DESAFIO PQP! –> Brahms (1833-1897): Concertos para Piano

Brahms

Concertos para Piano

Philippe Bianconi, piano

Orchestre Philharmonique de Monte-Carlo

Michal Nesterowicz

Desafio Resolvido!

Eu já ouvia música há algum tempo e naqueles dias a mídia era LP e o streming  de música clássica emanava da Rádio MEC. Uma amigo, colega da Matemática, entrou certo dia em meu escritório e ouviu meu radinho de pilhas ligado – estão tocando o Concerto No. 2 de Chopin – disse ele. E como você sabe? Para minha surpresa, ele respondeu que conhecia por já tê-lo estudado e até tocado. Não é que meu amigo, antes de se enveredar pela Matemática havia estudado música e piano com o Arnaldo Estrella!

Passamos a entabular mais conversas além da Matemática e naqueles dias meu assunto musical era os Concertos para Piano de Brahms. Estava especialmente impressionado com o impetuoso Concerto No. 1, mas meu amigo insistia nas profundezas do Segundo Concerto. Acabei lhe emprestando dois de meus preciosos LPs com este último concerto que foram, pasmem, retornados em perfeitas condições, amigo assim há que se preservar. Um destes LPs era a gravação do apolíneo Pollini, acompanhado pela Wiener Philharmoniker regida pelo Claudio Abbado. O outro era um LP de banca de jornais, gravação do Gyorgy Sandor ao piano, acompanhado pela Orquestra da Rádio de Baden-Baden, regida pelo Rolf Reinhardt. Os comentários de meu amigo me deram material para pensar. Ele, é claro, reconhecia a excelência da gravação do Pollini – permite ouvir cada nota como que saída da partitura, com precisão espetacular, mas a outra gravação é mais ao meu gosto, tem mais calor humano. E eu despertei para o fato que a apreciação musical é algo mais complicado do que simplesmente veem os olhos. Há mais dimensões a se considerar.

Casa de Brahms em Baden-Baden

Assim, com esta motivação toda, vamos ao Terceiro Desafio PQP Bach, que tem a intensão de instigar a curiosidade de nossos seguidores ouvintes a também buscar algo mais na apreciação musical, além (é claro) do prazer que ela nos dá.

A escolha do repertório tem sido de propósito feita na parte mais tradicional do repertório para facilitar o trabalho dos adivinhadores.

Johannes Brahms (1833 – 1897)

Concerto para Piano No. 1 em ré menor, Op. 15

  1. Maestoso
  2. Adagio
  3. Allegro non troppo

Concerto para piano No. 2 em si bemol maior, Op. 83

  1. Allegro non troppo
  2. Allegro appassionato
  3. Andante
  4. Allegretto grazioso

Philippe Bianconi, piano

Orchestre Philharmonique de Monte-Carlo

Michal Nesterowicz

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FLAC | 335 MB

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MP3 | 320 KBPS | 213 MB

Brahms visitando a turma do PQP Schütz, um precursor do pessoal do PQP Bach…

Que a apreciação desta gravação dos majestosos e lindos concertos de Brahms possam dar aos atentos ouvintes a oportunidade de descobrir algo novo neles e além disso, muito prazer!

Aproveite!

René Denon

PS: Assim como fiz nas postagens deste tipo até agora, em momento oportuno será revelada a identidade dos intérpretes para que recebam os créditos pelos méritos ou os eventuais repolhos e tomates…

14 comments / Add your comment below

    1. Olá, Eduardo!
      Obrigado por participar do desafio. Espero que tenha gostado das gravações que escolhi.
      Quanto as suas respostas, apesar do excelente Jandó, não estão corretas. Se não me engano, Silke-Thora Matthies e Christian Köhn formam um duo para piano e gravaram a obra de Brahms para piano a quatro mãos.
      Continue tentando!
      Forte abraço do
      René

  1. Não identifiquei os músicos, mas a gravação foi lançada por uma empresa de língua francesa. (A descrição das faixas está em francês). Meu palpite é que o pianista e/ou a orquestra sejam franceses.

