F. J. Haydn (1732-1809): Quartetos de Cordas, Op.9

Vocês sabem, Haydn é uma espécie de Tchékhov da música erudita, alguém modesto, nada grandioso, mas cujas numerosas peças formam um mosaico dos mais belos já vistos.

Esta gravação do Op. 9 é maravilhosa, vale a pena ouvir sua bela sonoridade. É , fora de dúvida, uma campeã. Os instrumentos de época do The London Haydn Quartet dão aos quartetos inesperadas profundidade, sutileza e sensibilidade, fazendo com que a mais simples das idéias se tornem algo digno de admiração. Passagens ou ornamentos que soam desapercebidas em outros registros, tornam-se aqui mágicos. É difícil imaginar interpretações melhores destes trabalhos. O som é brilhante e a quase ausência de vibratos adiciona curioso sabor ao esplêndido timbre do quarteto.

É mais um tremendo disco parido pela sempre oportuna Hyperion.

F. J. Haydn (1732-1809): Quartetos de Cordas, Op.9

CD 1:
1. String Quartet in D minor, Op 9 No 4 – I. Moderato
2. String Quartet in D minor, Op 9 No 4 – II. Menuetto
3. String Quartet in D minor, Op 9 No 4 – III. Cantabile adagio
4. String Quartet in D minor, Op 9 No 4 – IV. Presto

5. String Quartet in C major, Op 9 No 1 – I. Moderato
6. String Quartet in C major, Op 9 No 1 – II. Menuetto – Trio
7. String Quartet in C major, Op 9 No 1 – III. Adagio
8. String Quartet in C major, Op 9 No 1 – IV. Presto

9. String Quartet in G major, Op 9 No 3 – I. Moderato
10. String Quartet in G major, Op 9 No 3 – II. Menuetto
11. String Quartet in G major, Op 9 No 3 – III. Largo
12. String Quartet in G major, Op 9 No 3 – IV. Presto

CD 2:
13. String Quartet in E flat major, Op 9 No 2 – I. Moderato
14. String Quartet in E flat major, Op 9 No 2 – II. Menuetto
15. String Quartet in E flat major, Op 9 No 2 – III. Adagio – Cantabile
16. String Quartet in E flat major, Op 9 No 2 – IV. Allegro di molto

17. String Quartet in B flat major, Op 9 No 5 – I. Poco adagio
18. String Quartet in B flat major, Op 9 No 5 – II. Menuetto – Allegretto
19. String Quartet in B flat major, Op 9 No 5 – III. Cantabile largo
20. String Quartet in B flat major, Op 9 No 5 – IV. Presto

21. String Quartet in A major, Op 9 No 6 – I. Presto
22. String Quartet in A major, Op 9 No 6 – II. Menuetto
23. String Quartet in A major, Op 9 No 6 – III. Adagio
24. String Quartet in A major, Op 9 No 6 – IV. Allegro

The London Haydn Quartet

Catherine Manson: violin
Margaret Faultless: violin
James Boyd: viola
Jonathan Cohen: cello

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (RapidShare)

PQP

12 comments / Add your comment below

  1. Respondendo por mim, felipe, lamento não poder ajudá-lo. Não tenho nenhuma ópera de Korsakov, apenas aberturas e suítes de outras peças dele.

  2. FDP, eu queria uma ajudinha sua… ou do PQP… Enfim, vamos ao que interessa… eu observei minha discoteca percebi que tenho MUITAS versões das suites para cello de J.S.Bach… Pesquisei aqui no blog e vi que não existem tantos posts com diferentes versões das suites de Bach. E se me permitem, todas as versões aqui postadas são um pouco insatisfatórias… Porque agradam em alguns aspectos, mas deixam muito a desejar em outros. Quer dizer, algumas delas são belas versões, mas muito longe de ser uma versão barroca. E como estudo cello, sou muito chatinho quando o assunto são as grandes suites de Bach. Queria saber como posso enviar pra vocês irem postando aos poucos, no ritmo de vocês, algumas boas versões das suites para cello. Um abraço.

  3. Raphael, tenho umas três ou quatro versões destas suítes, as que lembro de cabeça agora são a do Rostropovich, a do Janos Starker, a do Pierre Fournier, do Anner Bylsma, e outras duas cujos intérpretes não lembro, mas elas me satisfazem. Adoro estas obras, mas não sou tão fanático assim. Durante mais de 20 anos ouvi a versão do Rostropovich, e ela me foi satisfatória. Atualmente tenho ouvido com atenção o Pierre Fournier e o Bylsma, que me parece ser o mais próximo daquilo que podemos chamar de gravação “historicamente” fiel. Aqui no PQP somos democráticos. Postamos aquilo que gostamos e o que não gostamos, mas isso é pessoal. Imagino as horas e horas de estudo, de análise, de concentração, enfim, de um cara desses para no final contas nós chegarmos e dizermos que aquela visão dele é equivocada, que não está atendendo à visão do compositor, que não satisfaz nossos ouvidos.. tenho me policiado muito neste sentido.
    Enfim, se alguma destas versões que tens for diferente daquelas que ou eu ou outros membros do blog não temos, pode mandar. Sei que o PQPBach tem umas duas dúzias de gravações dessas obras, o acervo do Carlinus também não é fraco não… Podes mandar uma lista delas para nós?

