Camille Saint-Säens (1841-1904) – Piano Concertos 1 – 5

Salomão diz no livro de Eclesiastes que há dias para tudo debaixo do céu: Dia para estar alegre e dia para estar triste; dia para chover e dia para fazer sol; dia para se aproximar e dia para se afastar; e assim por diante. Hoje, diferente de outros dias, estou numa morbidez de amargar. Trata-se de uma langor, uma letargia, uma moleza que me priva de interesses. Passei por aqui apenas para postar esse CD muito bom com os cinco concertos para piano e orquestra de Camille Saint-Säens. Apesar de ter motivos para fazer uma arrazoado considerável desses concertos “enxutos”, tecnicamente impecáveis, no que tange à estrutura, deixarei de fazê-lo. Não deixe de ouvir as peças desse francês lisztiano. Uma boa apreciação!

Camille Saint-Säens (1841-1904) – Piano Concertos 1 – 5

CD1

Piano Concerto No.1 in D, Op.17
01. Andante – Allegro assai
02. Andante sostenuto quasi adagio
03. Allegro con fuoco

Piano Concerto No.2 in G minor, Op.22
04. Andante sostenuto
05. Allegro scherzando
06. Presto

Piano Concerto No.3 in E flat major, Op.29
07. Moderato assai – piu mosso (Allegro maestoso)

CD2

Piano Concerto No.3 in E flat major, Op.29
01. Andante
02. Allegro non troppo

Piano Concerto No.4 in C minor, Op.44
03. Allegro moderato – Andante
04. Allegro vivace – Andante – Allegro

Piano Concerto No.5 in F, Op.103 “Egyptian”
05. Allegro animato
06. Andante
07. Molto allegro

London Philharmonic Orquestra
Charles Dutoit, regente
Pascal Rogé, piano

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Carlinus

38 comments / Add your comment below

  1. Ah! Saint-Säens! Bela postagem Carlinus!

    Há pouco material daquele aqui no site. Conheci e passei a apreciar este compositor através de “O Carnaval dos Animais”.

    Espero que tenha mais Saint-Säens para ser postado.

    P.S.: suas postagens têm sido muito boas! Tenho acompanhado a série de Chopin interpretado por Vladimir Ashkenazy.

    Até breve.

  2. De fato, Adriano, há pouco material do francês aqui no PQP Bach. Mais para frente postarei a maravilhosa sinfonia com órgão de saens.

    Obrigado pelo apreço!

    Até breve!

  3. Carlinus, MUITO obrigado por começar a enriquecer o acervo de Saint-Saëns do blog! Às vezes me parece que ele sucumbe um tanto à tentação germanizada de fazer pouco da produção musical do mundo francófono.

    Veja que também não temos a linda Sinfonia de César Franck, nem a sua FUNDAMENTAL obra para órgão (que, se eu fosse o PQP, reconheceria como a única herdeira legítima do pai dele no campo organístico, enquanto seu querido Brahms pode ser uma espécie de herdeiro nos demais campos, mas não no organístico…)

    Mas confesso que me chocou você usar o adjetivo “lisztiano” para Saint-Saëns. Não consigo sentir Liszt senão como confeitaria oca, absolutamente dispensável na história da música… e sinto Saint-Saëns como infinitamente superior a ele – um dos mais mais fluentes geradores de fluxos melódiccos da história da música – e estes de uma beleza singela e ao mesmo tempo intensa, e vibrante de verdade interior (um pouco como sinto de Pachelbel no barroco) – enquanto Liszt não me parece passar de exibicionismo do mais barato, com verdade zero!

    Então traz mais Saint-Saëns, se puder traz Franck… mas não xinga ninguém de lisztiano, não…

  4. Rrsss… Ranulfus, desculpe pelo acinte. Quando usei o termo “lisztiano”, estava me referindo à proximidade entre Liszt e Saint-Saens. Os dois eram grandes amigos. Saint-Saens chegou a dedicar a sua Terceira Sinfonia a Liszt, quando este morreu. Também penso que Saens seja superior a Liszt. Franz Liszt era “um pop star” – acredito que um dos primeiros que tenham surgido. Mas o fato, é que Saens era simpatizante de Liszt e Wagner. Pesa contra ele este fato. Preferiu trilhar esse caminho numa época em que a tendência era outra.

