Gustav Mahler ( 1860 – 1911 ) Sinfonia Nº 02 – Ressurreição – Kubelik – Bavarian Symphonic Orchestra

Depois do enorme sucesso que Mahler teve aqui no blog, eu realmente resolvi antecipar essa postagem. Sabe como é… feridão chegando ( para os estudantes ) nada melhor do que Mahler e reflexão para o feriado.
A segunda de Mahler é a minha sinfonia preferida, quiçá a música que eu mas gosto, a que eu mais me encontro. Penso que a questão que essa sinfonia aborda, é o tema que rege o mundo. Para que Vivemos? Para aonde vamos ? Qual é o sentido de vivermos ? É claro que para mim tem um valor um pouco mais religioso do que o comum. Mas mesmo para o povo ateu, essas perguntas ainda são válidas. Como de sempre, separei alguns textos de outros blogs e sites para integrar o comentário. Está um pouquinho grande, mas vale a pena. Quem tiver alguma coisa que queira acrescentar, a caixa de comentários está sempre aberta. Boa audição

SINFONIA No.2 (para soprano, contralto, coro misto e orquestra)
Apelido: Ressurreição (oficial)
Tonalidade principal: Dó menor
Composição: 1888-94
Revisão: 1910
Estréia: 3 primeiros movimentos: Berlim, 4 de março de 1895 (BPO, regência de Mahler)Completa: Berlim, 13 de dezembro de 1895 (BPO, regência de Mahler)
1a.Publicação: 1897 (Leipzig, Hofmeister)
Instrumentação:
4 flautas (todas alternando com 4 piccolos)
4 oboés (2 alternando com corne-inglês)
3 clarinetes (Sib, La, Do – um alternando com clarone)
2 clarinetes em Mib
3 fagotes
1 contrafagote
10 trompas em fá (4 usadas fora do palco, menos no final)
8-10 trompetes em fá e dó (4 a 6 usados fora do palco, menos no final)
4 trombones
1 tuba contrabaixo
7 tímpanos (um fora do palco)
2 pares de pratos (um fora do palco)
2 triângulos (um fora do palco)
Caixa clara
Glockenspiel
3 sinos (Glocken, sem afinação)
2 bombos (um fora do palco)
2 tam-tams (alto e baixo) – (percussão requer 7 instrumentistas)
2 harpas
Órgão
Quinteto de Cordas (violinos I, II, violas, cellos e baixos com corda Dó grave)(‘Largest possible contingent of all strings’)
Soprano Solo
Contralto Solo
Coro Misto SCTB
Duração: aprox. 85-90 minutos
Movimentos:
I- Allegro Maestoso. Mit durchaus ernstem und feierlichem Ausdruck
II- Andante Moderato. Sehr gemächlich. Nie eilen
III- In ruhig fliessender Bewegung
IV- ‘Urlicht’ . Sehr feierlich, aber schlicht
V- Im Tempo des Scherzo’s. Wild Wild herausfahrend – Aufersteh’n
Texto: Há três textos na sinfonia:
1) ‘Urlicht’, de ‘A Trompa Mágica do menino’, para contralto solo no IV movimento
2) ‘Resurrection’ de Friedrich Klopstock, solistas e coro no V movimento
3) Conclusão do próprio Mahler, no final do V movimento
Programa: Segundo indicação do próprio Mahler, o primeiro movimento lança uma pergunta: ‘Com que finalidade viveu você?’. O Último movimento responde.

*retirado do blog: http://repertoriosinfonico.blogspot.com/

A Sinfonia no 2, em Dó Menor (termina em Mi Bemol Maior) por Gustav Mahler foi escrita entre 1888 e 1894. Ela foi publicada em 1897 (Leipzig, Hofmeistere) e passou por uma revisão em 1910. Ela também é conhecida como Sinfonia da Resurreição porque faz referências à citada crença cristã.

Histórico

Mahler compôs o primeiro movimento em 10 de setembro de 1888. Em 1893 completou o Andante e o Scherzo.

