Johannes Brahms (1833-1897) -“Ein Deutsches Requiem”, OP. 45

Sim, eu sei que já postei este Requiem Alemão aqui, na excelente versão de Gardiner, porém aqui temos outro grande maestro, e outra magnífica versão.

Neste mesmo link tem um breve texto explicativo para esta obra monumental, que sempre me deixa arrepiado por sua força e beleza. Os corais são algo absurdamente maravilhosos, e assim como no caso do Monteverdi Choir, nesta gravação de Herreweghe temos outro excelente coro, o “Collegium Vocale”, e outros dois excelentes solistas, a soprano Christiane Oelze e o barítono Gerald Finley.

Meu mano PQP Bach tem elogiado muito o trabalho de Phillippe Herreweghe, e com razão. Através de sua leitura temos um Brahms renovado, que mostra detalhes da obra até então para mim, ao menos, desconhecidos. Sei que a referência desta obra sempre será a versão de Klemperer e a divina Elizabeth Schwarzkopff, mas de certa forma, apesar de ser excepcional, a considero um tanto quanto pesada, com o grande Klemperer se utilizando de uma massa orquestral um tanto quanto exagerada. Herreweghe, assim como Gardiner, soube dosar e dar o equilíbrio necessário entre o coral e a orquestra, dando uma “suavizada” nos momentos mais densos, como no segundo movimento, “Den Alles Fleisch, es ist wie gras”, meu momento favorito da obra, mas ao mesmo tempo, não deixando escapar por entre os dedos a sobriedade necessária para sua execução. Sugiro a leitura do booklet que estou disponibilizando abaixo. E também não canso de ler esta bela descrição do filósofo Ernst Bloch, retirada da biografia de Brahms escrita por Malcolm McDonald:

“à música do Requiem não falta contenção e o que lhe equivale em Brahms: uma preciosa profundidade que evita a apoteose (…) Esta música nos está dizendo que existe um broto – não mais porém não menos – que poderia florescer em alegria perpétua e que sobreviverá às trevas, que na realidade ele aprisiona dentro de si (…) Nas trevas desta música estão cintilando aqueles tesouros que estão livres da ferrugem e das traças. Referimo-nos àqueles tesouros permanentes em que a vontade e o objetivo, a esperança e sua satisfação, a virtude e a felicidade possam ser unidos, em um mundo sem decepção e de supremo bem – o réquiem circunda a região secreta do supremo bem”.

Mas vamos ao que interessa:

Johannes Brahms (1833-1897) -“Ein Deutsches Requiem”

1 – Chor: Selig sind, die da Lied tragen

2 – Chor: Denn alles Fleisch, es ist wie Grãs

3 – Solo (Bariton) und Chor: Herr, lehre doch mich

4 – Chor: Wie liebich sind Deine Wohnungen

5 – Solo (Sopran) und Chor: Ihr habt nun Traurigkeit

6 – Solo (Bariton) und Chor: Denn wir haben hie keine bleibende Statt

7 – Chor: Selig sind die Toten, die in dem Herrn sterben

Christiane Oelze – Soprano

Gerald Finley – Barítono

La Chappelle Royale – Collegium Vocale

Orchestre des Champs Elysées

Dir. – Phillippe Herreweghe

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11 comments / Add your comment below

  1. Tô adorando esse festival de músicas sacras!! Thank you, guys!! ;D

    Alguma chance de aparecerem por aqui também o “Messiah” de Handel e “Requiem” de Verdi?
    Justificativa: Beethoven estudava o “Messiah” na época da composição da “Missa Sollemnis”, e já que pretendem postar a missa, seria interessante uma postagem dessa obra de Handel também. E a postagem do “Requiem” de Verdi marcaria com chave de ouro a entrada desse importante compositor italiano aqui no blog.

    Abraços,
    Gorgonzola.

  2. me respondam:

    dessa vez o Requiem Alemão está com as faixas separadas em em faixa única d novo??

    aiaiai… não aguento mais esperar a Missa de Beethoven… cada dia sem ela é como um dia sem sol…
    quero luz… quero luz…

  3. Bernard Shaw detestava o Réquiem Brahmsiano ao qual acusava de ser uma peça Kitsch e diz que Brahms apesar de ter como parâmetro Beethoven lhe faltava o TITANISMO deste.
    PS=Eu adoro o Réquiem!

  4. Linda versao. Parabens e muito obrigado por ter me proporcionado este momento sublime. O quarto movimento e divino. Destaque total. E ainda da para perceber a estrutura em arco de toda a peca.

    Lembrem-se que dia 02 de outubro teremos o requiem alemao na sala sao paulo. Imperdivel.

  5. Não muito a dizer, senão que essa obra é linda e a versão esplêndida.
    Bââât, acontece que a faixa 3 está compactada de uma forma desconhecida para minha pessoa. Exibindo o conteúdo da pasta no Windows Explorer, o “Tipo” é mesmo “Som em Formato MP3”, que é como aparece em todos os arquivos .mp3. Porém, se eu a coloco pra tocar não acontece absolutamente nada, nem sequer fica o nome na lista do player. Depois, se eu clico com o botão direito, não aparece todas as opções que aparecem no arquivo “normal”, por exemplo não aparece a opção “Propriedades”.
    Ao que tentei abri-lo com o WinRar. Na janela deste programa, na coluna “tipo”, o arquivo da faixa 3 aparece não como “Som no formato MP3”, mas como “Pasta do Sistema”, e não descompacta nem abre.
    Que faço pra conseguir ouvi-la? Que faço meus deuses, que faço?

    1. Bem,isso já aconteceu comigo também,ai eu consegui abrir ele com o Media Player Classic..é um programa que tem uns codecs a mais que o Windows Media Player..
      Comigo deu certo ,tenta lá
      Abraços

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