Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nros. 7 e 8, com Bernard Haitink

Finalizando a divulgação da integral das sinfonias de Mahler por Bernard Haitink e o Concertgebouw de Amsterdam, aqui temos as de Nº 7 e 8. Vou contar uma coisa para vocês: mesmo sendo um mahleriano de quatro costados, não gosto muito da oitava. Não faço críticas ao gigantismo, faço à música mesmo. À exceção do coral inicial e de suas múltiplas e belas variações, a sinfonia não me comove. Sempre fico meio frio quando alguém começa a tecer elogios histéricos à Sinfonia dos Mil. Mas tudo bem, vai ver que sou eu o equivocado e trata-se de música de primeira linha dentro do riquíssimo universo de Mahler. Já a sétima é uma obra-prima.

A audição desta integral reforçou uma ideia que já tinha. Haitink é um dos campeões nestas obras. Deixemos o restante do pódio para Bernstein e Tilson Thomas, tá? Ah, discordem à vontade. É apenas minha opinião.

Symphony No. 7 in E minor

1. I. Langsam. Adagio-Allegro 20:46
2. II. Allegro moderato 14:36
3. III. Scherzo 9:45
4. IV. Andante amoroso 12:45
5. V. Rondo-Finale. Allegro ordinario 17:45

Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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Symphony No. 8 in E flat “Symphony of a Thousand”

Part 1: Hymnus “Veni, Creator Spiritus”

1. I. Veni, creator spiritus 1:24
2. II. Imple superna gratia 3:01
3. III. Imple superna gratia 3:37
4. IV. Infirma nostri corporis 2:53
5. V. Accende lumen sensibus 5:41
6. VI. Qui Paraclitus diceris 2:29
7. VII. Gloria sit Patri Domino 3:25

Part 2: Final scene from “Faust”

8. VIII. Poco adagio 5:08
9. IX. Più mosso. Allegro moderato 3:00
10. X. Waldung, sie schwankt heran 3:23
11. XI. Ewiger Wonnebrand 1:24
12. XII. Wie Felsenabgrund mir zu Füßen 4:35
13. XIII. Gerettet ist das edle Glied 1:04
14. XIV. Jene Rosen, aus den Händen 2:14
15. XV. Uns bleibt ein Erdenrest 1:52
16. XVI. Ich spür’ soeben 5:44
17. XVII. Dir, der Unberührbaren 3:34
18. XVIII. Bei der Liebe, die den Füßen 6:00
19. XIX. Er überwachst uns schon 4:25
20. XX. Blicket auf zum Retterblick 5:45
21. XXI. Alles Vergängliche 5:07
Ileana Cotrubas (soprano) – Magna Peccatrix, Heather Harper (soprano) – Una Poenitentium,
Hanneke van Bark (soprano) – Mater Gloriosa;
Birgit Finnila (contralto) – Mulier Samaritana, Marianne Dielman (contralto) – Maria Aegyptiaca
William Cochran (tenor) – Doctor Marianus, Hermann Prey (baritone) – Pater Ecstaticus, Hans Sotin (bass) – Pater Profundus
Toonkunstkoor, Amsterdam; De Stem des Volks, Amsterdam; Collegium Musicum Amsterdam
Children’s Choirs of the Churches of St Wilibrord and St Pius X, Amsterdam; General Chorus master: Frans Moonen

Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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Dentre os vivos, Haitink é o regente preferido de PQP Bach
Dentre os vivos, Haitink é o regente preferido de PQP Bach

PQP

15 comments / Add your comment below

  1. Tenho opinião semelhante. Não gosto da 8ª, só do inicio e do final. Das sinfonias com coral, sou mil vezes a 2ª. Acho uma obra muito exagerada por Mahler, virou muita gritaria, muita energia, sempre “muita”.. ai acaba meio que ficando aquela gritaria, e parece não sair daquilo.

    Sempre gostei e admirei muito Haitink, os demais regentes acho-os muito voláteis, Haitink é sempre increvelmente ótimo.

  2. Eu também não gosto muito da oitava, mas reconheço a sua genialidade, ressaltando o poder de construção musical que Mahler lhe engajou, e harmonicamente perfeita (já nesse quesito a sétima é a melhor das 10, mesmo sentindo que Mahler, pela primeira vez em uma sinfonia sua, tem uma “inspiração forçada”) e possivelmente ser sua obra-prima, mesmo eu preferindo todas as demais, à essa. Mas pô…precisava mesmo de 1000 (mil) músicos?

    Uso um raciocínio análogo a considerar Gyorgi Ligeti e Iannis Xenakis insuportáveis, suas músicas não são de gravar no iphone pra ir escutando no ônibus enquanto viajo… porém admito que são gênios, e suas composições são revolucionárias, intelectuais, divisoras de águas e blábláblá…

  3. Para mim a Sinfonia nº 8 é uma Bíblia Sinfônica.
    O que você procurar dentro dela vai achar.
    Grato. Um forte abraço do Dirceu.

  4. pqpbach – estou baixando as sinfonias de Mahler mas na hora da descompactação vem tudo errado…uma sinfonia com 3 movimentos, outra faltando movimentos…será que estou fazendo algo errado? pelo menos até aqui estava tudo Ok…aproveito para fazer coro com todos os que agradecem pela oportunidade de ouro de poder participar da aquisição de acervo tão formidavel!

    manuel

    1. Caro Manuel
      Como algumas Sinfonias de Mahler são longas ,alguns Movimentos iniciam ou terminam no Disco seguinte, e
      também a gravadora condensa o espaço do Box.
      Espero ter ajudado. Um abraço do Dirceu.

