Maurice Ravel (1875-1937) / Claude Debussy (1862-1918): Piano Concertos / Fantaisie for Piano & Orchestra

Vou ser claro: eu não gosto de Debussy. Claro que ouço com prazer a Suíte Bergamasque e as peças orquestrais La Mer e Nocturnes, mas aqueles prelúdios e coisinhas para piano… Aquelas brumas diáfanas… Olha, às vezes me parece que Debussy inventou a New Age, o gênero de música que serve para não ser ouvido; aquele que, quando termina, você nem se dá conta, pois não estava prestando nenhuma atenção mesmo!

Juntá-lo com Ravel parece óbvio para os fazedores de CDs, mas não para mim. Eu amo Ravel! Então digo que — juro! — ouvi atentamente os dois concertos maravilhosamente interpretados por Kocsis e não lembro nada, mas nada mesmo, da tal Fantasia. Vale pelo Ravel!

Ravel: Concertos para piano / Debussy: Fantasia para piano e orquestra

Piano Concerto in G Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 19:48
1. Allegramente Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 7:50
2. Adagio assai Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 8:14
3.Presto Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 3:44

Piano Concerto for the left hand in D Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 17:38
4. Lento Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 7:45
5. Allegro Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 4:56
6. Tempo I Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 4:56

Fantasy for piano and orchestra Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 19:51
7. Andante ma non troppo-Allegro giusto Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 6:28
8. Lento e molto espressivo Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 7:06
9. Allegro molto Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 6:16

Zoltán Kocsis, piano
Budapest Festival Orchestra
Iván Fischer

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PQP

48 comments / Add your comment below

  1. caro amigo, olhe novamente os tópicos sobre Mozart e Mahler, estão corrompidos, principalmente As Bodas de Fígaro e a 1º Sinfonia de Mahler.
    Fico grato pelas postagens, desde já agradeço.

  2. Compartilho da sua opinião PQP. Não gosto muito de Debussy, acho seu pensamento muito difuso. Eu tenho o Prélude a l’apréss midi d’une faune, que coisa mais chata! Só comprei o CD porque vinha também com o Ravel. Mas Ravel não acertava a mão sempre pois a Pavane pour une infante defunte (outra obra de Ravel que vinha no CD) compete pau a pau com Prélude a l’apréss midi d’une faune de Debussy.

  3. Caro PQP, muito obrigado pela oportunidade de ouvir essa maravilha na mão do Kocsis. E me surpreendi, pois compartilho exatamente da mesma opinião que você! As obras para piano solo de Debussy para mim são meio intragáveis. Algumas camerísticas, como as Sotanas para Violino, Cello, “Flauta, Viola e Harpa”, ou orquestrais menos “atmosféricas” são até legais, mas a obra para piano solo é complicada mesmo.

    E também adoro Ravel! Nunca vou esquecer de Bernstein tocando e regendo isso ao mesmo tempo, mas essa do Kocsis vale a pena ouvir. Claro que ele também dava umas bolas fora, como eu acho que foi em La Valse, mas ele acertou muito mais meu gosto que Debussy.

    Mas com relação ao processo composicional, me identifico mais a Debussy. Mano, o cara era um perfeccionista neurótico! Se um dia você ver um dos originais das composições dele, você vai ter a impressão que ele traçava tudo à régua, de tão certinho, e colocando um monte de informação para a obra ficar a mais precisa possível.

    Mas é uma pena que Debussy e Chopin ofusquem Ravel e Liszt, pelo menos aqui no Brasil.

  4. Muito obrigado empenho em disponibilizar tanta MÚSICA (de verdade!). Não por este post ou qualquer outro em específico, mas pelo conjunto da obra.
    Um abraço,

  5. Pegando um gancho no comentário do Carlão, gosto muito das obras de Chopin, Liszt, Debussy e Ravel e não vejo muito o que comparar na obra dos contemporâneos. Cada qual ao seu estilo, me agrada de forma diferente.
    Sou fã incondicional do Concerto em Sol do Ravel e estou ansioso para ouvir mais essa intepretação. Mais ansioso ainda para que ela seja a minha referência definitiva da obra. Um abraço e parabéns pela postagem!

