Camille Saint-Säens (1835-1921): Sinfonia Nº 3, do Órgão / Concerto Nº 4 para piano e Orquestra / Introdução e Rondó Caprichoso para violino e orquestra

É um CD que conta com a presença de Leonard Bernstein à frente da Filarmônica de Nova Iorque; é um CD que tem Casadeus e Francescatti; ou seja, não é qualquer coisa. Mas é inferior, penso, a outra gravação que recém postamos e que tem em comum a Sinfonia do Órgão, de Saint-Säens. Não obstante, as pessoas costumam babar por este registro. Vai ver que o problema sou eu. A Sinfonia do Órgão é fantástica e… Vocês sabem de que filme ela foi trilha sonora? Isso, acertaram! Ela aparece no final de Babe, O Porquinho Atrapalhado, excelente filme infantil do tempo que meus filhos eram pequenos e eu os levava ao cinema!!!

Camille Saint-Säens (1835-1921): Sinfonia Nº 3, do Órgão / Concerto Nº 4 para piano e Orquestra / Introdução e Rondó Caprichoso para violino e orquestra

Sinfonia No. 3 “do Órgão” em Dó menor, Op. 78
01. I. Adagio
02. II. Allegro moderato
03. III. Poco Adagio
04. IV. Allegro moderato
05. V. Presto
06. VI. Maestoso
07. VII. Allegro

Concerto Nº 4 para piano e orquestra em Dó menor, Op. 44
08. I. Allegro moderato – Andante
09. II. Allegro vivace – Andante – Allegro

Introdução e Rondó Caprichoso para violino e orquestra em Lá menor, Op. 28
10. Introdução e Rondó Caprichoso para violino e orquestra em Lá menor, Op. 28

Robert Casadeus, piano
Zino Francescatti, violino
New York Philharmonic
Leonard Bernstein, regente

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PQP

8 comments / Add your comment below

  1. Opa, o pianista se chama “Casadesus”. E quem é o organista?

    Três curiosidades:

    1. A sinfonia aparece no “Babe” meio que por via indireta: na verdade, o tema de Saint-Saëns foi usado na canção britânica “If I had words” (anos 70) e, como essa canção pop é mencionada na história, a sinfonia acabou entrando no filme.

    2. A Terceira de Saint-Saëns é a grande reabilitadora da sinfonia francesa, morta desde Berlioz (Gounod não vale!). Sua estréia, em 1886, inaugurou a série continuada por d’Indy (1888), Franck (1889), Chausson (1891), Dukas (1897)… Todas essas obras têm em comum o recurso da forma cíclica. O motivo recorrente da Terceira de Saint-Saëns é oculto: o “Dies irae” medieval, modelo de todos os temas da obra, inclusive o que virou “If I had words”. Escutem e saquem 🙂

    3. As capas dessa série Bernstein da Sony foram pintadas por Charles. Sim, o príncipe de Gales.

  2. Uai, e eu que desconhecia os dotes pictóricos de Sua Alteza Real… Até hoje nunca me animei a ouvir com atenção Saint-Saëns por conta de todos os clichês associados a obra dele: ecletismo, frieza, precursor do kitsch clássico-musical em algumas de suas criações, etc. Acho que vale a pena um esforcinho.

  3. Saint-Saëns, Gounod, Dukas, o próprio Berlioz, espero não ser injusto, mas quase não precisavam existir, para mim. Aliás, a música francesa deixa muito a desejar, apesar de Bizet e Victoria, Ravel e Debussy.

    De Saint-Saëns, é muito bom o Concerto para piano nº 3.

    E façamos justiça a Karajan, que também tem um registro muito bom da Sinfonia em questão.

  4. Victoria é espanhol, Hipólito. E Dukas é genial. Escute “La Péri”. Aquilo é incrível do início ao fim. E mesmo “O aprendiz de feiticeiro”, popularizado por Disney e tudo, é obra-prima.

  5. Não se sabe bem qual a extenção da perda, mas entre as coisas que Dukas destruiu parece que estava uma segunda sinfonia e outros poemas sinfônicos. Alguém já disse que o problema da música francesa é a excessiva autocrítica, que tornou Ravel um perfecccionista obsessivo e levou Dukas a essa atitude terrível. Poucos outros compositores importantes ostentam um catálogo tão dramaticamente reduzido. Poderia ser um Debussy melhorado, sem as viscosidades, indefinições, brumas que me desagradam tanto no chamado “impressionismo musical” e que não existe em Ravel, nem nas mínimas jóias de Dukas, La Péri e O Aprendiz.

  6. A impressão que eu tenho é que os músicos franceses exigiam de si uma moderação do instinto, alguma coisa que tinha de fazer a música parecer-se com pintura ou escultura. É como se eles não pudessem dizer: “Vá para o diabo que te carregue!”. Mas tenho de reconhecer que “O Aprendiz” é notável, mesmo. E o vídeo da Disney é excelente, a junção de duas genialidades.

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