Gustav Mahler (1860-1911) – Sinfonia nº 1 – Mariss Jansons, Royal Concertgebow Orchestra

MARISS JANSONS (1943-2019)

Uma pequena homenagem a esse grande maestro letão que foi Mariss Jansons, falecido neste último dia do mês de novembro de 2019, aos 76 anos de idade.

Músico sensível e também muito requisitado, regeu as principais orquestras do mundo. Estudou regência no Conservatório de Leningrado, tendo sido assistente de Evgeny Mravinsky, além de também ter sido aluno de Hans Swarowsky e de Herbert von Karajan. Também teve um longo relacionamento com a Orquestra do Concertgebow de Amsterdam. Atualmente, era diretor da Orquestra da Rádio Bávara. Em outras palavras, o homem só frequentava altos círculos.

Desde 1996 já lutava contra problemas do coração.

Faço uma pequena homenagem a este grande maestro trazendo um registro seu lá de 2006, com sua querida Orquestra do Concertgebow de Amsterdam, com quem gravou muito, e tocando uma de suas especialidades, Mahler, a saber, sua Sinfonia Titã.

Um grande registro ao vivo, com a melhor orquestra do mundo dos últimos 50 anos, fama que ele ajudou a construir.

1. Langsam, schleppend (Wie ein Naturlaut) – Im Anfang sehr gemächlich
2. Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell – Trio Recht gemächlich
3. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
4. Stürmisch bewegt

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Onde está Wally? (Digo Jansons)

 

A Família das Cordas: Zoltán Kodály (1882-1967) – Sonata para violoncelo solo – Duo para violino e violoncelo – János Starker

61mGSh+SZ5L._SL1107_Se alguém aí achava que a série “A Família das Cordas” traria mais uma interpretação das Suítes de Bach no violoncelo, haha, se enganou. O que trazemos é a demoníaca, espumante, lúbrica Sonata para violoncelo solo de Zoltán Kodály, que carrega tanto a distinção de conseguir dizer algo num nicho em que as Suítes de Bach reinam supremas há séculos, quanto a de parecer esgotar todas as capacidades técnicas do instrumento, bem como o próprio instrumento, partindo-lhe as cordas e incendiando a crina dos arcos.

O intérprete aqui é o colosso János Starker (1924-2013), conterrâneo do compositor, e longamente associado a essa sonata. Ele gravou-a diversas vezes e tocou-a diante do próprio Kodály em várias ocasiões (a primeira com meros quinze anos – sim, eu lhes disse que o homem era um colosso). Na última, em 1967, Kodály disse a Starker que, se ele corrigisse detalhes agógicos no terceiro movimento, sua performance seria “Bíblica”. Starker o fez e, em 1970, realizou a gravação considerada definitiva da obra – precisamente esta que eu ora alcanço a vocês.

Completam o álbum um duo para violino e violoncelo, também da lavra de Kodály, e as variações do violoncelista Hans Bottermund sobre o tema do Capricho no. 24 de Paganini, que Starker fez questão de adaptar para seu gosto e virtuosismo, complicando-as ainda mais. Comparando-as com apocalíptica Sonata op. 8, elas parecem um couvert e o cafezinho.

STARKER PLAYS KODÁLY

Hans BOTTERMUND (1892-1949)
arranjo de János Starker (1924-2013)

01 – Variações sobre um tema de Paganini, para violoncelo solo

Zoltán KODÁLY (1882-1967)

Sonata para violoncelo solo, Op. 8

02 – Allegro maestoso ma appassionato
03 – Adagio con gran espressione
04 – Allegro molto vivace

János Starker, violoncelo

Zoltán KODÁLY

Duo para violino e violoncelo, Op. 7

05 – Allegro serioso, non troppo
06 – Adagio
07 – Maestoso e largamente, ma non troppo lento

Josef Gingold, violino
János Starker, violoncelo

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Finale da Sonata de Kodály
Finale da Sonata de Kodály

 

Vassily Genrikhovich