  4. Claro FDP! Obrigado por responder! Eu entendo tudo que você falou… Por isso que falei que é “chatice” da minha parte, entendes? Das versões que pintaram por aqui, eu achei muito legal a do Bruno Cocset… Minha lista não é tão grande… Posto aqui ou mando para seu email?… (se for o caso, qual email?)…

  5. Lista aqui mesmo nos comentários, Raphael. Você ouviu aquela versão que eu postei na versão para violão? Fiquei de cara com a proposta do cara. Um trabalho de fôlego. Agora mesmo estou ouvindo uma versão do Larry Coryell das Quatro Estações de Vivaldi para dois violões. É impressionante. Estou seriamente pensando em postá-la, assim que meu computador voltar do conserto. Não sei se conheces o Coryell, é um guitarrista de jazz, mas que incursiona de vez em quando na tal da dita cuja música clássica. Eu o vi tocar certa vez em Floripa, e fiquei impressionado. Fez uma “desconstrução” do Bolero de Ravel, subvertendo-o totalmente, com um final quase apoteótico. Algum tempo depois comprei um cd dele tocando Stravinsky, em arranjos da “Petrouschka” e do “Passáro de Fogo” também impressionantes para violão acústico.

  6. Ouvi sim! É muito boa! Caramba, pode postar! Eu acho muito legal ouvir algumas adaptações, e o que certos músicos conseguem fazer as vezes é de espantar! Bem, aqui vai a lista (é meio pequena…)

    Pablo Casals (bem distante do que considero ideal, mas é um importante registro histórico que merece ser ouvido), Pierre Fournier (ainda não muito diferente do Casals, mas o Pierre sempre será o Pierre), Janos Starker (apesar de também ser bem distante do que considero uma versão barroca, tenho um carinho muito grande pela interpretação do Janos), Yo – Yo Ma (com uma versão barroco romântica, muito bela, porém ainda bem romântica para meu gosto), Jean Guihen – Queyras (bela versão, com esboços barrocos), Pieter Wispelwey (uma abordagem barroca, mas um tanto distorcida ao meu ver), Anner Bylsma (para mim, a gravação referência, barroca e muito coerente), e, para você ver que não sou tão chato assim, a gravação que considero a mais legal atualmente, que rivaliza com a de Bylsma, é de um romântico: Steven Isserlis. Mesmo com um dedinho romântico na interpretação dele, cara, é muito boa. Ele consegue dar uma coerência muito grande as suítes, provando que sabe o que está fazendo. Senão me engano, o cd dele saiu pela Hyperion… Ganhou muitos prêmios…

    Sei que vocês aí do blog devem ter todas ou quase todas as versões… Senão tiverem alguma, fico feliz em ajudar.
    Abraço FDP, abraço a todos!

  7. Casals, Fournier e Starker sempre serão as gravações referências, apesar de suas leituras meio que “fora de época” para os gostos de hoje em dia (Fournier foi o meu primeiro contato com os concertos de Schuman e de Dvorák). Yo-Yo Ma fez um belo trabalho, ainda mais quando se juntou com aquele grupo de balé, ou dança moderna, e gravou aquele belíssimo dvd, com coreografias baseadas exatamente nestas suítes. O Queyras é o grande nome do momento, muito badalado, ouvi e creio que postei o Concerto de Dvorák com ele, e gostei muito. Não conheço essa gravação das suítes de Bach. Desconheço Wispelwey, e Bylsma é sensacional, um grande, mas grande mesmo, intérprete do barroco, cria da escolinha do professor Leonhardt e do senhor Harnoncourt, gente grande que sabe o que faz. Adoro sua gravação dos concertos de CPE Bach, que também postei aqui. Quanto ao Isserlis, o conheci há pouco tempo, ainda não tenho uma opinião formada sobre ele. Outro violoncelista fera no barroco é o Jaap ter linden, que toca no Musica Antiqua Koln, cuja coleção de Bach tenho postado aqui. Mas não conheço sua gravação das suítes.

  8. Essa gravação é efetivamente fenomenal; a dos Quartetos op.17 também. Parece que o grupo gravou tb os op.20, deve sr um portento…

  9. Amo este sitio. He ido ahí en muchas ocasiones y
    siempre que lo conozco me entusiasma una cosa nueva.
    Nunca olvido fotografiarlo todo. Es sin ludar a dudas, mi lugar favorito
    de la Tierra.

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