Anton Webern (1883-1945): Obra Completa – Disco 4/6

Foi numa noite bem silenciosa que me apaixonei por este disco com canções para voz e piano de Webern, o quarto volume da série Complete Works. As três primeiras canções (1899-1903) que abrem o disco são surpreendentemente singelas, sem aquele romantismo extravagante e pessimista de Wagner. Para serem curtidas à noite em completa solidão. Logo em seguida temos 8 Early Lieder, escritas ainda por um jovem compositor, mas repletas de um lirismo apaixonante e não tão distantes do que ele iria fazer no futuro. Suas famosas características – economia, abusos de contraponto, pianíssimos quase inaudíveis, ousadias harmônicas – já estão presentes aqui. Já nas canções sobre os poemas de Stefan George, op.3 e op.4, podemos sentir a grande influência do mestre Schoenberg. Há ainda as canções do maduro e original Webern, as op.23 e op.25. Já totalmente dentro do mundo microscópico do compositor. Difíceis, mas instigantes.

Anton Webern (1883-1945): Obra Completa – Disco (4/6)

1 – 3.Three Poems (1899-1903)
4 – 11. 8 Early Lieder (1901-1904)
12 – 14. 3 Lieder
15 – 19. 5 Lieder on poems by Richard Dehmel (1906-1908)
20 – 24. 5 Lieder from “Der siebente Ring” by Stefan George op.3
25 – 29. 5 Lieder on poems by Stefan George op.4
30 – 33. 4 Lieder on poems by Stefan George (1908-1909)
34 – 37. 4 Lieder op.12
38 – 40. 3 Songs from “Viae inviae” by Hildegard Jone op.23
41 – 43. 3 Lieder on poems by Hildegard Jone op.25

Performed by Eric Schneider and Christiane Oelze.

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Anton Webern no Adult Entertainment Center for Composers do PQP Bach Resort de Viena

CDF Bach

6 comments / Add your comment below

  1. Como todas as tedências artísticas do século XX,a música, também, não podia deixar passar em branco sua resposta frente ao mundo esquizofrênico e de “desencantamento do mundo”.Webern soube criar um estilo que provocou a ruptura da tradicional música clássica com o mundo.Essa cisão ,hoje em dia, ainda permeia e a sua música trás significados que sentimos. Ela traduz com “pontos” desconexos a toda hora quebrando e não deixando que a harmonia se imponha.O que escutamos é somente um tremendo vazio com notas que pingam provocando o enigma de nada dizer para nós…o cotidiano se dilui, o cotidiano não faz mais sentido,tudo só serve para distrair a nossa banalidade e o nosso vazio…
    Eis o que é captado na música de Webern e de outros adeptos do contraponto: a banalidade do cotidiano… o vazio dos nossos dias… escutem Webern numa tarde entediada, pecorra os comodos de sua casa… vazio… só vazio…

Deixe uma resposta