Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 3

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Por questões que não me cabe explicar aqui, esta é a Sinfonia de Mahler de que mais gosto. Procuro ouvir todas as versões desde o tempo do vinil… E não poderia deixar passar assim no mais a gravação de Boulez com um supertime. É um registro impecável, maravilhoso, com os solistas e a Wiener Philharmoniker dando um banho de competência. Merece ficar ao lado da versão de Bernstein.

Esta é a mais longa sinfonia de Mahler — tem seis movimentos e quase duas horas de duração. Aqui, o conceito de Mahler que previa a sinfonia como um mundo em si mesmo encontra sua expressão mais clara, em minha opinião. O tema principal do terceiro movimento é a natureza e o lugar do homem nela. A principal inspiração literária foi, como quase sempre, Das Knaben Wunderhorn e Nietzsche. Tal como na Ressurreição, a 3ª é uma sinfonia cantada a partir de determinado momento. O programa original funcionou assim: “The Joyful Knowledge: A Summer Morning’s Dream”. I. Pan Awakes: Summer Marches In; II. What the Meadow Flowers Tell Me; III. What the Creatures of the Forest Tell Me; IV. What Night Tells Me (Mankind); V. What the Bells Morning Tell Me (the Angels); VI. What Love Tells Me; e VII. The Heavenly Life (What the Child Tells Me). Depois, Mahler retirou o sétimo movimento e usou-o como núcleo da Quarta Sinfonia. Aos inexperientes, um conselho: ouçam em volume bem alto para ouvir tudo, OK?

Gustav Mahler: Symphony No.3 in D minor

1) 1. Kräftig. Entscheiden [33:34]
2) 2. Tempo di minuetto. Sehr mäßig [9:27]
3) 3. Comodo. Scherzando. Ohne Hast [16:38]

1) 4. Sehr langsam. Misterioso: “O Mensch! Gib acht!” ‘O Mensch! Gib acht’ [9:17]
2) 5. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck: “Bimm Bamm. Es sungen drei Engel” [4:05]
3) 6. Langsam. Ruhevoll. Empfunden [22:22]

Anne Sofie von Otter
Wiener Philharmoniker
Pierre Boulez
Women Chorus of Singverein der Gesellschaft der Musikfreunde
Johannes Prinz
Wiener Sängerknaben
Gerald Wirth

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Boulez arredondando tudo.
Boulez arredondando tudo.

 

PQP

12 comments / Add your comment below

  1. Adoro todas as sinfonias de Mahler, mas esta, curiosamente, é a que menos ouço. Talvez pelo fato de ser justamente um colosso musical, requer um certo estado de espírito. Se bem que a minha sinfonia de Mahler é a sexta, um tanto mais pesada do que terceira, embora mais enxuta.
    Ah, Mahler é foda… E esse ano faz 150 de nascimento. Tomara que tenhamos alguma programação especial aqui no Rio em comemoração pela data.

      1. Esse ano, entre outras importâncias, temos 100 anos do nascimento de Samuel Barber, 100 anos da morte de Mily Balakirev, 100 das estréias do Quarteto de Cordas nº 1 de Bartók, a Sinfonia nº 8 “dos Mil” de Mahler, a “Sinfonia Marítma” de Vaughan Williams, o ballet “O Pássaro de Fogo” de Stravinsky, 100 anos das composições de “Prometheus: O Poema do Fogo” de Scriabin, 150 anos dos nascimentos de Mahler, Albéniz, e Hugo Wolf, 150 anos de morte de Dotzauer (violoncelistas saberão quem é), e 200 anos da estréia de “Egmont”, de Beethoven.

        E 200 anos de nascimento de dois que eu não consigo gostar da maioria do que escreveram.

    1. No Rio não sei.

      Em São Paulo, até 2012, teremos a integral das Sinfonias de Mahler com a OSESP. Agora quero saber como farão caber a Sinfonia dos Mil na Sala São Paulo.

  2. Caramba, de Mahler conhecia as sinfonias no. 1, 4 e 5, gostava bastante delas mas eis que resolvi baixar a segunda e a terceira (baixei na versão de Bernstein postada aqui) e, nossa, que música ABSURDAMENTE ÉPICA, nunca tinha ouvido nada assim, algo tão colossal, tão grandioso, tô impressionado até agora, destaque pro finale da segunda…

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