    Corrija-me se estiver errado.

    Acho que aqui no PQP Bach ainda não tem a Sinfonia em D de Franck. Acredito que nos próximos dias eu a estarei “soltando” por aqui.

    Um abraço!

  5. Meus amigos, sabemos que gosto não se discute, é óbvio, mas classificar Saint-Saens como compositor superior a Liszt é uma opinião pessoal e altamente discutível. Um dos grandes méritos da musicologia no século 20 foi o de ter reconhecido a importância do compositor húngaro como um dos maiores criadores do seu tempo, inovador, visionário. Confeitaria oca e absolutamente dispensável na história da música, Ranulfus? Ainda bem que Bartok não pensava assim… ele tinha profundo respeito por Liszt e o considerava como o precursor de sua própria obra. Mas não tenho a menor intenção em criar polêmica neste espaço que é destinado a comentários sobre os belos Concertos para piano de Saint-Saens na competente interpretação de Pascal Rogé (favor corrigir o nome do pianista, grafado como Regé). Sua melhor interpretação ao meu ver é a do Concerto n. 5 (Egípcio), e a que menos me convenceu é a do Concerto n. 4.

  6. Daniel, concordo com você. Não devemos tirar o mérito de Liszt. Ele era um bom compositor. Gosto de suas obras – principalmente, As Rapsódias Húngaras, o genial Concerto No. 1 para piano e orquestra, As Sinfonias Dante e Fausto, que estão no catalógo para figurarem por aqui. Não entremos em discussões, claro, quanto a opiniões pessoais. Apenas externei um ponto de vista bem particular. Embora goste dele, não é todo dia que tenho saco para ouvi-lo. Acho que há muita “purpurina” em torno dele. Isso me causa certo fastio. É o que penso.

    Saudações musicais!

  7. Carlinus, você é de Brasília?
    É que a orquestra do Teatro Nacional tocou a Sinfonia de Franck. No meu caso, foi paixão à primeira audição e, logo após este dia, resolvi baixá-la, mas tive de fazê-lo via torrent. Aguardo ansioso por esta obra aqui no PQP Bach!

  8. Não fala por muitos de nós não cara pálida! O importante aqui deveria ser a música e não se alguém escreve errado ou não. Para falar a verdade, tô pôco mi lixando pra issu. Agora, gente obsessiva com a língua estaria até hoje amaldiçoando a semana de arte moderna, coaxando em lagoas parnasianas. O que muita gente não percebe é que, em muitas circunstâncias, o falar e o escrever certo é o errado que se transformou em norma. CARLINUS! A postagem que fizeste é simplesmente maravilhosa. Continue mandando essas pérolas independente da existência de professores de português virtuais querendo que tudo se transforme em programa do Professor Pasquale. Aliás, estou sendo injusto com ele. Pelo menos é um cara didático e simpático. O mesmo não se pode dizer de outras pessoas.

  9. Aproveitando o post de Saint-Säens, eu gostaria de fazer um pedido de uma obra que nunca acho em lugar algum: o concerto para violino. O ouvi uma vez no rádio, e achei lindo. Mas nunca achei para baixar 🙁
    Parabéns pelo post. Já estou correndo para baixar!

  10. PQP, vocês precisam mesmo publicar os comentários desse bando de “exijo forma e não conteúdo”?

    Acho que a presença de Grammar Nazi só desestimula os outros a comentarem.

    (espero sinceramente não ter cometido nenhum erro horrendo de português, para fazer a felicidade desses parvos)

  11. Tenha dó… Obviamente não são erros de português, mas de digitação, ou pressa, no pior dos casos. Quanta besteira, Deus Meu! Atenham-se a comentar as músicas, ou a apreciação delas, que este espaço serve é para isto…

  12. Alguns intérpretes usam a música de Liszt como mero veículo de exibição. Mas a música de Liszt por si só não é exibicionista! Ele tinha um objetivo com todo aquele virtuosismo. Sua música é muito intensa, além do papel como figura histórica, que é indiscutível. Liszt foi importante para seus contemporâneos e para os posteriores.

