Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959) – Os Chôros Completos (CD 3 de 4)

Nota: esta postagem, assim como todas as demais com obras de Heitor Villa-Lobos, não contém links para arquivos de áudio, pelos motivos expostos AQUI

Aqui está o imenso Chôros Nº 11. Não sou muito apaixonado por ele, mas, por favor, levem em conta o fato de que o ouvi pouco. Achei-o por umas duas vezes grandiloqüente em excesso e então ele foi para aquela pilha de “obras a conhecer melhor”, aquela que a gente raramente mexe…

Passei o dia de hoje procurando meus concertos para piano de Mozart com o Brendel. Sumiram! Fico irritadíssimo porque sou daqueles que empresta – até faço questão de emprestar e critico quem não o faz – discos e livros. Estou puto!

Coloco para vocês um texto que encontrei no site da Amazon e que me pareceu bem interessante pela visão que nos dá dos “Chôros”. É escrito por um brasileiro que não se identificou.

The “Choros” is one of the most renowned series of works by Heitor Villa Lobos. These 12 works were conceived during the most advanced period of the composer: from 1920 to 1929.The Choros are strongly influenced by Debussy, Ravel and specially by Stravinsky. But despite these influences we can feel that these compositions are the result of a very personal genius. Influenced by the neo-classical music his next series of compositions, the Bachianas Brasileiras, are much more conventional than these experimental works. I really believe that among these 12 works we can find the most extraordinary works of this outstanding musician. As a Brazilian I can really say without hesitation that I’m proud of works like that . And I’m very happy that after decades we have a new recording of the so called ” Chamber Choros” ( “Chôros de Camera” as we say here in Brazil). I must say some words about the old recording that was done in the seventies in Rio de Janeiro with some of the most important musicians of the former Brazilian capital like Paulo Moura, Noel Devos, Jose Botelho and Murilo Santos. This recording appeared in CD by Chant du Monde , but has been absent from catalog for a long time . Now we have the opportunity to listen for this fantastic compositions in less idiomatic readings, but in a fantastic sound quality and with really excellent instrumentalists .
What is a “Choros”? “Choros” is a kind of improvisation , normally played at night. This is part of a urban folklore ,more specifically of the city of Rio de Janeiro, that was a very sophisticated cultural center at the beginning of the century, and has to do with a high quality of some musicians that used to play complicated operas at the Opera Theater , and just for fun , at the end of the night, in a pleasant place , they used to play together some improvisations. This is clearly the mood of works like the Choros 2, 3 , 4 and 7. Choros No 1 is a popular Choros, less sophisticated than the others. Choros No 5 is one nostalgic and impressionist piano music and the wonderful Choros No 6 is a Symphonic Phantasy about Brazilian themes. It is pure tropical , “carioca” ( that means- from Rio de Janeiro), authentic .
The musical result of this CD is so interesting that I’m very anxious to listen to a Volume 2 ,with the other 5 Choros. Performances like these rend justice to these wonderful compositions . The classical catalogue can’t be deprived of this works. They are fundamental to place Villa Lobos among the most important musicians of the Twentieth Century.

Chôros No. 11 For Piano And Orchestra
1. 1ª Parte
2. 2ª Parte
3. 3ª Parte

Aline Van Barentzen, piano
Orchestre National De La Radiodiffusion Française
Heitor Villa-Lobos, regência

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

29 comments / Add your comment below

  1. Engraçado, Villa-Lobos é um compositor que definitivamente não me apetece. Suas músicas são, para mim, insossas, um pouco superficiais. Não sem conteúdo, mas sem sabor.
    Talvez num futuro eu possa o redescobri-lo.

  2. Para Nícolas.
    Bom gosto não se discute, né ?
    Mas de facto achei esse choros de nº11 um tanto quanto exagerado em diversos aspectos. Mas schumamm (Sra. Clara que me desculpe) fez obras muito mais grandiloqüentes que essa, e não ouço muxoxos entre o público. ; D
    Aron “deixapralá”

  3. Caro Aron,

    Vejo que pelo “facto” você é português, apesar da omissão do acento no imperativo de parar. Alegra-me saber que um compositor brasileiro é apreciado além-mar.
    Porém você deve-me o direito de não estimar a obra de alguém que considero, como já explicitado, sem sabor. Prefiro uma brasilidade menos superficial, como Alberto Nepomuceno (tristemente esquecido pelo estrelismo de Villa-Lobos).

