Karol Szymanowski (1882-1937): Concertos 1 e 2 para violino e orquestra; Sinfonia concertante

Este é o CD que é vendido em par com o do Stabat Mater e outras obras sinfônico-corais de Szymanowski, que postei aqui não faz muito.

Na ocasião escrevi bastante sobre o compositor e sua música, e também o Carlinus escreveu bastante quando postou o lindo CD das obras para violino e piano. Acho então que agora não precisa ser dito nada… Que fale a música!

Hmmm… mas acho que não vou perder a oportunidade de tocar nisto: será que todos os leitores sabem que SZ em polonês tem o som do nosso CH, e portanto o nome do compositor se pronuncia “chimanóvsqui”?

Acho interessante isso, porque em húngaro é bem ao contrário: todo S tem som de CH, e eles acrescentam o Z para o S parar de chiar (p.ex. Liszt se pronuncia “lisst” porque é escrito assim; se fosse escrito apenas List, se pronunciaria “lisht”).

Engraçado, né?, já que são duas línguas da Europa Oriental… Só que o parentesco entre as duas é perfeitamente comparável ao parentesco entre o português e o japonês!

Enfim, chega de conversa mole, e fiquem com a música do nosso caro “chimanóvsqui”!

Szymanowski: Concerto para violino e orquestra n.º 1, op.35
01 I. Vivace assai
02 II. Vivace scherzando
03 III. Cadeza. Allegro Moderato
Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio Polonesa
Solista: Konstanty Kulka – Regência: Jerzy Maksymiuk

Szymanowski: Concerto para violino e orquestra n.º 2, op.61
04 I. Moderato
05 II. Allegramente
06 III. Andantino
Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio Polonesa
Solista: Konstanty Kulka – Regência: Jerzy Maksymiuk

Szymanowski: Sinfonia concertante op.60
07 I. Moderato, tempo comodo
08 II. Andante molto sostenuto
09 III. Allegro non troppo, ma agitato ed ansioso
Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio Polonesa
Solista: Piotr Paleczny – Regência: Jerzy Semkov

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Szymanowski, como se diz chimarrão
Szymanowski, como se diz chimarrão

Ranulfus

8 comments / Add your comment below

  1. Ótima curiosidade, Ranulfus. Eu iria comentar isso nesses dias contigo. Agora vou fazer um acréscimo: há dois sons de CH em polonês, um fraco – feito só com o encontro dos dentes incisivos (os da frente) e com o ar saindo com a boca meio que fazendo bico – e outro forte – feito com as duas arcadas unidas por completo e o ar saindo pela consequente abertura maior da boca. O forte é representado pelo SZ, como no nome do nosso admirado Chicha (ou Chima) e o fraco por S com acento agudo precedendo consoante ou SI precedendo vogal (ou ainda meramente SI, se é no final da palavra), como na palavra Harnasie (Rarnáche) – por sinal, um balé de autoria de Szymanowski.

    Gostaria de não ter sido prolixo, mas foi como deu pra deixar registrado.

  2. Na mais complicado do que tentar descrever fonemas, não é mesmo, CVL? Recorrendo aos termos técnicos fica complicadíssimo, não recorrendo acho que fica ainda mais 😀

    Não sei muito sobre o polonês. Tenho a impressão de que eles mudaram a grafia ao longo do século XX (p.ex. acho que nomes como Gorecki eram escritos antes de um modo que entendemos mais fácil, como ‘Goretski’. Mas o que você fala sobre os dois CH vale geral para as linguas eslavas, que se especializaram em ter todas as variantes imagináveis dos sons palatais. Parece que em russo tem até uma letra que equivale sozinha a shtch ou algo assim!… – Abraços!

  3. Esta regra do Sz também vale para os nomes começados por Cz. Um chefe meu, descendente de poloneses é conhecido pelo sobrenome, cuja pronúncia correta também é Ch.

  4. Muito interessantes as curiosidades linguísticas. Queria ver é alguém de voces descrever os fonemas exóticos do Árabe… Acho que só daria em termos técnicos mesmos e olha lá.

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