Anton Bruckner (1824-1896) – Symphony No. 5 in B flat, WAB 105, Sinfonia No. 7 em Mi Maior, Symphony No. 8 in C minor, WAB 108 e Sinfonia No. 9 em Ré menor (4 CDs) – Van Beinum (Reupload)

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Postado inicialmente em 4/12/2011.

É curioso este fato, mas ouvir Bruckner é ser remetido a galáxias luminosas e de profundo recolhimento. Nunca ouvi música tão luminosa, tão repleta por sensos de devoção elevante. A consequência da relação com a música de Bruckner nos engravida de um idealismo espiritualizante. Sentimo-nos nas altas montanhas, verdadeiros monges; um anacoreta, fugitivo dos mundos mesquinhos. Isso é tão bom que chega a nos fazer mal! É esse paradoxo que cria, em muitos casos, simpatias e antipatias pela música do compositor austríaco. Já fui bastante contestador da música desse seguidor de Wagner, mas aos poucos aprendi a reverenciá-lo. Suas sinfonias são tratados gigantes, serpentes com corpos elásticos, que se estendem por galáxias e galáxias. Essas sinfonias podem nos conduzir a mundos magicizantes ou nos esmagar por completo. Tudo depende da relação que estabelecemos com elas. Já tive os ossos esmagados uma porção de vezes, mas aprendi a me deixar levar por elas, nesse balanço, nessa viagem prolixa, que se repete, que se replica, que se repisa e nos mostra abismos, céus, paraísos, zonas escuras. É preciso aprender a ouvir Bruckner para poder suportar Bruckner. Resolvi postar estes quatro CDs como um convite ao aprendizando. As sinfonias aqui apresentadas são hinos a cultos e reverências sacralizantes. Van Beinum é o sacerdote que realiza liturgia. Bruckner é o querubim que nos faz viajar e conhecer o eterno, o puro, o santo. Uma boa apreciação!

Anton Bruckner (1824-1896) – Symphony No. 5 in B flat, WAB 105, Sinfonia No. 7 em Mi Maior, Symphony No. 8 in C minor, WAB 108 e Sinfonia No. 9 em Ré menor (4 CDs) – Van Beinum

DISCO 01

Symphony No. 5 in B flat,, WAB 105
01. 1. Introduction: Adagio – Allegro
02. 2. Sehr langsam
03. 3. Scherzo: Molto vivace – Trio
04. 4. Finale: Adagio – Allegro molto

DISCO 02

Sinfonia No. 7 em Mi Maior
01. I. Allegro moderato
02. II. Adagio (Sehr feierlich und sehr langsam)
03. III. Scherzo (Sehr schnell) & Trio (Etwas lang
04. IV. Finale (Bewegt, doch nicht zu schnell)

DISCO 03

Symphony No. 8 in C minor, WAB 108
01. I. Allegro moderato
02. II. Scherzo. Allegro moderato
03. III. Adagio. Feierlich langsam_ doch nicht schleppend
04. IV. Finale. Feierlich, nicht schnell

DISCO 04

Sinfonia No. 9 em Ré menor
01. I. Feierlich, Misterioso
02. II. Scherzo. Bewegt, lebhaft – Trio. Schnell
03. III. Adagio. Langsam, Feierlich

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Royal Concertgebouw Orchestra
Eduard van Beinum, regente

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Carlinus

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  1. É interessante, Carlinus, como você ouve a música de forma devocional, enquanto para outros ouvintes, incluindo os outros titulares deste blog, o significado de Bruckner é totalmente diferente.
    Só prova que a música dos grandes mestres tem infinitos significados, uma sinfonia de Beethoven ou Bruckner tem todo o mundo dentro dela.

  2. Uma dúvida sobre Bruckner…

    É verdade que o autor dessas sinfonias gigantescas não era, pessoalmente, um homem inteligente, chegando a beirar a deficiência mental em temas extra-musicais? Ao que eu saiba, sem que esteja questionando a grandeza de sua música, o compositor era wagneriano sem nunca ter entendido, ao certo, as teorias de Wagner sobre a estética musical. Seu combustível era a devoção católica… Fui mal informado ou o fato procede?