    Enfim, se “bom gosto” não se discute, arrogância e descortesia são grandemente discutíveis. Cada um em suas preferências, ok?

  4. Discordo da opinião do Nícolas. Villa Lobos pode ser muitas coisas e ter inúmeros defeitos mas “insosso” definitivamente não é um deles. Estranhei também o comentário sobre brasilidade. Reconheço que o Villa Lobos ás vezes peca pela falta de acabamento em suas obras mas acredito ser muito difícil encontrar outro compositor tão brasileiro, criativo e sedutor.
    Não me entenda mal, discordo mas respeito. Não tenho a intenção de ser rude.

  5. “Prefiro uma brasilidade menos superficial, como Alberto Nepomuceno” O mundo está de cabeça pra baixo, pois é justamente o contrário. Nepomuceno tem a brasilidade de um alemão. Villa-Lobos foi o maior compositor das américas, e esse capítulo já está fechado. Vamos discutir coisas ainda indefinidas.

    1. Alberto Nepomuceno é tood frances. Nada há aí de brasilidade. Mais que AN é Guerra Peixe, Ernani Aguiar, Breno Blauth e por aí vai.

  6. Caro Nícolas,
    Realmente foram de extrema descortesia de minha parte minhas palavras, peço que me desculpe. Quando eu disse “bom gosto não se discute” eu queria dizer “bom, gosto não se discute”, relendo o comentário vi que a frase sem a vírgula ficou absurdamente mal-educada. Quanto ao que eu disse no segundo parágrafo, estava me dirigindo à P.Q.P. devido ao seu comentário de achar o choros nº11 grandiloqüente em exesso( e repensando o que eu disse, realmente foi arrogante e descortês).
    Vou tentar diminuir os erros de digitação para evitar futuros mal entendidos. E novamente me desculpo. (Ah e eu sou brasileiro mesmo, os portugueses não são tão desbocados). ( : s)
    Aron “deixapralá”

  7. Também peço desculpas à toda a comunidade deste blog, por ficar criando confusões nesse lugar sagrado(ao menos para mim) . Quaisquer outras reclamações podem meter a boca em mim pelo meu e-mail(ou aqui nos comentários mesmo), para ver se “mudo” um pouco(nos dois sentidos).

  8. Caro Irreführren,
    Villa-Lobos, talvez por questões que me fogem, não me satisfaz suficientemente bem. Para começar, infelizmente eu não gosto de chôro, e isso me parcializa demais em relação às suas obras. Acho que o compositor tem conteúdo (apesar de alguns impropérios intragáveis), mas não alicia meus ouvidos. Pura e simplesmente questão de gosto. Entendo perfeitamente sua opinião, não se preocupe.

    Caro Carlos,
    Nepomuceno foi o primeiro nacionalista a surfir no Brasil e, para mim, de longe mais brasileiro que qualquer outro do século XX. Eu já não suporto aquilo que, segundo alguns, foi o borbulhar da arte modernista no país: a Semana da Arte Moderna.
    Alban Berg e Stravinsky, por exemplo, são moderníssimos, e mesmo assim suas obras são mais saborosas. Villa-Lobos para mim é uma miscelânea de tudo, não se encontrando com nada. Se for por isso que o chamamos de “brasileiro”, na música, concordo: somos o mistifório de tudo o que existe ao nosso redor, vindo de nossa história e de nosso jeito.

    Caro Aron,
    Não precisa se desculpar, eu nem fiz com sentido repreensivo. Vejo que infelizmente interpretei mal, portanto cometi algumas inverdades perante seus comentários. Não foi mal-educado em momento algum, mas eu quis me justificar, pois minha afirmativa inicial foi muito vaga, deixando espaço para críticas diversas. Especialmente em se tratando de Villa-Lobos.
    Você é brasileiro? Melhor ainda. =)

  9. Não tinha visto isso daqui: “Villa-Lobos foi o maior compositor das américas, e esse capítulo já está fechado. Vamos discutir coisas ainda indefinidas.”

    Ah, Carlos, Carlos…
    Se fosse tão simples definir questões tão abrangentes assim, não haveria tantas polêmicas assim. Você pode inferir que Bach é o maior de todos, porém se eu achar que Beatles foi superior, não há absolutamente nada que você possa fazer, a não ser aceitar.