    Ouçam Liszt com intérpretes dignos, e aí sim vocês conhecerão um dos maiores compositores da História, que coloco junto a Bach, Beethoven, Chopin e Rachmaninoff entre meus favoritos.

  13. Gente, estou espantado… Espero que não tenha sido a visceralidade do meu ataque a Liszt o que rompeu alguma comporta e propiciou que os comentários a este post virassem um bate-boca grosso, sem arte nem manha, como costumo ver em blogs de política rasteira, e não neste aqui…

    Não consigo conceber que alguém veja algum sentido em acusar o Carlinus, ou qualquer outro dos colaboradores, de falta de conteúdo – primeiro porque não é verdade. Pode não ser o conteúdo que a pessoa X quer ou espera, mas tem conteúdo sim, e não é pouco.

    Segundo, porque, mesmo que não tivesse, nenhum de nós teria direito nenhum de reclamar disso. Estamos desfrutando de coisas compartilhadas voluntariamente – e de graça. A qualidade do blog é espantosamente alta – mas ainda que não fosse, que direito teríamos de reclamar do que estamos ganhando sem dar nada em troca? Dá licença, acho que vou sugerir ao PQP: ataques de qualquer tipo a qualquer um dos colaboradores, só depois que o reclamante tiver pago no mínimo o preço de mercado pelo disco!

    Quanto a Liszt… bom, o que seria do amarelo se todos gostassem do azul? Sorte dele – e de Rachmaninoff – que haja pessoas que se sentem tocadas por eles a ponto de colocá-los ao lado de Bach, Beethoven, Chopin. Eu simplesmente não consigo. A música dos dois – Liszt e Rachmaninoff – simplesmente me enche de tédio. Não prende minha atenção por mais que três minutos. Me dá vontade de levantar e pôr alguma música pra ouvir… E, curiosamente, o Saint-Saëns faz o efeito contrário: não deixa escapar minha atenção nem um instante, parece não ter uma nota desnecessária…

    Já ouvi dizer que na segunda metade da vida o Saint-Saëns foi um grande chato, apegando-se sempre aos mais conservadores. Teve uma vida longuíssima e teria sido um dos que vaiaram a estréia da Sagração da Primavera… Mas apesar de saber disso tudo, sua música simplesmente me delicia – o que vou fazer?

    Ainda sobre Liszt: me surpreende ouvir que Bartók o respeitasse, pois li muitas vezes que um dos maiores feitos de Bartók teria sido revelar o verdadeiro folclore húngaro, que tinha sido eclipsado pela música dos ciganos dos bálcãs, que Liszt ajudara a vender como húngara sem que fosse de fato… Nesse sentido Bartók seria então o anti-Liszt por excelência. Verdade que ouvi Liszt ser gabado por vários professores (creio que o Padre José Penalva entre eles) como precursor da música contemporânea porque teria aberto mão do desenvolvimento clássico em favor da composição por “justaposição de blocos de textura”. Tudo bem. Uma valoração teórica. Mas continua não me tocando a alma nem as tripas.

    Finalmente (eh jornal…), César Franck: a Sinfonia é lindíssima sim – mas não creio que chegue perto da importância da obra organística, constituída por 3 “corais” monumentais, a Pièce Heroïque, a Grande Pièce Symphonique, duas Fantasias, uma Pastorale, um Prelúdio Fuga e Variação, e mais 3 peças menores. Insisto em que é a segunda obra mais importante na literatura organística, atrás apenas da de J.S. Bach.

    Além disso, Franck produziu uma das peças mais sublimes do repertório pianístico avançado: o Prelúdio, Coral e Fuga (que, surpreendentemente, NÃO é órgão tocado ao piano, mas explora de verdade as possibilidades deste instrumento).

    Aliás, gosto demais de Saint-Saëns, mas não tenho dúvida de que Franck é maior. BEM maior. E apesar disso temos aqui só uma obra dele: a Sonata para Violino e Piano – claramente uma obra menor desse compositor maior.

    Fica aqui portanto não uma crítica mas um APELO AMIGO: César Franck! Precisamos de César Franck!