  3. Quando eu conheci as primeiras obras de Bruckner, francamente o achei um carola histérico. E verdade seja dita, no fundo ele era isso mesmo. Mas com o tempo, fui percebendo também que Bruckner era um homem com profunda intuição musical. Se a sua formação acadêmica era um tanto deficitária, se as suas concepções musicais eram igualmente problemáticas, ao menos era um compositor que se permitiu à escalas verdadeiramente arrojadas. Senti isso principalmente quando ouvi o seu Te Deum, regido por Jochum. Ali se ouve, se sente a expressão íntima de uma fé verdadeiramente profunda. E a satisfação plena do paradigma estilístico do romantismo, a música com medida fiel de quem a compõe. Era um homenzinho medíocre que precisou criar um universo musical gigantesco para apreciar devidamente a sua própria pequenez. E o fez com brilhantismo inegável.

    Enfim, acho Bruckner simplesmente foda. E mais foda ainda em saber que todas essas catedrais monumentais de cordas, metais e muitos tutti foram edificadas por um carola histérico e feioso.

  4. Legal o comentário FG. É o comentário de um apaixonado por Bruckner que comprova, em todas as linhas, que a música é a expressão de algo que está para além de toda a nossa ignorância, sendo o acesso mais pleno à verdade! Concordam comigo?

  5. Cuidado com o lugar-comum. Esse Bruckner simplório e semi-debilóide é fruto de uma visão bem antiquada, tola mesmo. A historiografia mais recente vem relativizando bastante isso. Era uma personalidade muito complexa, sem dúvida, mas que internamente tinha muito mais autoconfiança do que suas atitudes faziam transparecer.

  6. O Carlinus é um poeta, antes de tudo. Reconheço não ter essa capacidade de expressar minhas emoções de forma tão intensa, talvez a maturidade nos faça perder essa sensibilidade.
    Com relação à Bruckner, ainda tenho algum receio quando ouço alguma obra sua. A grandiosidade da mesma e sua estrutura complexa me deixam apreensivo. E pelos comentários que leio, principalmente por parte de nosso brucknermaníaco mor, nosso mentor PQPBach, acredito que estou perdendo muito em não me aprofundar nes obra.

  7. Essa noção de um Bruckner ‘ignorante’ soa a Otto Maria Carpeaux. Não conheço o suficiente para opinar, no entanto, para mim, isto pouco importa.

    Wagner escreveu artigos sobre arte, filosofia, enfim, era extremamente intelectualizado. Por outro lado, Mozart, por exemplo, só compôs, e eu gosto imensamente mais deste.

    Portanto, acho que devemos esquecer quaisquer traços biográficos e nos importar apenas com a música.

  8. Não tenho conhecimento musical.Não sei ler notas ou diferenciar Fá do Dó.Ouço clássicos há 10 anos e a paixão por Mozart,Chopin,Beethoven,Liszt,Tchaikovsky e vários outros foram imediatas.Tenho comigo apenas o sentimento e a emoção que a música consegue me tocar na alma.
    No caso do Bruckner foi muito mais difícil.Após ouvi-las por várias vezes na sequência da primeira até a nona fui ficando conectado com uma música que considero única,mágica,cheia de energia e pura devoção.Desde então não passo uma semana sem ouvi-lo.Penso agora que Bruckner estava além de sua época e talvez sua vida longe do meio intelectual e mundano tenha sido o desafio de seu gênio musical. O Te Deum é algo espantoso de fé e esperança.
    Grato pela música de Bruckner e por esta postagem tão especial.Abraço a todos que navegam no PQP.

  9. Hola :
    Desgraciadamente la SOPA,nos ha alcanzado…los links de bruckner,de hoy estan conectados a megaupload.
    Siento esto terriblemente
    Habra que buscar otro proveedor,el blog es el mejor de todos los que veo todos los dias.
    Un abrazo
    Juan

  10. Invalid or Deleted File…
    tristeza, cara… já estava só imaginando esse belíssimo bruckner sob direção do van beinum (conheço só – só, é brincadeira… – com o celibidache, o “fraquinho” da regência… mas, confesso, fiquei curioso em ouvir este)

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