Fryderyk Franciszek Chopin – 200 Anos: Valsas Completas (UPLOAD REFEITO COM A QUALIDADE DE 320 KBPS)

As Valsas de Chopin são, em geral, pequenas peças no tradicional compasso ternário, porém diferente das valsas vienenses, não foram feitas para ser dançadas e sim, como peças de concerto.

Chopin compôs sua série de valsas durante todo o período de sua vida, mas apenas 8 foram publicadas ainda em vida pelo compositor polonês, recebendo assim um número de Opus. Outras 5 foram publicadas uma década após a morte do compositor como Opus Póstuma, também recebendo uma numeração. Mais tarde 7 seriam publicadas sem nenhuma numeração de Opus, porém dessas, uma é considerada duvidosa e uma outra não é considerada uma valsa, totalizando 19 (levando-se em conta a valsa duvidosa). Há ainda 2 valsas de propriedades particulares (possivelmente extraviadas), 6 destruídas, 3 perdidas e 5 citadas em provas documentais, porém não consideradas existentes. É provável que o número de 14 valsas seja mais familiar aos leitores: vide postagem das Valsas por Rubinstein.

A interpretação fica a cargo do renomado pianista vietnamita, Dang Thai Son, que ficou famoso como único asiático a vencer o Concurso Frederic Chopin, realizado em Varsóvia em 1980, concorrendo com o também famoso Ivo Pogorelich. Um fato interessante desse concurso, ocorreu quando da eliminação prematura de Pogorelich ainda na terceira fase. Martha Argerich, que era jurada do concurso, abandonou o juri em protesto a eliminação, na sua opinião, injusta, de Pogorelich.

Uma ótima audição!

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Chopin: Valsas Completas

01. “Grande Valse Brillante” in E flat major OP. 18
02. “Valse Brillante” in A flat major OP. 34-1
03. “Valse Brillante” in A minor OP. 34-2
04. “Valse Brillante” in F major OP. 34-3
05. “Grande Valse” in A flat major OP. 42
06. “Petit chien” or “Minute” in D flat major OP. 64-1
07. In C sharp minor OP. 64-2
08. In A flat major OP. 64-3
09. “L’Adieu” In A flat major OP. 69-1
10. In B minor OP. 69-2
11. In G flat major OP. 70-1
12. In F minor OP. 70-2
13. In D flat major OP. 70-3
14. In A flat major OP. POSTH
15. In E major OP. POSTH
16. In E minor OP. POSTH
17. In A minor OP. POSTH
18. In E flat major OP. POSTH
19. In E flat major OP. POSTH

Dang Thai Son, Piano

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Marcelo Stravinsky

19 comments / Add your comment below

  1. Já tive a oportunidade de ver Dang Thai Son ao vivo, pois ele já esteve algumas vezes no Brasil. Ele é impecável mesmo.

    E que bom que o CD abre com a valsinha dos desenhos do Pernalonga.

    1. Você sabia, que na verdade, essa trilha sonora pertence a um desenho do Tom & Jerry?!?! É isso mesmo! A antiga companhia brasileira de dublagem, Cinecastro, numa compreensível limitação da época, pegou pedaços de trilhas sonoras de dois desenhos do Tom & Jerry (Cue Ball Cat e The Flying Cat) e fez o fundo musical para todos os desenhos da Looney Tunes. A “valsinha” foi usada por Scott Bradley como música incidental no desenho The Flying Cat.

  2. Só não estou colaborando com algum CD de Chopin porque aniquilei tudo dele da minha discoteca, bem como de Schumann e Brahms (ainda bem que só de dois dos três coincidem o jubileu, senão eu iria surtar).

    Tenho algo, com certeza, mas não lembro o quê nem faço questão de lembrar. É algo similar à rejeição de Dvorák por PQP.

  3. olha, vocês estão mesmo relembrando chopin. muito boas postagens. estive olhando e não há nenhuma postagem dos scherzos. claro, todo mundo já ouviu isso milhões de vezes, mas são obras bem importantes do compositor. mas… vou te falar… ouvir um cd inteiro de valsas não é brincadeira. você já imaginou um saral em que todos tivessem de ouvir todas as valsinhas? acho que o PQP definiu bem uma vez; chopin é realmente muito “líquido”. sim, há coisas bem interessantes musicalmente. as baladas, as sonatas.

    1. As vezes, alguns comentários mal colocados, desencorajam pessoas, que estão iniciando sua apreciação, a ouvirem uma determinada obra. Eles pensam: “se estão dizendo isso dessa peça, não vou nem me dar o trabalho de baixar”. Todos temos o direito a livre expressão, porém eu sempre digo: “Escutem e tirem suas próprias conclusões. O que é ruim para uns, pode ser maravilhoso para outros”. Por experiência própria, já cheguei a dizer, em comentário aqui no blog, que não iria baixar uma determinada peça porque o próprio autor da postagem dizia abertamente ser uma obra chata.

  4. Muito boas as postagens sobre Chopin. Tenho certeza que vocês estão preparando algo de Vivaldi também.Como eu não tenho professores de música, presto muita atenção nos comentários de vocês. E estou aprendendo muito! Principalmente com o PQP (que é em quem eu presto mais atenção, porque ultimamente estou ouvindo muito Pollini, Hantaï, Leonhardt…)Queria por favor saber se vocês podem me falar um pouco sobre Strauss, ou até mesmo se em algum futuro não tão distante vocês irão postar alguma obra dele, porque eu não conheço muito. Só tenho o ” Don Quixote ” por Karajan e Rostropovich. Agradeço desde já a atenção e as aulas! Sucesso!

  5. devo admitir que tem razão quem disse que alguns comentários desencorajam ouvintes neófitos a iniciar uma audição de determinado compositor até então desconhecido. talvez devêssemos ser mais didáticos? do ponto de vista de um amante da música, dizer que uma certa obra não é muito “digerível” não é o mesmo que dizer que não se gosta daquela música. em relação às valsas, por exemplo, eu nunca afirmaria que são peças detestáveis ou de má qualidade. brincamos com elas, falando de sonolência e enfado, não por desconhecê-las, mas por conhecê-las demais e tê-las ouvido demais. de modo que o ouvinte leitor que ainda não as conhece deve interpretar os comentários “desanimadores” como um desafio a quem não tem opinião nenhuma a ouvir, necessariamente ouvir e depois declarar se discorda ou concorda… a música é a expressão artística mais subjetiva que há em todos os aspectos possíveis. e essa subjetividade se manifesta nos vários e contraditórios gostos. portanto, caros leitores ouvintes ainda pouco familiarizados com o mundo da música, quando lerem de um crítico muito conceituado uma avaliação ruim de algum cd, compre-o. os críticos de arte nasceram para ajudar a vender, não para ajudar a conhecer. e tenho dito…

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