    Além do mais, esse seu aforisma, novo para mim, é de uma arrogância imensa.

  10. Que bom que a situação foi resolvida, espero que não passemos desentendimentos novamente.
    Já que as inimizades foram resolvidas espero poder fazer sugestões amigavelmente. Num primeiro momento também achava Villa-Lobos Superficial, e não só ele, mas toda a música moderna. Mas com repetidas audições fui lentamente percebendo as grandezas desse tipo de música, e posteriormente da música de Villa-Lobos. Respeito completamente suas opiniões, e não tenho o dever, e muito menos o direito de interferir nelas, mas acredito que uma audição bastante atenciosa revelará a grandiosidade de Villa (descubro coisas novas cada vez que ouço uma obra dele novamente).
    E concordo com sua opinião sobre o “estrelismo” de Villa. A genialidade do maestro era grandiosa, mas isso não significa que outros brasileiros não tem talento. Não consigo ter acesso adequado a obra de Nepomuceno, mas o pouco que ouvi (como a “suite antiga”) mostram um músico de grandes capacidades, que deveria, assim como outros, ser valorizado. Agora, convenhamos, se nem a obra de Villa (estrelado que é) é muito gravada no Brasil, e muitas vezes é nescessário pegar gravações do exterior para ouvir determinada peça, será que o momento para redescobrir os outros música é agora? Além do mais, praticamente todas as nações perifériacas ao centro França-Alemanha acabam ficando com seus “ícones”, como Dvorák, Sibelius, Tchaicovski, etc., parece ser um processo……”natural”.

  11. Nícolas,

    Não existe questão de “achismo” aqui. Como não é surpresa para ninguém dizer que o maior compositor na época de Beethoven era Beethoven. Essa conclusão é lugar comum, mesmo quem diga que Mehúl tenha sido maior. Já entre os grandes fica difícil a comparação: pois entre Bach e Beethoven, fico com os dois.

    Como o Brasil nunca foi berço para quase nada na história da música, essa tarefa de dizer quem foi maior fica bem mais fácil, já que nem um outro ombreia com o mestre villa (chega perto o Camargo Guarnieri).

    Recomendo os 5 concertos para piano e os quartetos de cordas.

  12. É verdade, Aron. Preciso dizer que eu me sinto sempre feliz em saber que Villa-Lobos está sendo cada vez mais tocado lá fora. Apóio veementemente a valorização que existe em cima dele, só digo que, entre nós brasileiros, poderíamos notar outros grandes compositores (como esse que citei), e não nos manter sempre focado nele, pois causa a impressão de ter sido o único.

    Só para reforçar meu ponto de vista: em cenário mundial, dou força absoluta ao Heitor, mas em minha casa, ao lado do som, infelizmente (infelizmente mesmo) eu ainda não o aprecio totalmente. Não o acho mau compositor, pelo contrário! É tão-somente uma questão de gosto.

    PS.: A última coisa que pensei foi que houvesse desentendimentos entre nós. Polêmicas sempre irão existir mesmo, o bom para a discussão saudável é contermos os ânimos e nos respeitarmos. Vejo que nesse aspecto posso contar com você sem problema algum; espero que eu consiga fazê-lo ter confiança em mim também. =)

  13. Passei desconectado as últimas horas e estou tomando pé na discussão agora (após muitas champanhes, diga-se de passagem, muitas mesmo!). Não poderia dirigir agora… De jeito nenhum…

    Acho que o debate é de bom nível e não descambou para o pessoal. Isto é fundamental.

    Imaginem que, quando convidei FPD Bach para participar deste blog, minha intenção era ter um contraponto a alguém (sim, eu) que não suporta muito a música romântica… Ou seja, me interessava a diferença. Quando ele posta tchaikovski ou Rachmaninov, eu nem baixo os arquivos… E quando conversamos pelo MSN, ele sugere algumas críticas a meus modernos… E a vida segue maduramente, ele sabe que detesto algumas coisas que ele posta e vice-versa. Acho que vcs tb encontraramn uma forma de conversar e isto é ótimo.

    Claro, uns acham Villa uma porcaria ou Nepomuceno sei lá o quê. Eu acho Villa desigual. Escreveu obras-primas e obras bem ruinzinhas, mas vocês podem discordar. Acredito tb que o nacionalismo musical do começo do séc. XX foi um sopro de criatividade e vitalidade em modelos demasiado explorados. E Villa aproveitou-se da onda com seu enorme talento.

