Jean Sibelius (1865-1957) – Sinfonia No. 6 em Ré menor, Op. 104 e Sinfonia No. 7 em Dó maior, Op. 105

Vamos às duas últimas sinfonias de Jean Sibelius. Agora surgem as de número 6 e 7. São trabalhos de profunda e intensa beleza. Durante muito tempo Sibelius fomentou a possibilidade de compor a sua Oitava Sinfonia. Nas década de 30 e 40 havia uma especulação no mundo da música de que o trabalho estava sendo escrito. Um burburinho, um frenesi tomava a todos. Afinal, aqueles que não simpatizavam com as inovações suscitadas por Schoenberg, Stravinsky e companhia limitada, apegavam-se à velha forma – não em sentido depreciativo – e Sibelius era um ícone. Alguns o chamavam de novo Beethoven. Seus trabalhos eram aplaudidos com veemência. A expectativa era geral. Mas por outro lado, Sibelius era alguém que tinha problemas sérios com a bebida. Sua saúde piorava. Uma vísivel degradação roía o compositor. A expectativa da Oitava era um fantasma que consumia a psiquê de Sibelius. A Oitava seria o coroamento de toda a sua obra. Nela se encontraria o condensamento de tudo aquilo que compusera. Mas, em dado dia, Sibelius acometido por uma crise de instabilidade, jogou no fogo as partituras com tudo aquilo que compusera para a Oitava Sinfonia. Que pena! Sendo assim, ficamos com apenas 7 sinfonias do compositor. Gosto tanto das sinfonias do compositor, que penso que Sibelius deveria ter escrito 15 sinfonias como fez Shostakovich ou mais  – quem sabe!. Boa apreciação dos dois últimos CDs dessa fenomenal caixa com Bernstein!

Jean Sibelius (1865-1857) – Sinfonia No. 6 em Ré menor, Op. 104 e Sinfonia No. 7 em Dó maior, Op. 105

Sinfonia No. 6 em Ré menor, Op. 104
01. 1. Allegro molto moderato
02. 2. Allegretto moderato
03. 3. Poco vivace
04. 4. Allegro molto – Allegro assai – Doppio più lento

Sinfonia
No. 7 em Dó maior, Op. 105
Sinfonia No. 7 em Dó maior, Op. 105

New York Philharmonic
Leonard Bernstein, regente

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Gran carecón queridón Juan Sibelión
Gran carecón queridón Juan Sibelión

Carlinus

6 comments / Add your comment below

  1. Bela postagem e iniciativa, Carlinus. Eu tenho uma integral destas mesmas sinfonias com o Neeme Jarvi regendo a Sinfônica de Gothenburg, e confesso que não me agradou muito. Mas o bom e velho Lenny… ah, esse conseguia até tirar água da pedra…

  2. Obrigado, FDP. Sibelius é uma grande paixão para mim, principalmente suas sinfonias. Desde o momento em que pus as mãos nesse material, desejei postá-lo. É maravilhoso. Confesso a você que este ainda não é o material “pleno”, “maior”, com as sinfonias do finlandês ao meu modo de ver. Como você disse, o Bernstein tirava àgua da pedra. Mas consegui uma caixa com 5 CDs com a gravação feita pelo Barbirolli das mesmas sinfonias. Ainda não ouvi tudo, pois ultimamente ando numa correria danada. Mas após ouvir o poema sinfônica Finlândia, eu pensei: “Minha nossa!”. Uma coisa é certa: quando colocamos as sinfonias de Sibelius com Bernstein e Barbirolli lado a lado e comparamos com o trabalho de Rattle, o último fica bastante diminuído.

  3. Corram atrás do set de Lorin Maazel em Pittsburgh que anda “voando” aí pelas interwebs. Belas gravações – verdadeiramente, a contraparte moderna do clássico ciclo vienense que Maazel fez na década de 1960.

    Já Bernstein não faz muito minha cabeça. Nem Barbirolli. Karajan em algumas obras. Acho que o meu Sibelius prefiro menos romântico: Maazel, Berglund, Vänskä.

  4. Olá!!gostaria de parabenizar o trabalho feito por esse blog. É de altíssima qualidade. Adorei a postagem das sinfonias de Sibelius, fiquei muito encantado com a quarta sinfonia, que ainda não conhecia. Parabens!!!

  5. Sibelius é um dos meus compositores preferidos, juntamente a Mahler, Richard Strauss , Wagner, Bach e Handel, suas sinfonias estão entre as que mais ouço. Comecei a conhecê-lo através de um amigo, no início achei sua música difícil, sem sentido, mas tudo a gente tem que ouvir com cuidado. Essas gravações apesar de serem mais antigas, o que no caso eu até prefiro, são soberbas, mas vc conhece as sinfonias que Bernstein gravou em Viena? Que resultado explêndido, o tempo é mais lento e nelas está acrescentado alguma lembrança ou reminicencia de Mahler que ele ainda talvez estava gravando pela 3º vez. Este ciclo aqui apesar de mais antigo tb guarda suas belezas como a rapidez e a maior clareza dos instrumentos de sopro. Apesar do Ciclo de Viena não ser completo só tem a 1, 2, 5 e 7.

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