Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonatas Opp. 54, 57 “Appassionata”, 78 e 90 – CD BÔNUS!!!

Devo estar padecendo de uma enfermidade verdadeiramente grave pois NÃO VI que este CD da DG — que postei domingo passado e que vocês baixaram como se suas vidas dele dependesse — era duplo, ou seja, que continha um CD bônus com uma apresentação ao vivo, ocorrida em 4 de junho de 2002, no Musikverein em Viena… Sacanagem, né? Os caras da Deutsche Grammophon fizeram tudo para me enganar. O aviso 2 CD que tinha na capa era tão grande que não podia ser visto por pessoas de feições intelectuais, que gostam das letras pequenas! E o bônus é um CD pretinho, escondido lá atrás, pra gente não ver e não ouvir… Pura sacanagem. E é um bônus mesmo, são apenas duas sonatas, 33 minutos, tocadas daquele jeito frio e calculista que nos deixa perdidamente apaixonados.

Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.

Beethoven – Sonatas Opp. 54, 57 “Appassionata”, 78 e 90

1. Piano Sonata No.24 in F sharp, Op.78 “For Therese” – 1. Adagio cantabile – Allegro ma non troppo
2. Piano Sonata No.24 in F sharp, Op.78 “For Therese” – 2. Allegro vivace

3. Piano Sonata No.23 in F minor, Op.57 -“Appassionata” – 1. Allegro assai
4. Piano Sonata No.23 in F minor, Op.57 -“Appassionata” – 2. Andante con moto
5. Piano Sonata No.23 in F minor, Op.57 -“Appassionata” – 3. Allegro ma non troppo

Maurizio Pollini, piano

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PQP

12 comments / Add your comment below

  1. (risos e mais risos)

    Tirando uma obra de Brahms (op. 111) e a Missa em si menor com Leonhardt, utilizei o restante do tempo dedicado a audição musical do dia (especialmente no transito) à ouvir repetidamente o CD 1 de Pollini.

    PQP a apassionata está EXTRAORDINARIA. Além dela, a interpretação de Pollini me fez enxergar a op.90 de forma diferente e diferenciada.

    Bem… vamos ao CD 2, você está quase me convencendo a adquirir esse CD. Tenha pena da assalariada que sou!

    (risos) Baixando agora.

    Beijos

  2. Lais, eu falo mais para não dizerem que forço a barra em favor de Pollini, mas assino teu comentário abaixo e por todos os lados. Novamente, estamos de acordo.

    Bjs.

  3. Pollini é interessante, mas toca de maneira tão “festiva”…
    ninguém posta Alfredo Perl, que gosto mais do que todos os outros pianistas para tocar Beethoven… será que meu gosto não é bom ou só é difícil de encontrar as sonatas com ele??

  4. É!
    Um excelente pianista!
    Frio no fraseado e “aritmético na métrica” o que gera um ritmo pouco expressivo.
    Nas questões de métrica, a Música é bem parecida com a Poesia e “até mesmo” com as inflexões da voz na “Fala Comum” do dia a dia.
    Versos dodecassílabos, quando escritos, são separados, uns dos outros, de 12 em 12 sílabas.
    No entanto, se forem assim declamados, gerarão a mais pura falta de ritmo embora gerem um tipo de métrica da mais pura monotonia e mesmo de falta de sentido.
    Isto porque o “ritmo-estética” nada tem a ver com a divisão métrica salvo em casos raros como o de uma Marcha Militar tocada por uma banda de música militar para que o garboso desfile dos soldados demonstre a mais milimétrica justeza de suas ações.
    O Ritmo-Estético tem outros objetivos que não “apenas” os de uma “Marcha Militar”.
    Ele tem muito a ver com o “conteúdo expressivo” que está sendo comunicado pelos “elementos significativos” do “conjunto de signitifacantes”.
    Este “conteúdo expressivo”, como não pode deixar de ser, é tributário não apenas da semantica (tomada isoladamente) e sim do contexto amplo no qual os significantes interagem passando a significar outra coisa que não o puramente semântico.
    Como eu já citei aqui em outro comentário, nós podemos dizer a mesma frase, exatamente com as mesmas palavras, como, por exemplo: “Eu sou o Rei”!
    Esta mesma frase poderá ser pronunciada com “inflexões de voz” tão diferentes que poderá adquirir 10 ou 20 significados diferentes.
    Inclusives o significado de que, na verdade, “e não sou o rei”.
    O que nós chamamos de “inflexões de voz” (na fala poética, na fala comum ou mesmo no teatro) é o mesmo que, em música, chamamos de “fraseado” (e outros, mais corajosos, de “Ritmo Musical”).
    Realmente lamento, de todo o coração, a perda do músico Pollini que, em sua juventude, nos enchia de emoção.
    Não mais falarei sobre este assunto embora continue a ouvir e sobretudo a ver o Pollini, pois, em matéria de técnica ele tem muito a ensinar.
    Escrevi muito depressa.
    Nem sei se tem algum valor o que foi dito.
    Qualquer constestação é bemvinda embora me pareça que o texto acima explicite, realmente, o meu pensamento que, como qualquer pensamento, pode estar totalmente equivocado.
    Ótimo, pois, visões diferentes sobre um mesmo fato é uma riqueza que não deve ser perdida.
    Um grande abraço a todos.
    Edson

  5. Nossa… Eu acho as últimas gravações do Pollini bem mais sensíveis que as primeiras. Não viajem, gente: é só uma possibilidade de interpretação.

  6. snif snif…
    pensei q encontraria aqui outro LP que marcou minha juventude: um septeto opus 20 (o meu era da Deutsche Grammophon) que eu tinha a certeza de encontrar aqui…

  7. POLLINI
    esse homem é um monstro!!!
    o que o pollini grava, na minha opinião não tem pra ninguem(tirando os concertos 1 e 3 de beethoven com o michelangeli e o giulini)
    abraçoss

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