    Vou postar um CD na semana que vem que fala sobre a etnomusicologia (espécie de antropologia musical), ciência que Villa pressentiu (estou certo?) e que bartók e Kodály fundaram.

    Well, vou dormir.

  14. Carlos,
    Dizendo assim você se põe precisamente na condição que eu mais abomino em críticos: a tendência à universalidade.
    Afirmar “Mozart foi o melhor da história” não quer dizer absolutamente nada, ao mínimo para quem lê a crítica. Você precisa entender que há opiniões diferentes das suas, sobretudo na mais abstrata das artes, a música.

    E se notar algo interessante foi que em momento algum eu falei que Villa-Lobos era ruim, somente que não me satisfaz. Pode descer Deus à Terra e impor “Villa-Lobos foi o melhor da América e é muito bom” que não fará diferença para mim. Eu aprendo a gostar de algo por mim mesmo, e não por críticas que leio. Sobretudo de alguém que força a situação, como infelizmente você parece fazer.

  15. Mas Nícolas, foi você que iniciou, num “post” dedicado ao Villa, suas observações pouco construtivas. É como chegar numa grande festa de aniversário, pegar o microfone e dizer que a aniversariante é insossa. “Pois é, mas não se ofendam, é só um gosto , e isso não se discuti” Claro que gosto se discuti. Pior ainda no caso do Villa, compositor brasileiro mais gravado e consagrado no exterior (mais até que Tom Jobim). O maior compositor da história eu não sei quem foi, mas do Brasil é fácil.

    É bom lembrar também que Villa escreveu mais de 1000 obras. Enfim, um risco dizer que conhece bem a música do mestre. Apesar disso, dos meus pouco mais de 30 cd dedicados exclusivamente a ele, tenho que concordar com o que a história diz.

  16. Carlos,
    Não quero defender nem criticar ninguem, mas acho que você está sendo muito duro. Concordaria com o que disse se essa fosse uma postagem, por exemplo, homenageando os “50 anos da morte do grande maestro Villa-Lobos”. Nesse caso uma pessoa pode não gostar dele, mas não tem porque estraguar a homenagem dos outros. Todavia P.Q.P apenas postou imparcialmente uma obra de Villa, a qual está portanto aberta a críticas positivas ou negativas.
    Gosto muito da obra de Villa, mas se Nícolas não quer gostar dela… o problema é dele, e não temos porque ficar tentando força-lo a pensar diferente (apesar de eu achar que ele não sabe o que está perdendo).

  17. 30 CDs do Villa!! Isso é o meu sonho de consumo mais mirabolante! É dificílimo encontrar CDs de compositores brasileiros, mesmo dele. Eu tenho as Bachianas, os choros até o 11(nos proximos post terei o 12, espero), que são os ciclos “fundamentais”. Fora isso encontro coisas disperssas por aí, como alguns quartetos, a 6ª sinfonia, outras peças de camara e …. só. Deve dar no máximo uns 15 CDs.

    Nícolas,
    Já escutou a bachianas nº4 ? Provavelmente já, é claro. Acho-a saborosíssima, talvez veja um pouco (um pouquinho talvez) de sabor nela. Ou talvez o choros nº6 (eu acho o melhor, principalmente a atmosfera que ele consegue criar no início, lembra um pouco a idéia do “trenzinho”, só que muito mais suave, como uma grande “força” latente, adormecida). Ou talvez… ah, sei lá, desisto.

  18. Zavelinski,

    Mas eu não disse que ele não poderia ter dito aquilo, pelo contrário. No entanto, num ambiente como esse, quando enchemos nosso peito com uma opinião forte, devemos estar preparados para as conseqüências.

  19. Zavelinski,

    Não se espante em encontrar uma seção somente para o Villa numa loja de cds européia. Hoje podemos encontrar todas as suas 12 sinfonias, obras que merecem nossa atenção. Os 17 quartetos de cordas são fundamentais numa discoteca de um brasileiro que se preze. Temos a série da Naxos “Villa-Lobos – complete piano music” que chegou no seu sexto volume. Os seus 2 concertos para violoncelo. O já clássico e famoso concerto para violão. As obras pra violão solo. Os poemas sinfônicos. As quatro suítes “Descobrimento do Brasil”. “Floresta do Amazonas”. Bem isso aqui é só o básico.