  14. Sinceramente: estou terrivelmente decepcionado com os puristas de plantão. Agradeço por aqueles que foram benévolos, clementes e misericordiosos com a minha ignorância. Diminuirei o fluxo de postagens. Farei daqui para frente duas postagens por semana, no máximo, até que a coisa mude. Somente assim errarei menos. O “nós”, esse termo “andrógino”, explicitado na frase, (“Hahahaha APOIADÍSSIMO Fernandes!!! Você fala por muitos de nós!”), não sofrerá com a minha boçalidade. Assim, arrumarei tempo para revisar meus textos e colocarei “conteúdo” neles. Deixarei de ser “manjador”-blefador”, como afirmou um dos puristas. O preconceito em tudo é molesto. Se querem – falo aos puristas – “requinte gramatical”, por favor, vão à página da Academia Brasileira de Letras. Lá estão os textos escritos seguindo, criteriosamente, todos os requisitos da norma culta. Aqui fala alguém que aprende dia a dia e que não se esconde por trás dos arbustos da virtualidade a fim de agir com falta de educação para com pessoas probas e bem intencionadas. Respeito a opinião de cada pessoa que deixa o seu comentário, assim como os demais membros do PQP Bach. Sei que o espaço é utilizado para que discutamos ideias e cresçamos juntos, respeitando a opinião de cada um dos visitantes. Muitas vezes não concordamos com as opiniões, mas é a opinião do outro e esta deve ser levada em conta. Ninguém aqui é melhor que ninguém. Essas coisas só desestimulam. Agora entendo o que FDP falou outro dia, quando avisou que deixaria o PQP Bach. Se não sei escrever, por favor, ignorem o que digo e vão direto ao download. Não percam tempo com sensaborias verbais desse que vos fala. Agir dessa forma é revelar um posicionamento nazi-fascista. Estudei a Língua Portuguesa. Sou graduado em Letras. A Gramática sempre foi utilizada na História como instrumento de poder, de segregação, de preconceito. Não desprezo a norma culta. Todavia, língua é mais que gramática. Gramática é uma “poça estanque”; língua, por sua vez, é um rio caudaloso que flui num constante devir. Encerrar o processo linguístico na compreensão de que a língua é gramática, é atuar com profunda ignorância e preconceito. Talvez, as inadvertêrcias, os barbarismos, que cometi sejam resultado de pressa, desleixo e falta de cuidado. Afinal, não tenho tempo para ficar prestando atenção sobre qual língua os anjos falam; ou se estes têm sexo ou não.

    Apagarei os comentários vilipendiadores escritos pelos senhores, pois os outros visitantes não merecem ser expostos a tamanha falta de humildade e execesso de orgulho de quem domina todos os intricados da norma culta. Princípio bobo de minha filosofia: o sábio, o entendido, o douto, deve ser tolerante para com o que não sabe.

    Outra: o PQP Bach é um blog privado.

    Por fim, dou a questão por encerrada. Qualquer comentário depreciativo sobre o que quer que seja será apagado.

    P.S. Ia esquecendo: desculpem se cometi alguma impropriedade gramatical.

    1. Faz isso não camarada.

      Posta do jeito que você quiser e quantas vezes você quiser.

      Por mim você poderia postar 10 vezes por dia. hehehe 🙂

      Aliás, também gosto muito do seu “O Ser da Música”. Parabéns!

      Esquece esses caras. Não vale o esforço…

      Infelizmente a vida tem disso…

  15. Ótimo, Carlinus. Nem vou entrar nesse mérito gramatical: o importante foi deixar o recado. E eu também deletaria na hora esses comentários de merda de quem procura discussões em fóruns abertos na net e não entende que este blog não é prestação de serviço público mas um prazer para nós membros.

    A medida profilática pra esse povo sem noção, segundo reza a sabedoria popular, é dar meia hora de rabo – com prorrogação ad libitum caso o paciente recobre seu bem-estar.

  16. Carlinus, estou muito ocupado esta semana, e tive pouco acesso à própria internet, por este motivo não pude acompanhar o que andou acontecendo por aqui. De qualquer forma, fica meu apoio irrestrito à você quanto às besteiras que somos obrigadoa a ler de pessoas que se consideram as donas do saber absoluto. Tivemos diversos problemas no passado com esse tipo de gente e realmente isso foi minando o meu “tesão” de continuar postando.
    Mas força, e siga em frente com seu propósito. Ah, e não esqueça de continuar postando a série do Ashkenazy.