  5. Prezado PQP,

    Concordo “in totum” com sua opinião. As leituras das sinfonias de Mahler, por Bernard Haitink, também em meu entender, são as melhores de todas, nessas gravações com a Royal Concertgebauw. Tenho a Nº2 e Nº3, ainda em vinil, pois tal integral foi lançada, por aqui, pela Phillips, na década de 70.
    Haitink voltou a gravar as sinfonias, com a Filarmônica de Berlim, em 1993, mas, ao menos na Nº2 (minha predileta), tal releitura não chega aos pés daquela da década de 70.
    Quanto à Nº8, acho uma bonita sinfonia, com especial destaque para o último movimento, no qual, em meu entender, Mahler retoma o mesmo “espírito” do último movimento da Nº3.
    Por fim, devo-te os meus mais sinceros agradecimentos pela postagen dessa maravilhosa integral de Mahler.

    Abraços,

    Nilton Maia

  6. Oi, Manuel!

    Você está confundindo arquivos com sinfonias. Na verdade, cada arquivo (cada download, digamos) desta postagem, corresponde a um disco. No entanto, as sinfonias podem estar distribuídas em mais do que um arquivo. Para facilitar, veja quais arquivos correspondem a uma só sinfonia:

    Na última postagem (de três), o primeiro download corresponde à Sinfonia No. 7 e o segundo à Sinfonia No. 8, cada uma completa em um CD… está foi fácil.
    Na postagem anterior (a segunda que foi feita), o CD5 (ou primeiro download da série) corresponde à Sinfonia No. 5. Este também está completo. Já os próximos três CDs 6, 7 e 8, contêm misturadas as Sinfonia Nos. 10, 6 e 9. Aí é preciso rearrumar. Coloque a primeira faixa do CD 6 em separada em uma pasta (por exemplo) pois é o único movimento deixado completo por Mahler da Sinfonia No. 10 e nesta gravação é a Sinfonia No. 10. Restaram três faixas no CD 6, que são os três primeiros movimentos da Sinfonia No. 6. Coloque nesta pasta a primeira faixa do CD 7 (que é o quarto movimento da Sinfonia No. 6) e terá a Sexta Sinfonia completa. Sobraram duas pastas correspondentes aos CDs 7 e 8, cada um com duas faixas. Estes quatro movimentos devem ser reunidos em uma só pasta para ter a Nona Sinfonia Completa. Quando colocar as faixas provenientes de diferentes pastas em uma só, tenha o cuidado de eventualmente renumerá-las, para que toquem na ordem correta, primeiro movimento, depois o segundo e assim por diante. Na dúvida, dá para rever os nomes dos andamentos e acertar tudo… Allegro, Andante, etc.
    Agora, a primeira postagem, quatro CDs e quatro sinfonias. Mais uma vez, a bagunça é grande, pois duas sinfonias são mais curtas (1a. e 4a.) e duas bem mais longas (2a. e 3a.). No primeiro CD, as quatro primeiras faixas correspondem à primeira Sinfonia. Passe a última faixa desta pasta para a pasta de segundo CD e renumere para que ela seja a primeira faixa. Aí você terá a segunda sinfonia completa. O CD3 (terceira pasta da postagem são os primeiros movimentos das terceira sinfonia, mas a última (quarta) Pasta contem como a primeira faixa o último movimento da terceira sinfonia. Coloque esta primeira faixa da quarta pasta na terceira e renumere para que ela seja a última. Assim a Terceira estará completa e o que sobrou na quarta pasta CD4 é a quarta sinfonia.
    Parece muito complicado, mas você pegará fácil a coisa.
    Boa sorte!
    Abraços
    Mário

  7. Oi Dirceu, grato pela explicação. É um pouco chato de arrumar, mas quando se pensa nos beneficios da musica erudita a gente esquece a chatice,
    abraços.
    manuel

  8. Oi meu caro Mario – muitissimo grato pela ajuda. As vezes acho que estou no labirinto do minotauro irremediavelmente perdido naqueles meandros e aí chega o prezado amigo qual um fio de Ariadne e sou libertado. Sua descrição minuciosa me ajudou a rearrumar os arquivos e devagar tudo vai se encaixando. Eu já tinha as 10 sinfonias de Mahler mas 5 delas estão em arquivos mp3 fechados e aí não dá para saber quais os movimentos, o regente etc. Existem programinhas que expandem o arquivo e permitem o acesso aos dados. Vou dar uma olhada.
    Agora estou escutando Zoltán Kodály. Gosto muito da musica dele. Espero que tenha uma boa e tranquila noite.
    Abraços

    manuel
    Um abração, Mario

  9. Grato por esta esplêndida gravação integral. Há alguns anos li, e mais de uma vez, a deliciosa autobiografia de Alma Mahler. Onde ela conta que ele a obrigava a varar as noites copiando as partes sinfônicas e não só isso, fazendo as necessárias transposições das partes que ele esboçava em um tom só. A obrigava a isso, mesmo estando grávida. Nada gentil, o gênio, que ela definia como um ser por vezes quase incorpóreo, a levitar em sua música. Grande figura Alma Mahler, muito sofrida, claro, mas também viveu épocas eletrizantes e abraçou as artes com braços e pernas – diríamos, literalmente. rs Recomendo muito sua autobiografia.

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