Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Trio No.7 In B Flat Major, Op.97 ‘Archduke’, Piano Trio No.9 In E Flat Major, WoO 38, Piano Trio No.11 In G Major, Piano Trio in G major (“Kakadu Variations”), Op. 121a

O terceiro cd da integral dos Trios para Piano de Beethoven traz sua obra-prima, o Trio “Arquiduque”, op. 97. Obra de fôlego, sobre ela Maynard Solomon faz a seguinte análise em sua biografia:

O último trio de Beethoven, e por concordância geral, sua obra-prima nessa forma, foi o Trio em si bemol, op. 97, chamado ‘ Arquiduque’ por causa de sua dedicatória. É uma obra extensa tanto nas dimensões (quatro movimentos totalizando 1200 compassos) quanto no som. Ao passo que em suas sinfonias heróicas Beethoven tinha gerado a arquitetura de suas composições a partir da libertação (e controle) de energia represada dentro de motivos de ritmos germinais condensados e explosivos, ele gerou a monumentalidade arquitetural do Trio “Arquiduque” a partir do desenvolvimento de melodias amplas, fluentes e moderadamente compassadas. Essa prática resulta numa sensação de calma, amplitude e nobreza medida da retórica que já encontramos na Sonata para Violoncelo, op. 68, no Concerto para Violino e nos Quarto e Quinto Concertos para Piano. Pinceladas audaciosas no Scherzo e bruscos momentos espirituosos no finale contrastam de modo eficaz com a qualidade vastamente lírica e sublime do Allegro moderato inicial. O “Arquiduque” representa a soma total dos impulsos de Beethoven para um novo tipo de classicismo que tinha caracterizado sua música de câmara com piano entre meados de 1808 e 1811.”

Este trio foi composto em um perído relativamente curto, entre 3 e 26 de março de 1811.

Como não poderia deixar de ser, a gravação está a cargo do Beaux Arts Trio.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Trio No.7 In B Flat Major, Op.97 ‘Archduke’, Piano Trio No.9 In E Flat Major, WoO 38, Piano Trio No.11 In G Major, Piano Trio in G major (“Kakadu Variations”), Op. 121a

01 – Piano Trio No.7 In B Flat Major, Op.97 ‘Archduke’ – 1. Allegro Moderato

02 – Piano Trio No.7 In B Flat Major, Op.97 ‘Archduke’ – 2. Scherzo (Allegro

03 – Piano Trio No.7 In B Flat Major, Op.97 ‘Archduke’ – 3. Andante Cantabile, Ma Però Con Moto –

04 – Piano Trio No.7 In B Flat Major, Op.97 ‘Archduke’ – 4. Allegro Moderato

05 – Piano Trio No.9 In E Flat Major, WoO 38 – 1. Allegro Moderato

06 – Piano Trio No.9 In E Flat Major, WoO 38 – 2. Scherzo (Allegro Ma Non Troppo)

07 – Piano Trio No.9 In E Flat Major, WoO 38 – 3. Rondo (Allegretto)

08 – Piano Trio in G major (“Kakadu Variations”), Op. 121a

Beaux Arts Trio

Menahem Pressler – Piano
Isidore Cohen – Violin
Bernard Greenhouse – Cello

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FDP Bach

7 comments / Add your comment below

  1. Caro FDP (é meio estranho chamar assim né?)
    eu queria saber se voce disponibilizou a Sonata do Schubert D.821 pra Arpegionne, mas na versão do John Williams? eu queria MUITO esse áudio, encontrei um Duo de violões tocando, e infelizmente so achei a partitura pra viola e piano.
    Obrigado

  2. Léo, eu já tive esta gravação, mas infelizmente não sei onde foi parar. Sugiro dares uma procurada no avaxhome, pois foi lá que a consegui.

  3. Caro Fdp e caríssimos amigos.
    Não há o que comentar sobre a obra que já foi demasiadmente analisada, nos mínimos detalhes por inúmeros estudiosos de alto nível.
    Cabem, porém, algumas palavras sobre a interpretação do Trio Beaux Arts. Na minha opinião, está se tornando cada vez mais raro encontrarmos intérpretes que tomem as licenças que apenas os verdadeiros músicos são capazes de tomar sem trairem os gênios que compuseram grandes obras como esta.
    Efetivamente,em nossos dias, encontrar intérpretes capazes de se exprimirem com a flexibilidade que, em geral, as Artes Sonoras requerem (para que não se tornem apenas uma sucessão de sons “robôtizados”)e que esses mesmos intérpretes saibam guardar-se de cair na vulgaridade, está se tornando difícil.
    Competir com as máquinas…
    É!
    É bom que se deixe para outras máquinas.
    Parabéns pelas escolhas e um grande abraço a todos.
    Edson

  4. Concordo plenamente contigo, Edson. Acompanho as gravações do Beaux Arts desde os anos 80, quando comprei os Trios de Brahms e os de Schubert, e como não poderia deixar de ser, sou fã deles desde então. E nós, brasileiros, devemos nos orgulhar pelo fato de termos um Antonio Menezes fazendo parte da história deste conjunto. Fica minha solicitação: alguém teria gravações recentes deste trio já com a presença do Antonio Menezes?
    Com relação às licenças que os grandes músicos tomam, só precisamos lembrar que o Beaux Arts Trio recém completou 50 anos de atividades. Ou seja, é muita experiência atrelada ao talento natural de cada múaico.

  5. Obrigado pelo post FDP.
    Ainda não conheço os trios de Beethoven..
    Esta classificação WoO é por acaso uma nova forma de catalogar as obras de Beethoven? Há uma classificação equivalente usando o “opus” para estas classificacoes em WoO?
    Obrigado,
    Daniel.

  6. Daniel, as obras catalogadas com woO não foram consideradas de grande importância pelo próprio Beethoven para receberem número de Opus. Acredito que o WoO tenha surgido logo depois que foram reunidos os trabalhos de Beethoven sem número de Opus. Mas fique tranquilo, é uma catalogação bem fácil de se compreender.

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