  17. FDP, fico imensamente feliz por causa das suas palavras. Você é alguém coerente, assim como os demais membros do PQP Bach e isso é motivo de conforto. Darei continuidade, sim, à série com Ashkenazy.

    Wakarusa, pensarei a possibilidade de postar algo do Wieniawski. Só não sei quando. Abraços!

  18. Irmãos, irei direto aos downloads! Posso? E, para fechar (meu posicionamento nazista, parnasiano, fascista, tradicionalista, purista, superficial, recalcado, lingüista, atrapalhador do tesão de vocês) vos digo que a Semana de Arte Moderna foi, de fato, uma merda pura. Perdão aos modernistas, contemporanistas e libertários.

    (Este é meu útimo comentário – suplico-vos que bostem; opa, postem!)

  19. Carlinus, agora você pode constatar que o silêncio que toma conta do seu “O Ser da Música” até que tem o seu lado bom. Porém, esperamos que fique aqui por muito tempo e que não desanime por causa de um ou outro comentário inconveniente que possa vir a aparecer por aqui.

  20. Carlinus,
    Poste o que quizer, como quizer e quando quizer. Não deixe que uns poucos interfiram no seu modo de ser e de querer. Suas postagens são maravilhosas, você chegou para agregar, construir.
    Parabéns pelo seu trabalho.

  21. Acabei de escutar o primeiro concerto, e é muito bonito. Ainda assim, gosto mais dos concertos de Lizst. Quanto a esse papo de que Lizst é um compositor inferior, menciono o que eu li no livro História da Música Universal: “!Lizst é mais importante do que se pensa de ordinário”. Concordo com o autor. Eu adoro Lizst. Agora, aprender a argumentar é uma coisa que preciso aprender. Apenas escuto com o coração. Só uso o cérebro para Penderecky e Xenakis, pois senão não se consegue chegar até o fim da audição. Abraços.

  22. Peço vênia ao Ranulfus Mónacus para transcrever trecho de seu comentário anterior, com o qual concordo TOTALMENTE e ainda ASSINO EMBAIXO:

    “Não consigo conceber que alguém veja algum sentido em acusar o Carlinus, ou qualquer outro dos colaboradores, de falta de conteúdo – primeiro porque não é verdade. Pode não ser o conteúdo que a pessoa X quer ou espera, mas tem conteúdo sim, e não é pouco.

    Segundo, porque, mesmo que não tivesse, nenhum de nós teria direito nenhum de reclamar disso. Estamos desfrutando de coisas compartilhadas voluntariamente – e de graça. A qualidade do blog é espantosamente alta – mas ainda que não fosse, que direito teríamos de reclamar do que estamos ganhando sem dar nada em troca? Dá licença, acho que vou sugerir ao PQP: ataques de qualquer tipo a qualquer um dos colaboradores, só depois que o reclamante tiver pago no mínimo o preço de mercado pelo disco”

    Agora, sou eu quem escrevo:

    O Carlinus pertence a um grupo SELETO e RESTRITO de pessoas abnegadas que desejam divulgar a música clássica, permitindo aos usuários da net o acesso gratuito ao seu acervo pessoal discos. É um trabalho árduo e que deveria resultar APENAS em encômios. Ninguém tem o direito de EXIGIR nada de vocês (e aqui me refiro ao Carlinus e a todos os demais colaboradores deste blog, e de outros tantos blogs que existem na net com o mesmo propósito). Qualquer “protesto” ou “exigência” representa nítida hipocrisia. SE ALGUÉM QUER TER O DIREITO A EXIGIR CONTEÚDO OU QUALQUER OUTRA COISA, QUE PAGUE PELOS CDS QUE BAIXA.

    Sorte minha que não li as bobagens escritas por esse bando de mal agradecidos.

    Carlinus, PQP, FDP, Avicena, CVL e todos os demais: Aqui eu levanto e os aplaudo DE PÉ. E sei que não serei o único a fazê-lo!!!!!

