Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonia No. 7 em C, Op. 105 / Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia No. 4 in E menor, Op. 98

Digamos que eu tivesse que escolher as dez maiores gravações que ouvi até hoje. Talvez não precisasse pensar muito nas primeiras três ou quatro e uma delas seria o incrível vinil onde Yevgeny Mravinsky rege a Sinfonia Nº 7 de Sibelius e a Música para Cordas, Percussão e Celesta de Bartók. Gosto tanto daquele disco com gravações de 1965 que nunca procurei os CDs correspondentes. Qual não foi minha surpresa ao ver no blog O Ser da Música a gravação de 1965 da obra de Sibelius, acompanha da Sinfonia Nº 4 de Brahms. Não sei de onde o Carlinus tirou este CD, interessa-me mais sua declaração:

Afirmo ousada e destemidamente que Yevgeny Mravinsky é o grande nome da regência no século XX. (…) Tudo aquilo que Yevgeny punha as mãos para reger, transformava-se em arte imorredoura. Um exemplo são as duas sinfonias deste post, uma de Sibelius e outra de Brahms. Não sou de ouvir a mesma música duas vezes seguidas, mas confesso que fiz isso no dia de hoje ao ouvir este registro. Detalhe: é preciso ouvir estas duas peças com um volume do som um pouco “alto” para perceber a maravilha que era o casamento Mravinsky-LPO.

E eu concordo com ele. Mravinsky foi um grande gênio, mesmo para este ouvinte que costuma fazer questão de gravações modernas em razão da qualidade de som. Há tosses em meio à gravação e o som da orquestra não é o que poderia ser, mesmo para uma gravação de 1965. Mas a interpretação… É indescritível! O destaque dado ao solo de trombone na Sinfonia de Sibelius, o primeiro movimento de Brahms… Dizer o quê? Ah!

Devo dizer que espero que uma boa alma me aponte onde está a gravação da Música de Bartók por Mravinsky. Por favor! (Afinal, este foi o motivo de eu ter repetido o post do Ser da Música aqui no PQP).

Importante: a Sinfonia de Sibelius é contínua, são cinco movimentos interligados. Aliás, nem se nota quando passamos de um para outro. Desta forma, ela sempre é apresentada em apenas uma faixa, OK?

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Jean Sibelius (1865-1957) – Sinfonia No. 7 em C, Op. 105 (Live 1965)
01. Adagio — Un Pochettino Meno Adagio — Poco Rallentando All’Adagio — Allegro Molto Moderato — Vivace

Johannes Brahms (1833-1897) – Sinfonia No. 4 in E minor, Op. 98 (Live 1973)

02 Allegro Non Troppo
03 Andante Moderato
04 Allegro Giocoso, Poco Meno Presto, Tempo
05 Allegro Energico E Passionato, Più Allegro

Leningrad Philharmonic Orchestra
Yevgeny Mravinsky, regente

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PQP

12 comments / Add your comment below

  1. PQP, que surpresa ver esse material no seu blogger. Fico feliz que tenha soltado esse torpedo para que mais pessoas possam ouvir. Achei por aí enquanto navegava em mares turbulentos. É para ficar zonzo com essa gravação!

    Grande abraço, PQP!

  2. Esse é o dilema com o qual tenho convivido, PQP.
    Possuo um bom acervo de LPs de música sacra colonial brasileira, dos anos 50 e 60 e em alguns realmente pode-se até ouvir alguém da platéia tossindo!! Mas quando a interpretação é notável, atrevo-me a digitalisar e postar. No mínimo, por ser um registro histórico. Alguns LPs não tenho coragem de postar, o que é uma pena, pois nunca serão divulgados!

    1. Grande dilema mesmo. As Suítes Francesas de Bach, por exemplo: a melhor gravação que possuo é uma feita ao clavicórdio por Thurston Dart. Meu caro, o vinil está destruído! E o clavicórdio tem som delicadíssimo. Só mesmo eu para ouvi-lo com os chiados. Uma vez, fiz a digitalização. Bá, ficou horrível.

  3. Sibelius é 10 ups, quis dizer que é 7. E esta sinfonia de Brahms, aquele tema do primeiro movimento que pra mim soa a misterio… hmmm, mas que misterio dos bons, maravilhoso post. Só não vou aproveitar e pedir o concerto para viola de bartok (ou/e/junto com der schwanendreher de hindemith para não ser ignorado. e tenho ouvido! ahhhhhproveitando, aquele post do Brahms, sinfonia n 01 com Jochum…hmmmm, que é aquilo meu Deus. Misericordia!!! Bruckner Brahmsiano? Brahms Bruckneriano? Os dois? ou to errado? de qualquer jeito ficou absurdamente belo nas mãos de Jochum, e potente.

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