Francis Poulenc (1899-1963): Concerto para Órgão – Sinfonieta – Suite Francesa

Aí vai mais Poulenc…

Sei que muitos leitores-ouvintes gostam de Poulenc, mas essa postagem quero dedicar ao camarada CDF, já que o mesmo, certa vez, afirmou nos comentários de uma outra postagem, que adora o Concerto para Órgão.

A volta ao passado, é a principal característica das obras desse álbum. Aqui, Poulenc usa de toda sua criatividade e sensibilidade, produzindo peças baseadas em estilos antigos, mas sem deixar de ser original.

Baseado na Renascença Francesa, o Concerto para Órgão é uma obra que por seu estilo de improviso, lembra muito as tocatas e fantasias de Bach e Buxtehude. Dramática, leve, lírica, empolgante, são alguns dos diversos adjetivos que cabem nessa peça fabulosa.

Na Sinfonietta, Poulenc cria uma atmosfera leve e descontraída. Sua estrutura formal e colorido orquestral lembra muito as sinfonias de Haydn.

O álbum termina com a deliciosa Suite Française, composição leve e bem concatenada, também, inspirada nos modelos da Renascença Francesa.

Uma ótima audição!

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Poulenc: Concerto para Órgão – Sinfonieta – Suite Francesa

Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93 (1938)
1.  Andante 3:22
2.  Allegro giocoso 2:05
3. Subito andanate moderato 7:40
4. Tempo allegro. Molto agitato 2:46
5. Très calme. Lent 2:38
6. Tempo de l’allegro initial 2:02
7. Tempo introduction. Largo 3:02

Sinfonietta, for chamber orchestra, FP 141 (1947)
8. No. 1, Allegro con fuoco 9:10
9. No. 2, Molto vivace 5:56
10. No. 3, Andante cantabile 6:57
11. No. 4, Final (Prestissimo et tres gai) 6:55

Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80 (1935)
12. No 1, Bransle de Bourgogne 1:22
13. No 2, Pavane 2:33
14. No 3, Petite marche militaire 1:05
15. No 4, Complainte 1:35
16. No 5, Bransle de Champagne 1:43
17. No 6, Sicilienne 2:10
18. No 7, Carillon 1:44

Andre Isoir, órgão Henri Didier (1899) da Catedral de Laon
Orchestre de Picardie, Edmon Colomer

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Marcelo Stravinsky

8 comments / Add your comment below

  1. Meu caro Marcelo, já dei um jeito no problema, mas outros além de mim podem encontrar esse enrosco: algumas das faixas estavam falhando na hora de descompactar, devido ao nome longo demais. Ou seja: somando a endereço da pasta onde se coloca, mais o nome do arquivo, estava ultrapassando 260, ou 280 caracteres, algo assim.

    Resolvi descompactando na pasta-raiz de um dos meus HDs,e copiando depois pra onde eu queria – não sem antes encurtar alguns nomes de arquivos, pois outros programas além dos descompactadores ainda poderiam enroscar com isso.

    Pessoalmente, desisti da política de colocar o máximo possível de dados no nome de cada arquivo – mas mesmo quem gosta disso pode fazê-lo de modo enxuto, pois de modo geral isso só traz vantagens – p.ex. na hora de ler num display. (Como já fui publicitário aprendi que menos comunica mais…)

    Exemplo: alguém pode colocar no nome de arquivo:

    Ludwig van Beethoven – Concerto para piano e orquestra n.o 3, em dó menor, op. 37 – I. Allegro con brio

    Mas ora, a maior parte de nós está careca de saber que ele se chamava Ludwig van, e que os concertos clássicos e românticos são sempre pra solista e orquestra… e dependendo da posição de um número seu significado é óbvio: p.ex., quem não entende que Concerto 3 é o mesmo que Concerto n.º 3?

    Para meu uso eu resumo tudo aquilo no seguinte:

    Beeth CONC piano 3 Cm op37 1 All con brio

    Claro, são escolhas pessoais… mas acho que não faz mal contar a minha, né? No mínimo às vezes pode ajudar na hora de enroscos por nome longo…

  2. Você tem razão Ranulfus. Eu sempre me preocupo em colocar o máximo de informações, mas nesse caso, eu apenas coloquei a imagem do CD no Windows Media Player e ele obteve os nomes das faixas assim como está. As vezes, modifico o nome das faixas quando o próprio WMP avisa que os nomes estão extensos demais, mas como não houve problemas, deixei assim mesmo.
    Obrigado pelo toque!

  3. A propósito, Strava… instalei o Daemon Tools mas não tô conseguindo usar. Deve estar faltando algum “caminho das pedras”. Estou com o arquivo .ape (ou .wv, noutro caso) na mesma pasta que o .cue. Ele acha o .cue mas diz que por trás dele não acha arquivo válido pra ser aberto…

    Estou ouvindo essas coisas com o AIMP2 sugerido pelo Carlinus, é realmente muito bom, mas não consegui encontrar as funções de conversão ou “ripagem”, se é que ele tem.

    Se você tiver algo a sugerir, mas preferir fazer por email pra não sobrecarregar o espaço aqui, esteja à vontade, é rrtrop[ARROBA]gmail.com . Abraços!

  4. Tinha uma fita k7 com o concerto para orgão e sinfonia para orgão, e vocês não imaginam a alegria de poder ouvir denovo essas duas obras para mim enigmáticas, especialmente a de Poulenc.
    Muito obrigado.

      1. Olha, se estava expirado foi atualizado. Eu baixei no mesmo dia da postagem do Les Biches, acabo de testar de novo e está funcionando. E esse Gloria é realmente a glória, imperdível.

        Aliás, Poulenc é fera na escrita coral. Integrei um coro que cantou um dos “3 motetos em em tempo de penitência” (Ad dominum cum tribulare clamavit), foi uma experiência impressionante. E em vinil tenho Petits Voix, 5 canções corais para vozes infantis ou femininas, lindo! – mas ainda preciso dominiar a arte da transcrição do vinil.

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