Kaija Saariaho (1952-): 2 CDs — Private Gardens & Graal Théâtre – Château de l’âme – Amers

Composer Kaija Saariaho at home in Paris on 27 January 2004A água do Báltico é tão boa para os compositores de música erudita que até as mulheres – infelizmente muito raras nesta função — são beneficiárias. Kaija Saariaho não está apenas entre os mais importantes compositores finlandeses do seu tempo, mas deve ser classificada como um dos principais compositores do final do século XX e início do XXI no mundo. Nascida Kaija Anneli Laakkonen, ela começou a estudar artes plásticas na Universidade de Arte e Design. Casou-se com Markku Veikko Ilmari Saariaho em 1972, mas o casamento durou pouco, terminando no ano seguinte. A compositora, no entanto, manteve seu nome de casada. Em 1976, ela começou seus estudos de composição na Academia Sibelius, com Paavo Heininen. Ela obteve licenciatura em composição da academia em 1980. Depois disso, ela matriculou-se na Musikhochschule em Freiburg, Alemanha, para estudar com o compositor britânico Brian Ferneyhough e, na Alemanha, com Klaus Huber. Foi diplomada em 1983. Por esta altura, já começava a ser conhecida. Sus peças mais importantes no período são as Verblendungen para Orquestra e Gravador (1982-1984) e a peça minimalista Vers le blanc (1982). Esta peça foi composta com a utilização de um computador e um software desenvolvido no IRCAM (L’Institut de Recherche et de Coordination, de Paris), onde ela tinha começado estudos em 1982 a respeito de técnicas de computação e como estas se relacionam com a composição musical. Saariaho mudou-se para Paris no mesmo ano. Em 1984, casou-se com Jean-Baptiste Barrière, também compositor. Teve dois dois filhos, Alexandre, nascido em 1989, e Aliisa, em 1995. Em meados da década de 1980, as obras de Saariaho ganharam muita atenção e ela recebeu muitos prêmios, como o Kranichsteiner em 1986, o Prix Italia em 1988, e no ano seguinte, o Ars Electronica por seus trabalhos Stilleben (1987-1988) e Io (1986-1987). Ela também recebeu muitas encomendas, incluindo uma do Lincoln Center, que resultou na câmara de trabalho Nymphea (1987), estreada pelo Kronos Quartet. No início dos anos 1990, sua música estava começando a aparecer com maior frequência e começou a ser gravada com regularidade. Saariaho alcançou uma popularidade surpreendente para o tipo de música dissonante que fazia. Outras encomendas chegaram, incluindo uma do Ballet Nacional da Finlândia, para o qual ela produziu The Earth (1991). Muitas de suas composições foram escritas especificamente para grandes artistas ou grupos, como com o trabalho que ela produziu para violinista Gidon Kremer, intitulado Graal Théâtre (1994), e o ciclo de canções Château de l’âme (1996), para Dawn Upshaw. Uma viagem em 1993, para o Japão, levou Saariaho a compor uma obra para percussão e eletrônica, Seis jardins japoneses (1993-1995). A compositora passou um ano ensinando na Sibelius Academy (1997-1998). Em 1999, Kurt Masur e a Filarmônica de Nova York estrearam Oltra mar, e o Festival de Salzburgo, sua primeira ópera, L’amour de lombo, em agosto de 2000, que contou com Upshaw e o maestro Kent Nagano. Saariaho também continua a receber prêmios, incluindo o alemão Kaske e o sueco Rolf Schock Prize, ambos em 2001. Muitas de suas obras foram disponibilizados em uma variedade de selos, incluindo a DG, a BIS, o Finlândia e o Ondina.


