é o meu blog preferido.
    Ave, Caesar!

  7. O PQP Bach foi um verdadeiro cavalheiro. Mestre também na arte de ouvir, soube administrar a conversa entre todos e todas. Um gentleman!
    Quando partimos, ficou um gosto de saudade!

  8. Não é pra tudo que a gente faz questão de cara bonita, não, Vanderson – além de que esse negócio de achar feio ou bonito costuma ser relativo. Mas se houvesse oportunidade (não sabemos nem em que cidade você está!) acho que te receberíamos sim, numa roda de boteco, e te trataríamos cordialmente… até que você ousasse corrigir alguém sem necessidade… e aí a gente aproveitava pra descontar todas de uma vez, hehehe!

  9. Esse é o verdadeiro Grande Encontro da Música no Brasil. Uma única postagem de vossas mercês vale muito mais que toda a obra da famigerada axé music aqui da minha querida Bahia.

    A “obra” supracitada é do verbo obrar, ok?

  10. Isidoro, talvez lembres que a Clara Schumann era portuguesa. E depois que ela “pediu as contas” do blog simplesmente sumiu, escafedeu-se, tomou doril… nem o msn dela está ativo desde então. E apagou todas as postagens, e o que é pior, os arquivos do rapidshare, cuja conta era do pqpbach, e ele pagava por ela. Lamentamos muito sua saída, mas também entendemos seus motivos. O pai dela estava muito doente, e ela ajudava a cuidar dele, e para completar ela tinha sido recém admitida no Doutorado em Literatura na Universidade De Lisboa. Ou seja, estava muito sobrecarregada.

  11. Uma ágape tão especial, com convidados tão ilustres só vi no romance do Proust! Certamente nosso pai maior, a Pedra Angular da Música Ocidental, cujo filho anima e conduz esta jamais vista empreita de polinizar estes tristes trópicos com a mais bela música que é parte da vida de todos nós, pairava sobre esta reunião.
    Espero que a conclusão a que chegaram estes párias, após a desvirtualização coletiva, como se fosse um encontro depois de um baile de máscaras, seja a continuidade sem fim do site PQP Bach, de longe, graças a vocês: Caro Filho de Bach, Ranulfus, “Ciço V.L.”, o Conterrâneo Tatuiano, The Blue Dog, FDP Bach de volta, Carlinus, o calouro Itadakimasu, M. Stravinsky e CDF… todos de memória também PQP! como dizia, de longe, o melhor lugar da internet para obter boa e muita música clássica.
    Aplausos para todos!!!

  12. Nossa, Adriano … você levantou tanto a bola que até me senti… (engraçado, a sensação foi essa mesma, acho que foi a primeira vez que entendi que o emprego nesses casos pode fazer sentido) DESVANECIDO… rsrs

    Abraços a todo mundo – ágape é isso aí, né mesmo? 😀

  13. Aproveitando o ensejo do momento.
    O Vanderson teve uma idéia interessante, seria um encontro majestoso. Infelizmente na minha vida pessoal não tenho a quem comentar sobre assuntos do gênero. Mas desde que conheci o blog, tenho um local oportuno. Sou grato a todos vocês!

  14. Ora meu Caro Ranulfus!

    Você faz por merecer o elogio! Claro! Suas postagens são sempre bem-vindas, seus comentários, percebi antes do seu ingresso no clã PQP, consistentes e bem ilustrados, de alguém que realmente conhece o assunto, demonstram a “inteligência (que)está sempre ameaçando sair pelos olhos”, acima mencionada, e é um prazer lê-los!
    Eu cheguei até aqui sedento por música clássica e Jazz (gostei muito do post da Nina!), e através dos textos, seus e dos outros párias (a música religiosa do Avicenna revelou-me horizontes além-canto gregoriano!) das postagens tenho a oportunidade de reciclar meu pequeno conhecimento sobre música e amá-la por melhor conhecê-la.

  15. Caro Avicenna.

    A sua gentileza e elegância já se tornaram lendárias no clã PQP! Para mim é uma “cócega no ego” sabê-lo nato na mesma rubraterra que trago indelével na memória sob a égide “Per Ardua Surrexi”!

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