Paul Hindemith (1895 – 1963): Symphonia Serena / Harmonie der Welt

Há compositores difíceis de defender. E Hindemith é um deles. Já ouvi críticas severas, mas bem coerentes sobre a não espontaneidade de suas obras. Já certos ouvintes (como eu) que tem profunda admiração por Hindemith, não encontram argumentos suficientes para defendê-lo. Não consigo dizer porque gosto de Hindemith. Às vezes, numa mesma obra, posso sentir tédio e grande empolgação. Mas nunca deixei de ficar fascinado com sua técnica e virtuosismo. Ludus Tonalis para piano (algo como um cravo bem temperado do século XX) é um bom exemplo do que falo. Difícil ir até o fim sem bocejar, mas ouvindo com cuidado podemos esbarrar nas mais belas passagens já escritas. Dependendo com que disposição o ouvinte esteja, Hindemith pode ser um grande compositor ou um tremendo chato.

As duas obras desse disco, Symphonia Serena e Symphonia “Der Harmonie der Welt”, são ótimos exemplos do que falei, de como agarrar ou afastar o ouvinte. A riqueza orquestral dessas duas obras são inegáveis, mas podem cansar um ouvinte a procura de um sentido ou de uma estrutura. São sinfonias completamente anti-shostakovichianas. Mas nem tão pouco são vazias de expressividade.

Sentem suas bundas nas cadeiras e decidam.

CDF

1. Symphonia Serena: Moderately fast
2. Geschwindmarsch by Beethoven. Paraphrase. Wind instruments only. Rather fast
3. Colloquy. String orchestra in two sections. Quiet
4. Finale. Gay
5. Harmonie der Welt: No. 1, “Musica Instrumentalis”
6. No. 2, “Musica Humana”
7. No. 3, “Musica Mundana”

Performed by Leipzig Gewandhaus Orchestra
Conducted by Herbert Blomstedt

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4 comments / Add your comment below

  1. Eu também acho, 21º e CDF!
    Hindemith é um conhedor profundo das particularidades expressiva de cada instrumento e de como utilizá-las.
    Assim, ele é capaz de gerar orquestrações impecáveis que têm por base magistrais insights dominados por um saber musical de altíssimo nível.

    Resultado?

    Ele coloca nas mãos do intérprete (aqui o excelente Herbert Blomsted)um material sonoro de tal qualidade e com tão rica diversidade que não há como não gerar obras primas.
    Felizes os Regentes (necessitam ser excelentes como Herbert Blomsted)que têm em mãos um material assim.
    O interesse estético jorra das partituras para aquele localzinho não muito bem definido que transforma pessoas em grandes músicos (que, felizmente, não se transformam em Deuses).
    Parabéns pela postagem.

    Cheguei aqui exausto.

    Continuei exausto com o Richard Strauss.

    Hindemith… …Herbert Blomsted…
    …tudo bem agora…

    Edson

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