1996 – Saariaho – Private Gardens (Upshaw, Karttunen, Hoitenga, Jodelet)

Lonh – Dawn Upshaw (Soprano)
1. Lonh Dawn Upshaw 15:58

Pres – Anssi Karttunen (Cello)
2. Pres: I. – Anssi Karttunen 7:29
3. Pres: II. – Anssi Karttunen 3:13
4. Pres: III. – Anssi Karttunen 8:47

NoaNoa -Camilla Hoitenga (Flute)
5. NoaNoa Camilla Hoitenga 8:52

Six Japanese Gardens – Florent Jodelet (Percussion)
6. 6 Japanese Gardens: No. 1. Tenju-an Garden of Nanzen-ji Temple 3:50
7. 6 Japanese Gardens: No. 2. Many Pleasures (Garden of the Kinkaku-ji) 1:28
8. 6 Japanese Gardens: No. 3. Dry Mountain Stream 3:20
9. 6 Japanese Gardens: No. 4. Rock Garden of Ryoan-ji 3:52
10. 6 Japanese Gardens: No. 5. Moss Garden of the Saiho-ji 2:52
11. 6 Japanese Gardens: No. 6. Stone Bridges 3:28

Florent Jodelet / Camilla Hoitenga / Dawn Upshaw / Anssi Karttunen

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KAIJA SAARIAHO Graal Théâtre – Château de l’âme – Amers

Graal Théâtre
1) I. Delicato [16:56]
2) II. Impetuoso [10:32]
Gidon Kremer (Violin)
Esa-Pekka Salonen
BBC Symphony Orchestra

Château de l’âme
3) La liane [5:57]
4) A la terre [5:14]
5) La liane [3:01]
6) Pour repousser l’espirit [2:08]
7)Les formules [7:53]
Dawn Upshaw (Soprano)
Esa-Pekka Salonen
Finnish Radio Symphony Orchestra
Finnish Radio Chamber Choir members

Amers
8) Part 1: Libero, dolce, misterioso [8:48]
9) Part 2: Sempre molto energico, ma espressivo [10:59]

Anssi Karttunen (Cello)
Esa-Pekka Salonen
Avanti Chamber Orchestra

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Saariaho em 2009
Saariaho em 2009

PQP

6 comments / Add your comment below

  1. Excelente! Tá aí outra coisa que a gente quase nunca ouve falar – mulheres compositoras. Acho que a arte (o que inclui a música, óbvio) é o que é mais capaz de mostrar do que uma mulher é capaz. E tem outras coisas, né? rsrs

  2. Música experimental e moderna com recursos eletrônicos nos levando a navegar por novos mares entre o século XX e XXI.
    Hoje ela é dura e dissonante,amanhã talvez seja uma nova ¨Sagração da Primavera¨.
    Abraços do Dirceu.

  3. Argh, que coisa horrível… música eletrônica é mesmo o que há de pior na música moderna.

    Lembro-me do comentário de um pianista a respeito que acho muito correto: “certamente expande o nosso vocabulário sonoro, mas não pode ser considerado música”.
    (não me lembro seu nome, mas vi isso num pequeno documentário sobre os alunos de Benedetti Michelangeli, acho que dentro daquele DVD de Debussy).

  4. Dou risada dos contemporâneos de certos estilos que sempre dizem em sua época “isso não é música. Se formos olhar no passado, Horkheimer dizia que o Jazz não era música, e que era degradante. Semelhantemente, Chopin categorizava as valsas (que em sua época faziam muito sucesso, ou seja, eram -populares-) como sendo horríveis e que não eram música. Mas pessoalmente eu não sou isento, também faço isso com outros estilos (não no caso da eletrônica), mas sei que é importante olhar ao passado e fazer a autocrítica.

  5. Dou risada dos contemporâneos de certos estilos que sempre dizem em sua época “isso não é música”. Se formos olhar no passado, Horkheimer dizia que o Jazz não era música, e que era degradante. Semelhantemente, Chopin categorizava as valsas (que em sua época faziam muito sucesso, ou seja, eram -populares-) como sendo horríveis e que não eram música. Mas pessoalmente eu não sou isento, também faço isso com outros estilos (não no caso da eletrônica), mas sei que é importante olhar ao passado e fazer a autocrítica.

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