Georg Muffat (1653-1704) – Armonico tributo (1682)

Muitas vezes fico pensando no tamanho da música barroca. É algo verdadeiramente interminável. Este Armonico tributo, desconhecido para mim até dez dias atrás não é algo absolutamente necessário a sua cedeteca, mas em hipótese alguma são obras de desprezíveis ou esquecíveis. A gravadora deste excelente registro deve ter falido, pois, mesmo o disco sendo novo, de 2005, a Amazon já acusa que sua produção foi descontinuada. Uma pena, é um belíssimo e super-informativo CD.

Georg Muffat nasceu na França em 1653. Foi organista em Estrasburgo, depois em Salzburgo e mestre de capela em Passau. Deixou suítes para orquestra, sonatas, concerti grossi e peças para órgão.

Muffat – Armonico tributo (1682)

Sonata I 13’28”

1 Grave
2 Allegro e presto
3 Allemanda Grave e forte
4 Grave
5 Gavotta Allegro e forte
6 Grave
7 Menuet Allegro e forte

Sonata II 13’50”

8 Grave
9 Allegro
10 Grave
11 Forte e allegro
12 Aria
13 Grave
14 Sarabanda Grave
15 Grave
16 Borea Alla breve

Sonata III 8’35”

17 Grave
18 Allegro
19 Corrente
20 Adagio
21 Gavotta
22 Rondeau

Sonata IV 8’43”

23 Grave
24 Balletto
25 Adagio
26 Menuet
27 Adagio
28 Aria Presto

Sonata V 21’31”

29 Allemanda Grave
30 Adagio
31 Fuga
32 Adagio
33 Passacaglia Grave

TEMPO TOTALE 66’35”

Ars Antiqua Austria, dir. Gunar Letzbor
violini: Gunar Letzbor, Ilia Korol
viole: Peter Aigner, Susanna Haslinger
viola da gamba, violoncello: Claire Pottinger-Schmidt
arciliuto: Luciano Contini
clavicembalo, organo: Norbert Zeilberger

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Muffatão
Muffatão

PQP

10 comments / Add your comment below

  1. Se pensarmos que em todas as épocas o que se produz de música é mais do que o que se escuta ou se ouve falar, não é estranho sempre nos surpreendermos com as descobertas que o blog proporciona, sem falar que vale a pena pro ouvinte mais leigo confiar na nossa palavra (por favor, digo isso “nós” porque faço parte da equipe; é sem ser pretensioso) pra perder o medo de ouvir obras de compositores, épocas e escolas que ainda não conhece a fim de, afinal, chegar ao próprio julgamento – sabendo que esse nunca será imutável.

  2. Fantástica revalidação. Fui criado com a crença de que a música instrumental de primeiríssimo time teve início com Corelli, e a audição dessas pérolas acaba por derrubar mais essa ingênua ilusão – que já havia sido seriamente perturbada anteriormente, mas ainda não havia caído totalmente por terra. Creio que, “a nível de” barroco, ainda somos italocêntricos e germanocêntricos demais, e francocêntricos “de menos”. Grato!

  3. Opa muito boa a postagem, mais tem como fazer mais posts no mediafire ? ou é ruim de upar por la?tipo a velocidade parece ser melhor alem do que da para fazer simultaneo..

  4. Um dos casos mais emblemáticos de interrupção (não uso “descontinuado”) foi a fodástica gravação das Goldberg com o Hantaï, que sumiu do mercado por um bom tempo. Só voltou naquela série de caixinhas de papelão com dois CDs e um livro (muito bacana a série, por sinal), que foi como a adquiri.

    Isso sem contar a série Great Pianists, cujos volumes usados são vendidos avulsos a preços bastante altos mas, mesmo assim, ninguém parece perceber quão lucrativo seria relançá-la.

    E só para interromper a fuga do tema: se não me falha a memória, a caixa do jubileu da Harmonia Mundi também tem um CD com obras de Muffat.

    Apelando para o SAC: onde foi parar o campo de busca?!?!?!?!?

  5. Compositores como Muffat, Zelenka, Uccelini, Biagio Marini, escreveram coisas que o nosso ouvido saturado nem sempre percebe o quanto são extraordinárias e inéditas para o seu tempo. Me compraz ouvi-los me esforçando por perceber estas maravilhosas criações. Muffat tem momentos muito surpreendentes. Grato!

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