Interlúdio – Miles Davis – Kind of Blue

FDP Bach pede desculpas, mas. devido a compromissos profissionais, está impossibilitado de continuar postando no mesmo ritmo dos últimos meses, então, o espaço entre minhas postagens pode ficar maior.

E eis que por uma falha tremenda por parte deste que vos escreve, e por parte também de blue dog, esquecemos que ontem, dia 25 de maio, Miles Davis estaria complentando 82 anos. Como pudemos esquecer tal data? Esquecimento imperdoável.

Já foram vários os pedidos para que este álbum fosse postado, mas sempre fomos protelando, e empurrando com a barriga. Hoje, conversando com um amigo (que me lembrou do dia 25), resolvi encarar.

O que podemos falar sobre “Kind of Blue”, considerado pela crítica especializada o melhor álbum de jazz já gravado, aquele que encabeça a maior parte das listas de Top 10 desde seu lançamento em 1959, o maior sucesso de vendas da carreira de Miles, aquele que segundo reza a lenda a Columbia, e posteriormente a Sony, jamais deixaram de prensar, seja em LP, seja em CD, um disco por muitos considerados perfeito, difícil de se encontrar um momento que possa ser considerado mais fraco ? Sem palavras… Coltrane, Cannonball Aderley, Bill Evans, Paul Chambers, Winton Kelly e Jimmy Cobb.. poucas formações foram tão fantásticas quanto esta..

Informações mais detalhadas sobre o álbum podem ser encontradas aqui.
Não vou mais perder tempo escrevendo, pois quero ouvir pela enésima vez o CD.

Miles Davis – Kind of Blue

01 – So What

02 – Freddie Freeloader

03 – Blue In Green

04 – All Blues

05 – Flamenco Sketches

06 – Flamenco Sketches (Alternate Take)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

17 comments / Add your comment below

  1. FDP, eu até aprendi a usar a internet – mas contar já é muito complicado! auf! auf!

    …bem lembrado, bem lembrado! vou escutar só uma música do disco, em penitência.

    (mentira.)

  2. Kind é o disco mais importante de Jazz de todos os tempos ao lado de Take Five do Brubeck com o sax alto Paul Desmond, se Miles reinventa a música modal e de certa forma retoma o pessoal do Impressionismo que por sua vez interrompia a música narrativa e voltava ao Renascimento e Barroco, Brubeck retoma o caminho de um Bartok ou Stravinski com seus ritmos assimétricos.
    KIND OF BLUE É MARAVILHOSO , não ter postado ainda Take Five , por enquanto, ainda não tem perdão!rssrsr…Parabéns a todos!

  3. E o jazz certamente é a música clássica de câmara do sec XX , incorpora todos os elementos dos clássicos, as vezes com cerca de 40 ou 50 anos de atraso , mas quando o faz, o faz com maestria. Miles nunca entrou na onda do atonalismo do Free de Ornette, Coltrane e Cecyl Taylor, não gostava, mas infelizmente entrou em outra onda pior , o tal do Fusion.

  4. Com o devido perdão, o disco do Brubeck se chama TIME OUT e traz também o magnifico Rondó a la Turk, homenagem a Mozart.

  5. Prezados,
    Agradeço à valiosa contribuição do blue dog com este texto absolutamente preciso sobre esta obra prima que é “Kind of Blue”. Principe Salinas lembrou bem do belissimo “Time Out” do Brubeck, mais ainda do Paul Desmond, ouso dizer, que manda com todas as letras com seu sax alto. Assim que possível, postarei esse outro clássico.
    Escrevi esta postagem ontem no final da tarde, no meio de livros e folhas, preparando aula. e quem é professor sabe que temos de sacrificar todos estes nossos momentos de prazer.
    Com relação ao livro, irei correndo comprar. Um amigo já tinha me alertado sobre ele, e também comprado, e disse que o devorou em uma tarde. Os elogios foram muitos.

  6. Gosto de Dave Brubeck e Paul Desmond, mas prefiro uma diatribe de Eric Dolphy a todos os solos melodiosos de Desmond.

    Aliás, costumo chamar o jazz de Brubeck de “jazz de médico”. Todos os médicos que conheço adoram Brubeck. E são como ele: limpinhos em seus jalecos homogêneos.

    Obrigado, fico com as vísceras.

  7. Príncipe Salinas – adivinhastes não o próximo, mas o segundo na minha lista de postagens. Para seguir no gancho “1959”. Mais o Shape of Jazz to Come, Ah Um… que ano para a música, não? “Time Out” é realmente uma das obras maiores do jazz! E um dos discos com título mais apropriado.

    e PQP, entendo o que tu dizes. Embora tenha meus momentos de jazz mais limpo, também acabo preferindo os transgressores. Alias, sabias que antes de ir para a escola de música, Brubeck estudou veterinária?

  8. Bem Eric é também um dos meus ídolos e parece tocar tudo que ponham na sua boca…eheheh…clarineta,clarone,sax…mas realmente Eric é para poucos ouvidos.
    Brubeck faz parte daqueles pianistas ditos ”brancos” ou seja que vieram da música clássica, assim como o extraordinário Bill Evans e o cego Lennie Tristano, um dos pais do cool jazz.
    Os pianistas propriamentes jazzisticos tem uma interpretação que privilegia mais o ritmo-percussivo como o canadense Oscar Peterson,dentre tantos.

  9. The Uppsala Concerts gravados na Suécia sao raríssimos e consegui na Virgin ; vêm em dois volumes e neles Eric toca ”apenas” Flauta,sax alto e clarineta baixa em um quarteto completado por Suecos! Dentre outras músicas,”Out of Nowhere”, ”Laura”, ” I’LL Remember Aprill” , ”What ‘s this thing called love”
    Bem tenho ainda os Seminais cds ”Out There” e o EXTRAORDINÁRIO , ”Far Cry” com outro que ”quebra tudo” , Booker Little no Trumpete , Haynes na bateria e Ron Carter no baixo….timinho fraco…ehehe

  10. E se é para ”quebrar tudo” como quer o PQP , então vamos para o Impressions de Coltrane que tem participação de Eric ; temos também Roland Kirk outro que toca tudo que puser na boca ,com o seu cd Domino; outro sax alto fudidíssimo é o tal de Art Pepper, aliás sax alto,tenor e o caralho a quatro.
    E radicalizando mesmo Jimmy Giufre, clarineta ,sax tenor ,barítono,trombone….Então quebra tudo PQP…Quero ver a coragem……depois disso só dodecafonismo, Cage, Berio com as Sequências, Stokhausen…..e o fim do mundo….

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