    Fábio

  23. Gratíssimo, Fábio. Você teve a sensibilidade de entender o fazemos aqui: dar tudo aquilo que tivemos o prazer de receber (ou comprar) não pela generosidade em si (ou talvez sim), mas para que mais pessoas possam ter a satisfação (ou rejeição, hehehe) que tivemos.

    Lei de Amra, preceituação franciscana (“é dando que se recebe”), boicote libertário contra a indústria fonográfica… Seja como se interprete essa nossa atitude, aproveitem.

  24. Aí carrancudos! Quando vocês detectarem algum deslize gramatical na escrita do Carlinus, em protesto, não baixem a obra que ele está gratuitamente disponibilizando. Ok? Hahaha!

  25. Meu comentário vem para defender 2 pessoas:

    1- Lizst: Ele é a base de todo o pós-romantismo, a seu modo de composição priorizando a teoria e o virtuosismo em detrimento da “melodia” é fantástica. No seu Concerto para Piano e Orquestra nº1 o tema principal aparece em todos os 4 movimentos, como se cada um fosse uma faceta deiferente da exploração do tema. Isso dá uma unidade rara ao concerto, uma unidade de pensamento e execução que se vê raras vezes na música.

    2- Carlinus: Só tenho uma coisa a dizer de quem o criticou: eles não têm dignidade. Se tivessem não baixariam os CDS, pegariam o link da Amazon e o compraria lá. Pensem o que vocês deram em troca para o PQP (como equipe em geral?)? Nada! É cuspir no prato em que se come. Se não gostam do PQP há duas escolhas: 1- Façam seus downloads em outro blog; 2- Calem a boca e deixem que a música de Liszt, Saint-Säens, Bach, Mozart, e outros (que podem ser baixados nesse fabuloso blog) penetrem em suas almas e os livrem de tais pensamentos e continuem a aproveitar o que o blog lhes proporciona: boa música.

    Para o Carlinus, não olhe para meia dúzia de ingratos, mas sim para as centenas (até milhares) de pessoas que já se beneficiaram (e se beneficiam) do seu trabalho, e o trabalho da equipe do PQP BACH. Como está escrito no post, esse deve ser seu combustível.

  26. Prezado Carlinus,

    não se abata perante estes imbecis que julgam ter o direito de censurar.
    Isto me faz lembrar um trecho de um romance de Dostoiévski no qual há uma interessante máxima: o ser humano é um eterno bípede ingrato! (algo assim)

    Grande abraço a todos os integrantes deste INIGUALÁVEL blog!!!

  27. Pensa naquelas pessoas que querem ouvir boa musica depois de um longo dia de trabalho. Nem lê mais recadinho ou critiquinha, só posta boa música e mantenha teus admiradores(e pq não amigos) felizes. Não gosto de ir em avax ou procurando torrent, fico feliz de poder chegar aqui e encontrar o que eu tinha que catar em diversos lugares.
    Tem gente que depois de nego véio fica assim, reclamando… =/

  28. Mudando de assunto…
    Ao Carlinus….AMEI a postagem…
    Ao Carlinus com extensão aos de Brasília…
    Estou na Capital Federal há alguns meses…gostaria muito de ser frequentador do Teatro Nacional, especialmente nas terças, 20Hs…
    Todavia…solicito humildemente algumas dicas de como conseguir as entradas, se existe dificuldade, pelo que eu sei são grátis…mas precisa pegar antes, ou chegando na hora dá pra entrar???
    A quem se dispuser a responder, meu obrigado!

  29. Helder, você deve ir antecipadamente à bilheteria do Teatro. Quando vou aos concertos, costumo pegar os convites na segunda-feira. Isso permite escolher um bom lugar e não contar com a sorte na terça-feira. Na terça, às 20:00 hs, geralmente a fila de espera é grande. É a “fila da humilhação”. Se quer conseguir os convites, vá na segunda feira. Se não estou enganado, a bilheteria fica aberta até às 20:00 hs.

    Ia esquecendo: os convites são gratuitos. Estou precisando ir lá. Já faz um certo tempo que não vou ao Teatro Nacional. Nos tempos do Silvio Barbato eu ia mais.

    Bom deleite, Helder! Espero ter sido útil.

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