John Adams (1947): The Chairman Dances

chairman dances

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este LP de 1986, traz aquilo que seria o warm-up da ópera Nixon in China. O som é perfeitíssimo, nem pense em recuar.

The Chairman Dances não são um trecho nem uma “fantasia sobre temas” — não são como as Danças de West Side Story, de Bernstein, por exemplo –, era um aquecimento para a criação da ópera completa. É música original. Em 1985, Adams tinha recebido um adiantamento da Milwaukee Symphony para uma peça, mas, ao mesmo tempo, estava envolvido com a ópera. O que saiu foi algo baseado na ópera, mas independente. Afinal, na cena final e surreal da ópera, Madame Mao interrompe as formalidades cansativas ​​de um banquete de Estado, quebra o protocolo e convida o Presidente, que está presente apenas como um gigantesco cartaz na parede, “to come down, old man, and dance.”

Adams é um compositor genial. The Chairman Dances vêm aqui acompanhadas de outras peças que comprovam o fato. O discurso minimalista religioso de Christian Zeal And Activity é extraordinário. Common Tones In Simple Time (1979) é a primeira obra orquestral de Adams — veio antes de Shaker Loops –, mas onde já se mostra um compositor pronto.

***

John Adams: The Chairman Dances

1. The Chairman Dances (Foxtrot For Orchestra)
2. Christian Zeal And Activity
3. Two Fanfares For Orchestra: Tromba Lontana
4. Two Fanfares For Orchestra: Short Ride In A Fast Machine
5. Common Tones In Simple Time

San Francisco Symphony Orchestra
Edo de Waart

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Rapaz, esse negócio de compor bem dá um trabalho... | Foto: Margaretta Mitchell
Rapaz, esse negócio de COMPOR BEM dá um trabalho… | Foto: Margaretta Mitchell

PQP

7 comments / Add your comment below

  1. Hauheuaheuah! Será que eu vou ser o único a gostar de John Adams?

    Agradeço pelo post! É difícil achar mais músicas dele na net.
    Fica o pedido/recomendação de obras como harmonielehre, grand pianola e shaker loops 🙂

  2. john Adams é o melhor compositor vivo!
    Sua música reflete como o mundo é hoje e convenhamos é muito diferente da época de Beethoven e outros.
    Difícil no começo pois a linguagem não nos é comum , mas depois de descoberta, se torna um deleite como qualquer outra música.
    Abraços
    Ps: ótimo estes posts.

  3. Não curti essa gravação do Fast Ride, mas as outras a sonoridade é melhor. Estou descobrindo Adams agora e apreciando a musica dele excepcionalmente a Fast Ride com o seu woodblock fazendo o trabalho da praga musical necessária: o metronomo (só pra fazer o trabalho do maestro ficar um porre!)

  4. Sou um fiel frequentador do site, e gostaria de dizer o seguinte: embora eu seja apaixonado pelo Barroco e pelo Romantismo, principalmente, nada disso me impediu de apreciar com gosto simples e sincero a música de John Adams. Embora seja Pós-Moderna, ou seja, embora ultrapasse a linguagem mais tradicional com que estou acostumado, a música dele conseguiu me sensibilizar. Acho que é porque ele conseguiu representar e expressar bem o Espírito de seu Tempo, como todo grande compositor. Eu o conheci a princípio sem saber que o que ouvia era dele. Foi enquanto jogava o incrível jogo CIVILIZATION IV (Recomendo!) na Era Pós-Moderna, com a trilha sonora do jogo sendo nada mais, nada mais, que obras importantes suas como The Chairman Dances, Harminielehre, etc. Quando descobri seu autor, pensei: mais um para minha lista de bons músicos. Sendo assim, procurem reconhecer o espirito musical de Adams, e voc~es serão capazes de ser levados pela sua música, naturalmente.

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