Antonio Vivaldi – Amor Sacro – Simone Kermes – Andrea Marcon – VBO

Para os pedichões de plantão, que insistem em lembrar-nos dos aniversariantes do mês, trago mais uma contribuição para o aniversário de 332 anos de Antonio Vivaldi.
Como anunciei na postagem anterior, este CD é mais uma colaboração entre a soprano Simone Kermes, aquela do Cuzzoni do PQP, e o Andrea Marcon à frente da Venice Baroque Orchestra.
Peço para os senhores ficarem de joelhos ao ouvirem esse cd e renderem graças à genialidade de Vivaldi, à voz privilegiada de Simone Kermes e ao talento do regente e da orquestra. Sim, eu sei, já trouxe estes motetos em outra gravação magnífica, mas nunca me cansarei de “In Furore”, ou dos efeitos da orquestra simulando uma tempestade em alto mar em “In Turbato Mare Irato”. São momentos únicos da história da música. É para se amedrontar mesmo com a fúria divina. Eis o comentário do editorialista da amazon:
This knockout CD of Vivaldi motets is a thrilling ride. They are scored for soprano and strings and show the wonderful variety of effects Vivaldi had at his disposal (faster, more dramatic arias use the metaphor of a ship in storm-tossed seas, searching for calm winds and safety): in other words, the same stuff he uses in his operas. But here, because these motets are religious in nature, it is the soul in flux that is wishing for God, or a saint, to guide it. Vivaldi will use the lower strings to give the feeling of menacing weather while the singer navigates through outlandishly difficult coloratura (fast runs, octave leaps, high stacatto effects); conversely, each motet also contains a slow, introspective aria which requires a long, soft vocal line. Conductor Andrea Marcon leads the superb Venice Baroque Orchestra in energetic performances, with sharp attacks and dramatic tempi choices. And the remarkable soprano Simone Kermes, with her diamond-brilliant tone and technical virtuosity, makes each of these pieces a little opera, filled with drama, pathos and simply gorgeous singing, whether high, low, loud, or soft. This is an exciting, greatly entertaining disc. –Robert Levine

Divirtam-se.

1. In furore, R.626 – 1. In furore iustissimae (Allegro)
2. In furore, R.626 – 2. Miserationum Pater (Recitativo)
3. In furore, R.626 – 3. Tunc meus fletus (Largo)
4. In furore, R.626 – 4. Alleluia (Allegro)
5. Nulla in Mundo Pax Sincera – Larghetto “Nulla in mundo pax sincera”
6. Nulla in Mundo Pax Sincera – Recitativo “Blando colore oculos mundus decepit”
7. Nulla in Mundo Pax Sincera – Allegro (Aria) “Spirat anguis inter flores”
8. Nulla in Mundo Pax Sincera – Allegro “Alleluia”
9. In turbato mare irato, RV 627 – Allegro (Aria) “In turbato mare irato”
10. In turbato mare irato, RV 627 – Recitativo “Splende serena, o lux amata”
11. In turbato mare irato, RV 627 – Largetto (Aria) “Resplende, bella divina stella”
12. In turbato mare irato, RV 627 – Allegro “Alleluia”
13. Sum in medio tempestatum, RV 632 – Allegro non molto (Aria) “Sum in medio tempestatum”
14. Sum in medio tempestatum, RV 632 – Recitativo “Quid ergo faciam, infelix anima”
15. Sum in medio tempestatum, RV 632 – Largo (Aria) “Semper maesta, sconsolata”
16. Sum in medio tempestatum, RV 632 – Allegro “Alleluia”

Simone Kermes – Soprano
Venice Baroque Orchestra
Andrea Marcon – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

5 comments / Add your comment below

  1. Baixei e achei bonitas as árias…me lembrei do tempo em que eu era um iniciado na musica erudita…sempre digo que Vivaldi seria uma excelente porta de entrada para este mundo complexo, Brahms seria uma espécie de ápice, de onde muitos param e não seguem adiante…e Stravinsky seria um limite final razoável…acho essas árias boas para quem está iniciando, para mulheres em geral, crianças, acrobatas, exibicionistas e saudosistas (este último é o meu caso). Detalhe: minha mulher gostou…ela é iniciante e mulher…

      1. Acho que as mulheres se achegam mais a Vivaldi, Mozart e outros compositores “mais leves”. Acho que o homem tem mais facilidade em ouvir Stravinsky, Boulez, etc.
        Não achem que há preconceito na minha opinião acima, só que são 2 linhas diferentes de pensamento e que também não há regra geral, pois sou homem e gosto bastante de Vivaldi e Mozart e odeio Stravinsky e Boulez. 🙂

Deixe uma resposta