  20. Ok, ok. Reformulando a frase:
    “É dificílimo encontrar CDs de compositores brasileiros quando se é pobre” .
    Ai, ai. Que dó de eu, nunca saí do Paraná (meu estado), so dei uma olhada no sulzinho das praias de Santa Catarina.
    Aqui no Brasil encontramos fenomenais seções de “clássicos” com incríveis 37 CDs (não 37 diferentes, 37 mesmo)(e é verdade viu, eu já achei). Quinze são de pop-stars como André Rieu, um é de axé que alguem esqueceu ali mesmo, e os outros ainda estou tentando classificar em Jazz ou New age (talvez Ligth-Jazz ?), e também mais um do Bach (não pode faltar) que eu já tenho em três versões. Minha maior fonte de obras (antes de achar esse lugar) eram os sebos da cidade.
    Por isso para mim esse blog é um verdadeiro santuário da música. Família Bach, Clara Schumam e B. Dog, trabalhando para ajudar os carentes ouvintes de boa música. (Se me permitem vou chorar um pouco em outro lugar, estou estraguando o teclado desse jeito)

  21. A Naxos é campeâ em Villa, sempre que encontro algo compro. Uma vez alguns CDs da Naxos encalharam em uma loja, e como a ameaça de ultrapassar 37 era iminente (e eles precisavam de espaço para André, e Axé), foram baixando o preço. Comprei a sinfonia 6 e alguns choros por R$16,00 (não sei se em outros lugares esse é o preço normal, mas aqui no paraná, o normal é uns 30,00 para nacional e 100,00 para importado, que dó de eu).

  22. Caro Carlos,
    Bom, deixando de lado as diversas linhas jogadas fora com piadinhas sem graça e comentários supérfluos, agradeço pelas indicações. Já anotei tudo, vou correr atrás da série para piano da Naxos, e procurarei pelas outras obras. Os quartetos eu sei que são muito importantes, portanto já estou procurando-os a bastante tempo.
    Agradeço por tudo. Abraço e feliz Natal-Ano-Novo.
    Aron “deixapralá”

  23. Hahahahaha…
    Calma, pessoal. Digo com a maior sinceridade do mundo que minha postagem inicial não foi com a intenção de levantar discussões. Vim aqui para resgatar um Vivaldi que estava há meses para baixar e sempre me esquecia. Reparei que já estava no terceiro cd de chôros de Villa-Lobos (no momento, tinha sido a postagem do dia) e, enquanto esperava os 2min do rapidshare, teci o comentário.

    Villa-Lobos é um bom compositor, somente não faz muito minha vontade. É óbvio que há obras lindas (como a citada pelo Aron), mas a proporção entre tudo aquilo que conheço dele para aquilo que realmente gosto é muito desigual. Com base nisso, cheguei a seguinte conclusão: Villa-Lobos não é uma compositor que me agrada, assim como Orff, Hummel, Elgar, Rimsky-Korsakov ou em menor proporção Händel.

    Em contrapartida, já gosto bastante de Saint-Saëns, Tchaikovsky ou Richard Strauss, que ao longo do tempo têm coleciando críticas e mais críticas.

  24. venho fazer justiça ao choros 11, que é simplesmente maravilhoso, uma obra belíssima e que não merece os comentários esdrúxulos aqui feitos por pessoas incautas, sim, porque para dizerem as abobrinhas que vi aqui, enfim, os Choros é considerado a principal obra do Villa, só isso diz tudo!

  25. Baixei recentemente este Choro e concordo com a resposta do rapaz acima da minha, o choro é realmente muito bonito, a parte 2 é a que mais aprecio, uma belíssima melodia, de uma poesia absurda, para quem assistiu a minisérie MAD MARIA da TV globo há meses atrás, era o tema de amor da personagem de Ana Paula Arósio, enfim, aqui está uma das melhores obras que o século XX nos apresentou!

  26. Gosto de Villa-Lobos, especialmente das Bachianas nº 7, Choros nº 6, Uirapuru entre tantas outras boas obras, Nepomuceno é também muito bom e recomendo a todos ouvir a magnífica sinfonia em sol menor, uma das melhores compostas na época dele, as belas sinfonias de Guarnieri, música de primeira qualidade, capaz de rivalizar com os bons compositores da época, bom esta é a minha opinião, os que escrevem aqui podem não concordar, mas gostos e preferências são distintos mesmo, um abraço a todos.

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