  6. Acompanhando Miguel, incluiria também Prelude a l’après-midi e Rêverie…Gente, as obras culminantes do impressionismo!

    É tudo o que não é o exacerbado, espalhafatoso e extravagante (não que também não seja genial) arcabouço de Wagner!

    Sempre aquela calmaria, poupada de qualquer excesso. Pura reflexão, impressões que não se concretizam, devaneios que buscam o intangível, o fim do romantismo e seus excessos.

    Uma liberdade contida e subjetiva.

  7. Caríssimos fazedores desse blog,

    tenho acompanhado esse espaço já há algum tempo e, compelido pelo exemplo do Debussy, me animei a escrever essas poucas linhas. É o seguinte: sou um ignorante em música. Conheço alguma coisa de jazz e tento ouvir o que acredito ser bom. Percebo, entretanto, que, após começar a ouvir o que vocês têm postado aqui, comecei a “educar meu ouvido”. Aí é que entra o Debussy, que eu achava o supra-sumo da sofisticação (e continuo gostando), mas depois dos prelúdios e fugas do Shostakovich, das sonatas de Beethoven e, sobretudo, da overdose de Bach, o coitado do Debussy ficou pequenininho.

    Muito obrigado por educar-nos!

  8. “cvl Reply:
    fevereiro 17th, 2010 at 13:32

    Carlão, essa sua última frase foi um diagnóstico. Uma pena mesmo que isso ocorra.”

    É duro, meu caro cvl…

    De maneira nenhuma comparando quem é “melhor”, mas constatando que alguns recebem mais atenção e popularidade que outros. Concordando com o Strava, a “biodiversidade” entre os compositores e seus estilos é uma maravilha, pois nos dá a oportunidade de ter mais opções para escolhermos o que mais nos agrada.

    É que às vezes alguns nomes são repetidos até demais… E aí a força da propaganda segura os ouvintes em uma inércia, que aumenta muito o esforço necessário para sair de um estilo ou compositor, e ir escutar livre de preconceitos um outro diferente e não tão propagandeado. Na minha modesta opinião este é um dos principais motivos de porque alguns compositores que escreveram obras magníficas foram parar no lado B dos LPs, ou nas últimas faixas dos CDs. E isso também influencia um pouco com relação aos compositores contemporâneos: entre algo que você já sabe que é bom, e algo que você não conhece e ninguém disse nada a respeito, qual você frequentemente optaria?

  9. Não faça isso, fdp. Aquele primeiro disco dos preludios (livro 1) com michelangeli, que você disponibilizou, é a melhor coisa que já ouvi. Traga-nos o Cicolini, por favor.

  10. Fernando, claro que nós, os mantenedores do blog, temos liberdade e independência para postarmos o que quisermos.. falei apenas para descontrair.. qualquer hora dessas trago o Cicolini..

  11. Isso mesmo, Fernando. Caro FDP, não sinta-se intimidado pela despredileção por Debussy por apenas algumas pessoas. É apenas nossa opinião e gosto. Pessoas que não conhecem ou não tem as obras terão a oportunidade de ouví-las e tirarem suas próprias conclusões, e nós mesmos poderemos descobrir, talvez, apreciação na obra de piano solo de Debussy. Uma interpretação desconhecida sempre corre o risco de surpreender positivamente.

    Isso recentemente aconteceu comigo com Berlioz. Eu nunca tive muita admiração pela Sinfonia Fantástica, mas neste carnaval fui a um festival e tive a oportunidade de realizar um ensaio de naipe do 4º movimento desta sinfonia, a “Marcha do Suplício”. Quando chegamos a um nível razoável nosso professor realizou a experiência de passarmos junto com uma gravação, não me lembro de quem, mas fiquei maravilhado com ela. A percussão e as cordas estavam mais pesadas do que de costume, o andamento mais rápido e o regente não deu tanto destaque às madeiras (coisa que resulta em solos perdidos, desconectados com a “marcha” de perguntas e respostas intercaladas). Ignorando um pouco do grave amplificado por um naipe de contrabaixos extra, adorei o que o regente daquela gravação conseguiu e passei a gostar da Sinfonia Fantástica desde então. Quem sabe Cicolini não pode nos fazer o mesmo com Debussy?