Em fevereiro de 1894, durante os funerais do pianista e regente Hans von Büllow, Mahler ouviu um coro de meninos cantarem o hino Auferstehen (Ressurreição), da autoria de Friedrich Klopstock. O hino impressionou tanto Mahler que ele resolveu incorporá-lo ao Finale da sinfonia que estava em preparação. Ao mesmo tempo decidiu que a Ressurreição seria o tema principal da obra.
[editar] Características

A Segunda Sinfonia é a primeira sinfonia em que Mahler usa a voz humana. Ela aparece na última parte da obra, no clímax, tal qual a Sinfonia no 9 de Beethoven. Além da influência de Beethoven, percebe-se traços de Bruckner e Wagner na composição.

Apesar da origem judia, Mahler sentia fascínio pela liturgia cristã, principalmente pela crença na Ressurreição e Redenção. A Segunda Sinfonia propõe responder à pergunta: “Por que se vive?”. Simbolicamente ela narra a derrota da morte e a redenção final do ser humano, após este ter passado por uma período de incertezas e agrúrias.

A Sinfonia no 2 foi escrita para uma orquestra com as seguintes composição: 4 flautas (todas alternando com 4 piccolos), 4 oboés (2 alternando com corne-inglês), 3 clarinetes (Sib, La, Do – um alternando com clarone), 2 clarinetes em Mib, 3 fagotes, 1 contrafagote, 10 trompas em fá (4 usadas fora do palco, menos no final), 8-10 trompetes em fá e dó (4 a 6 usados fora do palco, menos no final), 4 trombones, 1 tuba contrabaixo, 7 tímpanos (um fora do palco), 2 pares de pratos (um fora do palco), 2 triângulos (um fora do palco), Caixa clara, Glockenspiel, 3 sinos (Glocken, sem afinação), 2 bombos (um fora do palco), 2 tam-tams (alto e baixo), 2 harpas, órgão,quinteto de Cordas (violinos I, II, violas, cellos e baixos com corda Dó grave). Há ainda: Soprano Solo, Contralto Solo e um Coro Misto.
[editar] Os movimentos

Na sua forma final a sinfonia, cuja duração aproximada é de 80 minutos, é formada por cinco movimentos distribuídos da seguinte forma:

1. ‘Totenfeier’: Allegro maestoso. Mit durchaus ernstem und feierlichem Ausdruck
2. Andante moderato. Sehr gemächlich. Nicht eilen
3. In ruhig fliessender Bewegung
4. ‘Urlicht’ . Sehr feierlich, aber schlicht
5. Im Tempo des Scherzos. Wild herausfahrend (‘Aufersteh’n’)

A sinfonia narra a queda e morte do herói sinfônico, as suas dúvidas, fé e ressurreição no Dia do Juízo Final.

O primeiro movimento é sobre a morte, no segundo a vida é relembrada e o terceiro apresenta as dúvidas quanto à existência e ao destino. No quarto movimento o herói readquire a sua fé e a esperança. No quinto e último movimento ocorre a Ressurreição, na forma imaginada por Mahler.

**Retirado da Wikipédia

Um acto de fé? Provavelmente não, mas serve pelo menos para a meditação acerca da pergunta “há vida depois da morte?” que cada um de nós se faz em cada funeral, retratado no Primeiro Andamento e a recordação de uma existência feliz do falecido, celebrada no Segundo. A peça prossegue, entre dúvidas e questões que de certa forma permitem a reconciliação entre Deus e o homem, terminando com uma mensagem de esperança segundo a qual ninguém deve temer o Dia do Juízo Final, independentemente da fé que professe.

Voltamos então à pergunta: “um acto de fé?”. Seguramente que não, por não haver a referência a um Deus explícito. Tudo se cinge ao simples “eu” humano. E quando dizemos “eu”, é mesmo de Mahler que se trata. Donde, a necessidade da pausa entre a primeira parte da peça (o Primeiro Andamento) e a segunda parte (composta pelos quatro andamentos seguintes). De resto, é um tema caro ao compositor, que o repete nas suas sinfonias seguintes. Disto isto, refira-se, a parte musical é sublime (a mais interessante peça de Mahler?), fazendo lembrar a “nona” de Beethoven a espaços, quiça por culpa de um coro que repete vozes de andamentos anteriores? Mas como evitá-lo, se as dúvidas e os pensamentos que reflecte são emuladas dos versos anteriores, enquanto preparam o apoteótico e optimista final?

Apague a luz e deixe-se guiar. No final encontrará, com comoção garantida, outro “eu”.