  2. Por outro lado, os tempos dos dois concertos (46′ 21″ e 46′ 41″) são ainda mais rápidos que os das interpretações de Nelson Freire e Ricardo Chailly. Com certeza não são as interpretações de Nelson Freire, Emil Gilels, Fleischer ou Serkin.

    1. Olá, RN!
      Muito perspicaz, meu caro! Pensei haver escondido todas as pistas, mas deixei estes nomes das faixas… No próximo desafio serei ainda mais cuidadoso…
      Espero que tenha gostado desta abordagem menos teutônica dos lindos concertos de Brahms.
      Não exite em continuar tentando!
      Fico feliz em saber que o desafio despertou seu interesse!
      Abraços do
      René

    1. Olá, Raif!
      Gostei da lembrança da Grimaud!!
      A gravação do Concerto No. 1 com ela que eu tenho é no selo Erato, onde a orquestra é a Staatskapelle Berlim regida pelo Kurt Sanderling.
      Apesar de não ter acertado, suas tentativas foram muito interessantes, especialmente a Grimaud!!
      Espero que tenha gostado das gravações e a sua participação foi muito bem-vinda.
      Fique bem!
      Abraços do
      René

  3. Estimado René,
    Antes mesmo de me dar conta dos títulos em francês, percebi um sotaque gálico logo na introdução do primeiro concerto. Ele ficou ainda mais óbvio com a entrada do solista e tornou a interpretação do segundo concerto diferente de todas que já ouvi. Fui procurar gravações francesas recentes (pois a excelente qualidade do som não me fez pensar que fosse antiga) e concluí que os intérpretes misteriosos são Philippe Bianconi ao piano e a Orchestre Philarmonique de Monte-Carlo sob a regência de Michal Nesterowicz. A gravação é recente, os intérpretes não estão entre os mais lembrados, mas o resultado é realmente magnífico. Mais uma gravação, enfim, em consonância com sua missão de trazer interpretações ótimas que a preponderância dos figurões da música acabam muitas vezes por ofuscar.
    Agradeço por mais essa pérola, enquanto espero ter acertado. Um abraço!

    1. Olá, Agostinho!!
      Pois é, parece que você leu o post…
      As melhores gravações costumam ser aquelas que ouvimos algum dia, mas não as temos mais.
      A lembrança apaga os defeitos e realça as virtudes, não é?
      Gostei da brincadeira!
      A gravação da postagem é mais recente.
      Abração e obrigado por participar!
      René

  4. A Helene Grimaud seria uma boa tentativa, mas ela gravou ambos os concertos com o Andris Nelsons e cada um dos concertos dura em torno de 50 minutos, bem mais que este pianista. (Que provavelmente é francês, uma dica importante!)

  5. Fiz algumas pesquisas na FNAC e só encontrei uma gravação recente dos concertos para piano de Brahms por um pianista de língua francesa. Creio que o pianista desta gravação é Philippe Bianconi e a orquestra é a Filarmônica de Monte Carlo, regida por Michal Nesterowicz. Os tempos de cada movimento apresentados no site da Amazon são compatíveis com os que cronometrei. Minha opinião é que o pianista se sai bem, mas o acompanhamento orquestral deixa um pouco a desejar. Ainda prefiro a interpretação de Nelson Freire/Ricardo Chailly ou mesmo Emil Gilels/Eugen Jochum.

    1. Boa, RN!

      Em tempo record! Temos um vencedor!

      Realmente, a gravação é esta que você descobriu.
      Só gostaria de acrescentar à seus comentários duas coisas…
      A gravação foi feita no âmbito de um Festival e a acho, como um todo, um maravilhoso retrato da ocasião.
      A outra coisa é que nós temos a tendência a escolher sempre um ‘melhor’ disso, ‘melhor’ daquilo.
      Mas, se nós não nos aventurarmos um pouco, não sairmos de nosso círculo de preferidas gravações,
      poderemos deixar de se deleitar com muita coisa que outros artistas podem nos revelar…

      De qualquer forma, ao vencedor, às glórias!

      Abração!
      René

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