  12. Comparar Debussy com Bach como vi por aqui é absolutamente ridículo, epócas diferentes, estilos diferentes, Debussy é um compositor fantástico, não é o meu predileto, mas nem Mozart têm somentes grandes obras, Bach também têm coisas chatas, nosso Villa-Lobos, coisas primárias, e nem por isso, deixam de ser gênios, é como disse um dos internautas acima, só por Clair de Lune, já estaria justificado, para se fazer uma obra de arte dessa magnetude, o sujeito tem que ser um mestre e ponto, quem dera que hoje tivessemos um Debussy vivo, seia um Oasis diante de tantas atrocidades musicais!

  13. Quero deixar bem claro que neste comentário estarei abordando apenas o Concerto em Sol, que pra mim, é um dos mais espetaculares concertos já compostos.
    Gostei muito da interpretação Budapest F.O./Fischer/Kocsis, a qualidade sonora da gravação é indiscutível, mas por incrível que pareça, ainda continuo gostando mais da interpretação Ljubljana R. S. O./Nanut/Lee, apesar da qualidade de gravação não ser, “lá essas coisas”, mas a interpretação é bem, digamos, mais audível, no sentido de menos confusa, sem aquela sensação de um emaranhado de notas que constatei em outras interpretações. Qualquer dia vou postar a gravação que afirmo ser a melhor, na minha humilde opinião.

  14. É por isso que cada vez mais acredito no subjetivismo(?) da música. Memória, sensações, momento, espaço… Diversas variáveis, diversas escutas. Enfim. Falando em Debussy e suas sonatas, ele inspirou bastante os músicos da bossa nova. “Soirée dans Grenade” é quase uma “proto-bossa nova”.

  15. Esta discussão em torno do post foi muito interessante. As opiniões divergiram e contribuíram muito para o conhecido alto nível do blog. Valeu a todos por este rico debate.

      1. Como se pode gostar de Stockhausen?

        É genial sem dúvida, justamente por ser genial e inovador que não precisa agradar (não é o objetivo da arte)…mas agrada a alguém mesmo?

        1. Ah, cara, me agrada sim. Eu realmente gosto de Stockhausen e de Cage, e acho as músicas deles muito mais saudáveis que um Quarteto de Cordas nº2 de um único movimento com 6h 7min 7s do Morton Feldman. Do próprio Stock, por exemplo, Tierkreis é um exemplo legal, Hymnen também, as concepções e textos dele são interessantes, e até hoje eu escuto muito Cage, desde The Seasons, passando pelos Imaginary Landscapes, a Suite pra Piano de Brinquedo, o Concerto, as Sonatas e Interlúdios, umas coisas legais para Voz e Piano Fechado, o 4’33”, as Construções…

          Mas se você não gosta então vá fazer as moléculas de água do seu corpo vibrarem com a música que se harmoniza com elas. Mas, analisando pelo lado puramente racional, sim, todos esses são grandes pensadores.

          Quanto ao comentário do PQP sobre o Debussy, Strava, não fique zangado, é só uma brincadeira. Tudo bem que toda brincadeira tem um fundo de verdade, hehe, mas no final, é um grande mestre, e sua importância e influência na história da música foi crítica e decisiva. Isso ninguém nega.

  16. Foi muito legal mesmo, Ranieri. Não é sempre que se chega a quase 30 comentários em um único post, e quase todos com conteúdo e representação. Parabéns para todos!

  17. Os comentários são realmente muito interessantes. A própria polarização dos gostos pelos dois franceses já sugere que eles compartilham mais diferenças do que semelhanças ! Nosso estimado PQP atingiu o cerne da questão ao demonstrar o estranhamento que sente pela habitual associação entre os 2 compositores em CDs. Ravel e Debussy sorveram, na essência, das mesmas fontes: a sinestesia simbolista, a descoberta da música oriental, Satie, o Conservatório de Paris, e por aí vai…É claro que isso vai refletir em vários pontos comuns na música, até, inclusive, pela mútua influência que um exercia sobre o outro. Percebo isso de forma mais acentuada no uso da harmonia e da modalidade. Mas eu jamais jogaria os dois na mesma categoria dos “impressionistas”. Vejo, até mesmo, o Ravel mais como um neoclássico do que qualquer outra coisa: muito mais preocupado com a manufatura, clareza e estrutura formal de suas obras, bem o oposto da concepção de Debussy, que via as formas rígidas como limitadoras à sua música. Vide seu balé Jeux, que creio ser o melhor exemplo dessa liberdade de forma que ele buscava.
    Essencialmente, na minha visão, e sem demérito para ninguém, é claro, o Ravel é um compositor extremamente conservador, e Debussy, claramente inovador.
    Adoro ambos, mas indubitavelmente é Debussy que exerce, para mim, uma maior influência.
    Um abraço a todos !