***retirado de: http://cantodosul.blogspot.com/2009/11/blog-post.html

A Ressureição, por Matthias Grünewald.

****retirado da Wikipédia

Sinfonia Nº 2 – Quarto Movimento Gustav Mahler

O Röschen rot!
Der Mensch liegt in größter Not!
Der Mensch liegt in größter Pein!
Je lieber möcht ich im Himmel sein.
Da kam ich auf einen breiten Weg;
da kam ein Engelein und wollt’ mich abweisen.
Ach nein! Ich ließ mich nicht abweisen!
Ich bin von Gott und will wieder zu Gott!
Der liebe Gott wird mir ein Lichten geben,
wird leuchten mir bis an das ewig selig Leben!

Tradução automática:

O vermelha rosa!
O homem encontra-se em maior necessidade!
O homem encontra-se em maior dor!
Oh, como eu estaria no céu.
Então cheguei a um caminho largo;
Veio um anjo e queria me afaste.
Oh não! Eu não podia recusar-me!
Eu sou de Deus e vai voltar a Deus!
Deus vai me dar uma luz,
vai brilhar pra mim a vida bem-aventurança!

*****retirado de : http://www.vagalume.com.br/gustav-mahler/sinfonia-n-2-quarto-movimento.html

Sinfonia Nº 2 – Quinto Movimento Gustav Mahler
AUFERSTEHUNG (Ressurreição)

CHOR, SOPRAN (CORO, SOPRANO):
Auferstehn, ja auferstehn wirst du,
mein Staub, nach kurzer Ruhn’!
Unsterblich Leben
wird, der dich rief, dir geben!

Wieder aufzublühn wirst du gesät!
Der Herr der Ernte geht
und sammelt Garben
uns ein, die starben!

ALT (CONTRALTO):
O glaube, mein Herz, o glaube:
Es geht dir nichts verloren!
Dein ist, ja dein, was du gesehnt!
Dein, was du geliebt, was du gestritten!

SOPRAN (SOPRANO):
O glaube: Du wardst nicht umsonst geboren!
Hast nicht umsonst gelebt, gelitten!

CHOR (CORO):
Was entstanden ist, das muß vergehen!
Was vergangen, auferstehen!

CHOR, ALT (CORO, CONTRALTO):
Hör auf zu beben!
Bereite dich zu leben!

SOPRAN, ALT (SOPRANO, CONTRALTO):
O Schmerz! Du Alldurchdringer!
Dir bin ich entrungen!
O Tod! Du allbezeinger!
Nun bist du bezwungen!

CHOR (CORO):
Mit Flügeln, die ich mir errungen,
in heißem Liebesstreben,
werd’ ich entschweben
zum Licht, zu dem kein Aug’ gedrungen!
Sterben werd’ ich, um zu leben!

CHOR, SOPRAN, ALT (TODOS):
Auferstehn, ja auferstehn wirst du,
mein Herz, in einem Nu!
Was du geschlagen,
zu Gott wird es dich tragen!

Tradução Automática:

Sinfonia Nº 2 – Quinto Movimento
Gustav MahlerRevisar tradução
tradução automática via
Ferramentas de idioma
RESSURREIÇÃO (Ressurreição)

CORO, soprano (CORO, soprano):
Ressurgir, sim, você vai subir novamente,
meu pó, após um curto Ruhn!
A vida eterna
é aquele que vos chamou, dar-lhe!

Novamente mais justo que você plantou!
O Senhor da colheita vai
e coleta feixes
nós, que morreu!

ALT (contralto):
O acreditar, o meu coração, acredite:
Você está fazendo nada perdido!
Tua é, sim, o seu, o que você desejar!
Atenciosamente, o que você amava o que vocês lutaram!

SOPRANO (soprano):
O acreditar: você não nasceu em vão!
Já não viveu em vão, sofreu!

REFRÃO (Coro):
O que foi criado, que devem passar longe!
O que se passou ressuscitado!

CORO, ALT (Coro, contralto):
Pare de tremer!
Prepare-se para viver!

Soprano, Alto (soprano, contralto):
Ó dor! Está tudo permeia!
Você apertou-me!
Ó morte! Você allbezeinger!
Agora você está conquistada!