  18. me estranhou nosso pqp comparar debussy a new age. muitos afirmam que não se deve estudar música pra se gostar. os estudantes dessa arte naturalmente pensam o contrário e com muita razão. no entanto muitos compositores são mais aceitos sem grande profundidade de conhecimento por parte do ouvinte. compositores como shosta, mahler, enfim, esses gigantes do gênero sinfônico e da exposição “clara” e direta. mas num plano puramente musical, artistas como debussy são mais sutis e difíceis de apreensão. debussy é extremamente cuidadoso na forma e na estrutura harmônica. há, sim, uma aparente rarefação em suas obras, mas, reitero, é apenas aparência. nisso é que ele foi genial e um artista muito consciente do que fazia. é difícil encontrar um compositor que conseguiu tão bem expor encadeamentos harmônicos aparentemente absurdos e fazê-los soar tão naturais. uma peça de debussy que você ouve e compara com música de elevador, se você a ouvir com atenção, se se deter verá encadeamentos muito ousados e um contraponto sempre complexo. porque debussy produziu um contraponto digno de qualquer gênio desse particular. a diferença é que ele tratou essa técnica de outro modo. ele pensava no contraponto e em todas suas outras técnicas em função de uma idéia musical inovadora. pensava numa música como símbolo ou impressão, enfim, numa imagem muito sua, muito subjetiva. sim, deve-se respeitar as opiniões alheias, mas esta do pqp foi muito infeliz. se se quiser apenas se deter na forma de sua música e compará-la com algo como new age, basta contar, sim, contar quantas modulações debussy explora numa única peça. é que o ouvinte não atento não percebe de primeira essa estrutura. acha que ali há apenas um conglomerado de dados inconclusos. puro engano.

  19. A obra de Debussy é muito diversificada, e se o rótolo de “música impressionista” pode ser adequado(?) a uma parte de sua produção, só por uma simplificação primária poderia ser estendido a toda ela. Em muitas de suas obras para piano solo, tal rótulo é totalmente descabido. Quanto a Ravel, alguém manifestou desagrado por “La Valse”, que, por algum motivo, é talvez a música que eu mais tenha ouvido na vida! Acho genial o uso que ele faz das dissonâncias na forma tradicional de sociabilidade coreográfica da antiga sociedade vienense…Fica uma coisa completamente nova, a música ligeira se torna dramática…Aproveitando o ensejo, eu estou procurando umas obras de Debussy que não encontro: En blanc et noir e Six Epigraphes Antiques…Não é “impressionismo”… Se alguém souber onde encontrar…

  20. Fui eu o que não gostou de La Valse, Henrique. Mas é gosto mesmo: a idéia é ótima, só enrosca no meu ouvido na hora de descer.

    Mas sobre classificar ou não obras de alguns como impressionistas, é complicado. Afinal todo mundo aqui só falou sobre os dois não se encaixarem, mas você já pensou por que diabos Alexander Scriabin também não é colocado nessa categoria de “impressionistas”? É uma estética, e se você analisar o conceito “genérico” de impressionismo, não se restringindo à música ou pintura, verá que existe relação sim. Por mais liberal, livre e… New Age que seja. (Hahuahauh)

    Ah, mas a comparação não é pejorativa, pessoal. Foi uma brincadeira, mas, falando sério, a própria música New Age não tem conceitos próximos aos do impressionismo? Tanto em base de atmosfera, subjetivismo, encadementos harmônicos não agressivos, etc? New Age não é música erudita, mas também é legal…

  21. Só para esclarecer,

    não comparei Debussy com Bach. Só disse que, PARA MIM, Debussy tinha uma importância maior do que tem hoje, comparada à de Bach. E fiz questão de agradecer aos autores do blog por isso.

    Um abraço!