REFRÃO (Coro):
Com asas que eu ganhei para mim
Amor em perseguição,
“Eu vou entschweben
a luz que penetrou nenhum olho!
Die devo, viver!

CORO, ALT soprano, (TODOS)

Ressurgir, sim, você vai subir novamente,
meu coração, em um instante!
O que você sofreu,
a Deus vai levar você!

******retirado de :http://www.vagalume.com.br/gustav-mahler/sinfonia-n-2-quarto-movimento.html#ixzz12O6O7Uw7

O post tá um pouquinho grande mas vale a pena dá uma ”lidinha” nele.

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Gabriel Clarinet

12 comments / Add your comment below

  1. Putz, postagem no capricho, hem, Gabriel? Com direito até ao que considero o primeiro quadro surrealista, pintado em pleno Renascimento e não no século XX, que é essa Ressurreição de Grünewald! (Só, a propósito, acho que podemos buscar um arquivo desse quadro com um pouco melhor definição, sobretudo de cor. Ni qui encontrar te aviso 🙂 ).

  2. Ranulfus, sua afirmação quanto a Grünewald é um tanto ousada, não? Ele e Bosch foram contemporâneos. Só não sei quanto à data dos quadros dos respectivos pintores.
    Mathis der Maler, de Hindemith, é baseada na vida dele! Fiquei com vontade de conhecer esta obra.
    Quanto à Segunda Sinfonia, é a minha sinfonia favorita do meu compositor favorito. Para os moradores de Brasília, a orquestra sinfônica do Teatro Nacional encerrará a temporada deste ano com ela! Não dá para perder. Não é o Carlinus quem mora por aqui?

  3. Prezados,

    Recebi ontem uma caixa com 18 CDs da Mahler 150 Edition. Descobri um site inglês que fez o levantamento de todas as gravações existentes das sinfonias de Mahler. Essa caixa contém as gravações consideradas as melhores no entendimento de conhecedores da obra do compositor. Todos os ciclos estão representados: Haitink, Solti, Boulez, Karajan, Bernstein, Kubelik, Mehta, Abbado, Chailly, Giulini e Sinopoli. Todas as gravações parecem ter sido cuidadosamente remasterizadas. As antigas soam como as mais recentes. É um projeto conjunto da DG com a Decca. Olhem lá no http://www.deutschegrammophon.com/mahler-edition.

    E mais, levou 50 dias para chegar, mas veio como encomenda simples e não paguei nada de imposto. O custo é de 35GBP + custo de correios.

    Um abraço a todos,

    Harry Crowl

  4. Harry ! Quanto tempo não dás as caras por aqui !
    Poxa, adimiro muito seu trabalho, parabéns viu ? Normalmente é o povo do blog que dá parabéns para gente, mas hoje quem dá os parabéns sou eu. Com muito orgulho. Gosto muito das suas músicas. Gosto muito sa suíte antiga brasileira. Parabéns.

  5. Gabriel, parabéns pelos posts, o PQP Bach é verdadeiramente um exemplo na divulgação da “grande arte” e nos dá a oportunidade de ouvir as diversas gravações dos grandes mestres.
    Mahler e o Shosta são meus compositores prediletos e eu me lembro (claro como eu iria me esquecer…)que a primeira obra de Mahler que eu ouvi foi justamente a segunda sinfonia no concerto de inauguração da Sala São Paulo, desde então fiquei fascinado pelo compositor, tenho as gravações de Bernstein,Haitink,Rattle,Chailly e Boulez e considero necessariamente nessa ordem as melhores gravações dessa obra (entre esses regentes naturalmente). Até então não tinha ainda ouvido Kubelik, gostei de algumas passagens mas considerei uma regência rápida demais, isso deu um cárater “afobado” a proposta que a música oferece. Uma vez, possivelmente em um momento romântico do mestre, Alma Mahler cantarolou a introdução da quinta e ele a corrigiu dizendo “moderado”. Acho que essa interpretação de Kubelik não troxe a solenidade da obra e principalmente a circunspeção que ela traz em si, mas espere aí! Antes que alguém me ralhe rsrsrs… Kubelik é um grande regente, tenho o Parsifal com ele e é impecável, mas para a segunda de Mahler faltou batuta!

    Post-Mortem

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