  22. Valeu PQP tua crítica a Debussy que provocou toda esta discussão interessante.
    Eu acho Debussy genial. É um dos poucos que inovou na música e mesmo assim fez uma ótima música. Há os que inovaram e fizeram boa música, como Monteverdi, Haydn e Debussy e os que inovaram mas cuja música nova não convenceu totalmente, como Schönberg.
    Fui introduzido aos prelúdios de Debussy por um programa de rádio na Alemanha, em que Jürgen Uhde compara as diversas interpretações dos pianistas. FANTÁSTICO. O melhor é em “Ce qu’a vu le vent d’ouest” como os pianistas interpretam o choque do mar contra as rochas. Outros bons são ” La chathédrale engloutie” e, é claro, “Des pas sur la neige”. Quem quiser ouvir (em alemão) coloquei no meu Dropbox:
    http://dl.dropbox.com/u/2096621/DEBUSSY%20Pr%C3%A9ludes%201-6%20%20Komentiert%20Uhde.mp3
    http://dl.dropbox.com/u/2096621/DEBUSSY%20Pr%C3%A9ludes%207-12%20Kommentiert%20Uhde.mp3

  23. Irrelevante comentário!
    Respeito seu cometário não apreciar Debussy, mas isto não tira o merito de ser um grande compositor, precursor do impressionismo musical, não conheço outro compositor com tanta ousadia quanto ele.
    Toco piano mais de 20 anos e violino mais 10 anos e posso dizer que não aprecio todas as composições porem admiro todos os compositores classicos por sua genialidade em uma época onde tudo era ao vivo e sem os recursos que temos hoje.

  24. É isso aí Maria Esthela, é muito triste ler comentários de pessoas que se julgam o supra-sumo do conhecimento em música, já que dizem apreciar música erudita, quando ao contrário, demonstram total desconhecimento de história escrevendo: “…o coitado do Debussy ficou pequenininho.”.
    Assisti a execução de Prélude a l’apréss midi d’une faune pela OSESP na São Paulo no começo deste mês, e fiquei maravilhado, não me pareceu uma obra de um “coitado e pequenino”, mas sim de um gênio, que ousou e mudou a música pra sempre.
    Estou no começo das aulas de piano, quem dera um dia poder tocar 1/100 do que Debussy tocou.

  25. Sou novato no blog, mas acho que esta PQP é uma anta ao dizer que a Musica de Debussy é para “não ser ouvida”…..gosto não se discute….se lamenta…..

  26. Chegou mais uma besta quadrada e disléxica pra gente dar uma comida de rabo. Logo agora que já estávamos contentes com a paz que reinava em nossas fileiras.

  27. Quanto a comer o rabo mostra como voce é grosseiro CVL.O Pqp é seu ou sua namorada???Defende de uma maneira que até parece……Bom, Debussy nem se arranhou frente a estas bestas falantes (ou escreventes)

  28. Acho que chato e grosseiro é quem chega chamando os outros de anta. Este blog tem uma proposta séria, mas nós da equipe não nos achamos tão sérios assim e gostamos de tirar onda com cristãos que entrem pela porta errada de nosso Coliseu.

    Quanto a meus predicados, CVL refere-se justamente as consoantes de cavalo, como um antigo e olvidável visitante bem desmascarou.

    Meu equívoco ao me dirigir à vossa senhoria na mensagem anterior é que faltou-me portar o pote de manteiga vaselinada junto, por isso redigi – com a ajuda de um dos companheiros de equipe – um rascunho de regras de uso do blog, que até agora só tem dois itens:

    Regra de Uso nº 1: “Os membros da equipe do blog se reservam o direito de emitir a opinião que bem entenderem sem ter que dar satisfação aos visitantes, nem ouvir deles nada no mesmo tom. Tá em festa de tubarão porque peixinho quer”.

    Regra de Uso nº 2: “Às vezes revalidamos links, mas não temos obrigação nem damos nenhuma garantia nenhuma disso”.

    No mais, respeito vossa opinião e despeço-me citando um dos ícones mais representativos da cultura brasileira, o Casseta & Planeta, antes de me retirar a meus aposentos, na estribaria.

    “Tu amas Debussy
    Que coisa mais careta
    Tu amas Debussy
    Eu gosto de buceta”

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